Esta edição de Macário e Noite na taverna, de Álvares de Azevedo, com organização, notas e posfácio de Cilaine Alves Cunha, pretende ser um marco entre as edições dessas obras. Para tal, a organizadora se utilizou da edição princeps (1855), cotejando-a com a de Homero Pires das Obras completas de Álvares de Azevedo, de 1942, vindo a estabelecer um texto mais próximo da lição original, que em geral havia se perdido nas edições de vulgarização. O extenso e precioso aparato de notas desdobra as referências onomásticas e bibliográficas dos textos, fornece esclarecimentos lingüísticos, além de indicar diferenças entre as edições utilizadas.
Alvares de Azevedo was a writer of the second brazilian romantic generation, also called Byronian generation. He spent his childhood in Rio de Janeiro where he began his studies. He came back to Sao Paulo to start on his Law School where he became known for his brilliant writings. He had the ability to learn languages easily and was recognized for his young and sentimental spirit. He couldn't finish his law school because of the tuberculosis he had, many times proclaimed as the disease of the century since many authors of this age died of it, although what actually came to kill him was the horse fall by his twenties.
conheci Macário por uma peça montada no TUSP em 2024, ano passado. a produção era muito boa tinha banda, coro, dezenas de atores, iluminação e figurino impecáveis, tudo perfeitinho. depois de ver a peça, divulguei pra todos os meus amigos, levei gente pra ver comigo numa segunda vez, me animei muito. e hoje, tendo lido, continuo sentindo o mesmo fascínio que senti assistindo a peça. adoro como o Penseroso e o Macário são super dramáticos. me identifiquei muito com os dois, apesar de em vários momentos eles produzirem discursos que discordam. não vou me aventurar a fazer nenhum tipo de análise ou qualquer coisa assim, mas queria deixar registrado o quanto gosto dessa obra, principalmente da segunda parte, partir da cena Numa sala, e especialmente das Páginas de Penseroso. ainda que antiquado e em tremendo desacordo com as minhas perspectivas de relação, é impossível para mim não se identificar.
Viver era sentir, era amar, era crer que a ventura não é um sonho, e que eu tinha um leito de flores onde descansar da vida, onde eu pudesse crer que a glória, o futuro não valem um beijo de mulher!
E seria contudo tão bela a vida se ela me amasse! Oh! por que me traiu... Por que embalou-me nos seus joelhos, nos acentos mágicos da música, dos anjos da esperança, do amor, para lançar-me na treva erma desse desalento e dessa saudade eivada de morte!
Li por causa de uma discussão da escola no meu segundo ano do ensino médio e posso afirmar que é um livro muito bem escrito, mas esquisito e que levanta questões desconfortáveis de se pensar, como canibalismo, necrofilia... Não é um livro divertido, nem todo mundo tem o estômago de ler, mas achei muito interessante.
Esta edição contém duas histórias: Macário e Noite na taverna.
Ambas histórias retratam o que de pior a humanidade tem. Também discutem filosofia, literatura, arte, amor, religião. Temas bastante complexos.
Em comum, as obras trazem a figura feminina em dois extremos: quando não idealizada, como objeto de prazer e causa da perdição moral do homem.
Achei que ler Álvares de Azevedo seria difícil. Sim, o autor se derrama a citar autores e personagens da literatura estrangeira na primeira parte de cada livro, mas superadas estas partes, as narrativas são simples. Ouso dizer que achei a escrita de Álvares de Azevedo menos truncada do que a de Machado de Assis (comparo, pois foi leitura recente).
Quanto ao vocabulário, busquei algumas palavras no dicionário, outras fui pelo contexto. Esta edição contém notas explicativas também, não acho que ajudaram muito. Mas não tenham receio de ler por causa disso.
Não vou entrar em detalhes sobre cada uma das histórias, pois escrevi sobre elas separadamente em forma de comentários a medida que terminei as leituras.
