Amálgama avulsa de ideias interessantes com ideias sem nexo, todas exploradas com superficialidade. O "Epílogo", da autoria de Carme València, com as suas «potamologias» e as suas bacias semânticas («cuencas semánticas») é o modelo de sermão de sacerdotisa de seita da cultura da insignificância de que Alan Sokal não desdenharia ser o autor.
Um livro curto, rápido e fácil de entender. Aqui, além de explicar as origens e conceitos das imagens e do imaginário, Gilbert Durand também traz um revisão de sua própria teoria das bacias semânticas. Neste caso, as bacias semânticas são aquelas responsáveis pela formação, contrução e desenvolvimento do imaginário. Elas trabalham seus sentidos como as correntes de águas fluviais. Nesse sentido é correto afirmar que o imaginário é fluido e de difícil categorização, é necessário aliar diversas áreas do conhecimento para poder entendê-lo e estudá-lo. Um livro ótimo para a introdução aos estudos do imaginário.
O estudo de Durand sobre o imaginário é bastante didático e amplo (sem ser vago). A partir dessa leitura, podemos ter noção do surgimento do imaginário, a situação dos mitos através dos tempos, a condição do nosso tempo e as "imagens enlatadas", além de nos instruirmos acerca de várias outras ciências, ênfase para a psicologia de Freud e Jung e a menção a obra de Bachelard. Deu uma organizada nas minhas ideias sobre o assunto, pois, embora estando em contato com as teorias do Bachelard, tinha apenas uma visão da imagem material e dinâmica do autor. Durand ampliou esse horizonte do Imaginário, o que considero um saldo positivo.