SINOPSE O Mistério do Infante Santo decorre num período notável da História de a expansão marítima portuguesa. Os filhos de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, a família de Avis, a cujos infantes Camões deu o epíteto de Ínclita Geração, são os protagonistas de uma história gloriosa mas que esconde intrigas e mistérios. Depois da morte do rei D. João I, o seu sucessor D. Duarte é confrontado com um país de escassos recursos financeiros e com as ambições e as motivações dos seus irmãos e conselheiros nas vésperas de um dos episódios mais sangrentos da História de o desastre da Tomada de Tânger, em 1437, que marcou o destino de D. Fernando, o infante mártir. Quais serão os pecados desta família ilustre? Quem foram os responsáveis pelo martírio de D. Fernando em Fez? Quem, de entre os filhos de D. joão, foi o mais clarividente e o menos racional? Quem personificava o elo da concórdia? Quem destruiu a harmonia? Uma história que desmistifica os caminhos de uma família considerada perfeita e nos revela as sombras de um império.
Sinopse: "O Mistério do Infante Santo" decorre num período notável da História de Portugal: a expansão marítima portuguesa. Os filhos de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, a família de Avis, são os protagonistas de uma história gloriosa mas que esconde intrigas e mistérios. Quais serão os pecados desta ilustre família? Quem foram os responsáveis pelo martírio de D. Fernando em Fez? Quem, de entre os filhos de D. João, foi o mais clarividente e o menos racional? Quem personifica o elo da concórdia? Quem destruiu a harmonia? Eis uma história que desmistifica os caminhos de uma família considerada perfeita e nos revela as sombras de um império.
*** Com esta obra descobri um pouco mais sobre a "Ínclita Geração", os filhos de D. João I, Mestre de Avis. Demonstra-nos um Rei D. Duarte indeciso, que necessita de conselhos para tomar as decisões e que é influenciado pela presença da esposa, a Rainha D. Leonor e pelas estratégias manipuladoras do Infante D. Henrique. Aqui, o Infante D. Henrique, para além do Descobridor, é um homem com personalidade mesquinha, manipulador, displicente, frio, que não tem pejo nenhum em ir para a guerra e tentar invadir Tânger, influenciar o seu irmão D. Duarte para embarcar nesse desvario e ainda arrastar consigo o seu irmão mais novo, D. Fernando, que virá a ser conhecido como o Infante Santo. Ao perder a guerra contra os Mouros na conquista de Tânger em 1437, não recusa deixar o irmão D. Fernando como refém e promete trocá-lo por Ceuta, que deveria entregar novamente aos Mouros. Nunca cumpriu o prometido, nem o Rei D. Duarte teve a força necessária para tentar resgatar o irmão. D. Fernando ficou preso em Fez por 6 longos e penosos anos. Os irmãos D. João e D. Pedro tentaram convencer o Rei a resgatar D. Fernando, sem sucesso, tendo perdido nas Cortes de Leiria face aos argumentos do Conde de Barcelos, meio-irmão dos Príncipes e que estava do lado do Infante D. Henrique. Com a morte do Rei D. Duarte, sobe ao trono o príncipe herdeiro D. Afonso, então de 6 anos, tendo ficado regente o seu tio D. Pedro. D. Duarte deixa no testamento que tentem por tudo recuperar D. Fernando da prisão em que se encontra há anos. Nessa altura, D. Pedro, enquanto regente do reino, reúne todos os esforços para resgatar o irmão, D. Fernando, sem sucesso. Infelizmente, D. Fernando morre na prisão em 1443, após 6 anos de cativeiro, nas piores condições, a sofrer humilhações e maus tratos. Será D. Afonso V quem cumpre a promessa feita no testamento de D. Duarte, já enquanto rei de Portugal, que bastantes anos após a morte de D. Fernando na prisão em Fez, irá recuperar os restos mortais e fazer a cerimónia fúnebre em Portugal em 1472, no Mosteiro da Batalha, onde repousam os irmãos e os pais deste. No final da vida, o Infante D. Henrique demonstra arrependimento por ter causado sofrimento a muita gente, inclusivamente a D. Fernando, e ter provocado o seu cativeiro e consequente morte.
Este é um livro baseado em acontecimentos históricos, contado de uma forma bastante interessante e fuída, onde os diálogos, discrições e ação são apresentados de modo bastante real, sem grandes floreados e termos antigos. É um excelente livro para ficar a conhecer alguns momentos históricos do país. Muito bem narrado, com descrições vívidas e muita ação; personalidades fortes, acontecimentos bem contextualizados.
Ler livros de autores portugueses é sempre bom. O romance histórico é sempre um livro bastante interessante e é dos meus géneros literários favoritos. Poder aliar o meu interesse por História à leitura é algo que muito me agrada.
Recomendo a todos os que gostam deste género literário.
Gostei do livro. Apesar de haver algumas partes que foram um pouco mais extensas e não pegaram muito a minha atenção, gostei de ler sobre um episódio histórico português que não conhecia muito bem e aprender mais sobre a família de Avis.