Entre os dois livros, meu favorito foi Macário, mais pelo estilo da narrativa, pelo elemento sobrenatural e por ter servido de gancho para Noite na taverna. Macário é dividido em duas partes e amei o final de ambas. Poderia ser uma história um pouquinho mais longa, pois tem saltos de tempo e para lugares que simplesmente acontecem e algumas coisas ficam no ar. Em Macário, apesar de toda podridão narrada, consegui extrair alguns poucos pontos de reflexão.
Em Noite na taverna eu gostei das histórias e do desfecho do livro . Foi um bom entretenimento. Mas também senti que elas tinham somente o intuito de chocar o leitor. Parece que os personagens estavam numa competição para ver quem contava a história mais perversa e suja. As histórias prendem o leitor, que fica afoito para descobrir o desfecho, mas penso que elas são um tanto cruas, poderiam ser melhor desenvolvidas (e aqui entra, talvez, a juventude e imaturidade da escrita do autor). Não consegui tirar nenhuma reflexão aqui.
De ambas leituras fica que o amor bonito não é possível de ser vivido. Uma imagem de que o prazer da carne é mais importante do que amar, de que o amor machuca e faz o homem fazer coisas horríveis quando não é correspondido ou quando se decepciona ou quando se cansa da pessoa amada.
Apesar do ar pessimista que envolve as obras, temos que reconhecer seu valor para a literatura nacional. Elas são ousadas, diferentes de tudo que vinha sendo publicado no Brasil até então. É uma pena que não tenhamos tantas publicações góticas, que o gênero não tenha ganhado força entre os autores, nem popularidade entre leitores brasileiros.
Não recomendo a leitura de Noite na taverna para menores de 18 anos, mesmo sendo um autor clássico da literatura brasileira.
Apesar de as cenas não serem extremamente descritivas, ainda assim, são narradas coisas horríveis e pesadas, que requerem maturidade para entender o contexto.
Fica um questionamento: será que estes livros são um reflexo do que o autor viveu na faculdade?
É uma pena que Álvares de Azevedo tenha morrido tão cedo. Se ele foi e continua sendo uma referência, apesar das poucas publicações (Noites na taverna sendo póstuma, ainda), imagina o que mais ele poderia ter sido tendo uma longa carreira? Acho que ele ainda teria escrito muitas histórias incríveis.
em noite na taverna eu adorei algumas narrativas, pra mim foi uma série de minicontos, alguns eu gostei, outros não e tudo bem! achei muito interessante e achei a leitura fluida também, e isso se acentuou em Macário, que livro bom!!! apreciei demais esse livro, cada diálogo cada ambiente e todo o desenvolvimento da relação de Macário com Satã me interessou muito! foi muito interessante ver como um escritor ultrarromântico escrevia no auge de sua época, já quero ler lira dos vinte anos
A força do texto de Álvares de Azevedo impressiona. Em Noite na Taverna, o jovem autor aborda assuntos com uma coragem e maturidade que apenas nos levam a lamentar sua morte prematura, imaginando o quanto perdemos de sua obra, ainda que encontremos tanto naquilo que nos foi deixado. Debalde buscamos alívio em suas palavras tão repletas de dor e de perda. Um autor excepcional, que nos leva a pensamentos novos e a buscar leituras de suas tantas citações.
Essas duas obras estavam na minha meta de leitura do ano passado e foi, obviamente, postergado por minha pessoa, mas cá estamos e enfim termino dois clássicos do romantismo brasileiro. Tirando a necrofilia, antropofagismo e todos os politicamente incorretos noite na taverna é muito bom e tem um puta de um plote twist, já Macário foi mais legal ainda e super recomendo para os amantes da nossa literatura.
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É uma pena que ele morreu cedo. Nas duas histórias, dá para notar que o autor está experimentando com estilos e tramas das coisas que ele gostava de ler, misturando com a originalidade dele, parecido com autores que escrevem fanfics pra polir a escrita