Tudo o que eu sinto por este livro é repugnância; não pelo livro em si mas por aquilo de que fala. São dados a conhecer ao leitor vários homens que ao longo de séculos impuseram o seu poder e vontade sobre milhões de pessoas cometendo atrocidades inimagináveis. Podemos, a partir destes relatos, criar um perfil de ditador; conseguimos verificar os aspetos que estas pessoas (se assim as podemos chamar) têm comum: infância difícil, figura paternal violenta, frustração por não terem conseguido entrar na escola ou no emprego que queriam, etc...
É um livro para aprender mas também para refletir, e fazer a ponte entre o passado, o presente e o futuro, para que estas situações não se voltem a repetir. Porém, o facto é que elas se repetem e repetem, havendo ainda países com esta forma de governo. Por isso, algo está mal e tem de se tentar entender porquê.
Para quem não tem grandes conhecimentos de história, não se acanhe por isso à leitura deste livro: a autora contextualiza no tempo e no espaço e conta a vida de cada ditador desde o nascimento até à morte, sem ser maçador ou aborrecido, mas sim mantendo o fio à meada e fazendo com que o leitor queira saber mais e mais. Não se detendo apenas nos mais recentes ou mais conhecidos, como Hitler ou Estaline, as biografias vão desde Somoza (Nicarágua) a Pinoche (Chile), ou de Mugabe (Zimbábwe) a Ceausescu (Roménia)
O senão deste livro é o facto de ser de género informativo, sendo que o leitor não consegue absorver tudo aquilo que lê, retendo apenas as partes mais importantes ou aquilo que, por razões pessoais, mais lhe chamou à atenção.