Com reflexões e histórias ignoradas noutras enciclopédias, o mais recente volume da Enciclopédia da Estória Universal — Arquivos de Dresner aborda, entre outras coisas, o caso de Ezequiel Vala, um maratonista que perdeu uma prova nas Olimpíadas de 1928, por causa de uma flor (Amaryllis/Hippeastrum); fala do explorador Gomez Bota, que provou que a Terra não é redonda e descobriu, numa das suas viagens, a entrada para o Inferno tal como Dante a havia descrito; e relata os hábitos dos índios Abokowo, que dão saltos quando dizem palavras como «amor» e «amizade».
Esta é mais uma viagem lúdica pela História, remisturando conceitos, teorias e opiniões e lançando nova luz sobre uma panóplia de assuntos, desde a filosofia à religião, desde o misticismo à ciência.
Nasceu em 1971, na Figueira da Foz e estudou nas Belas Artes de Lisboa, no Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira e na António Arroio. É escritor, músico, cineasta e ilustrador. Escreveu seis livros: A Carne de Deus (Bertrand), Enciclopédia da Estória Universal (Quetzal - Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2010), Os Livros Que Devoraram o Meu Pai (Caminho - Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2009), A Contradição Humana (Caminho - Prémio Autores 2011 SPA/RTP; escolha White Ravens 2011; Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração 2011) e A Boneca de Kokoschka (Quetzal), O Pintor Debaixo do Lava-Loiças (Caminho). Participou ainda nos livros Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas (Saída de Emergência), O Prazer da Leitura (FNAC/Teodolito) e O Caso do Cadáver Esquisito (Associação Cultural Prado). Ilustrou, desde 2007, cerca de trinta livros para crianças, trabalhando com autores como José Jorge Letria, António Torrado, Alice Vieira. O livro Bichos Diversos em Versos foi seleccionado pela Biblioteca Internacional de Juventude /White Ravens 2010 e Galileu à Luz de uma Estrela ganhou o Prémio Ler/Booktailors 2011 - Melhor Ilustração Original. Também tem publicado ilustrações em revistas, capas de livros e publicidade. Em 2007 gravou um disco (Homemade Blues) com a banda de que é membro, The Soaked Lamb, para o qual compôs todos os originais, escreveu letras, tocou guitarra, harmónica, banjo, lap steel, ukulele e cantou. Em 2010, lançou um novo CD, Hats and Chairs, apenas de originais e com vários convidados. Trabalhou como animador em vários filmes e séries tais como A Maravilhosa Expedição às Ilhas Encantadas; pilotos de A Demanda do R, Toni Casquinha, Óscar, As aventuras de João sem Medo; e vários filmes de publicidade. Fez layouts para alguns episódios da série Angelitos e realizou vários filmes de O Jardim da Celeste, Rua Sésamo e Ilha das Cores. Juntamente com mais duas pessoas, realizou uma curta-metragem chamada Dois Diários e um Azulejo, que ganhou duas menções honrosas (Cinanima e Famafest), um prémio do público e participou em diversos festivais internacionais. Também foi o realizador de O Desalmado e da série Histórias de Molero (uma adaptação do livro de Dinis Machado, O Que Diz Molero). Para publicidade destaca-se a campanha Intermarché onde realizou mais de duzentos filmes durante os anos de 2006 e 2007.
Afonso Cruz é o máximo! A sua criatividade/imaginação, aliada à elevada qualidade da escrita, são irresistíveis!
Adorei a primeira metade do livro, gostei apenas muito da segunda.
É-me particularmente difícil falar (ou melhor, escrever) sobre esta Enciclopédia da Estória Universal (este é o 2º livro que leio), ainda mais do que sobre os outros livros deste autor. São diferentes de qualquer outra coisa que já tenha lido e são muuuuito bons.
Só tenho uma coisa a dizer: se ainda não leram, de que estão à espera?!
Afonso Cruz rocks! His creativity/imagination, along with the high quality of his writing, are just irresistible!
I absolutely loved the first half of the book, the second I only liked a lot.
I find it particularly difficult to talk (or better, write) about this Encyclopedia of the Universal Story (that's not a mistake, it really is "story") - this being the second book I read - even more than about the other books by this author. These are different than anything I've ever read before and they're soooooo good!
I must say only this: if you haven't read it yet, what are you waiting for?!
Foi o primeiro livro que li de Afonso Cruz e fiquei fã. Podia tê-lo lido num ápice como se devora uma bola de Berlim na praia mas refreei a leitura, voltei atrás, reli porque assim me deu mais gosto. Um compêndio de narrativas de diversas origens em que se mistura a ficção e a realidade, que nos fazem pensar, com ponto de partida cada letra do alfabeto como se justifica numa enciclopédia. Gostei particularmente da narrativa inicial na primeira pessoa e das vivências entre os Abokowo. Sem duvida, que irei voltar a ler algumas partes e outras publicações deste autor.
“Sentava-me frequentemente em frente a uma máquina de escrever e escrevia coisas que deitava fora. Raramente ia além da segunda página. Cheguei mesmo a pensar escrever um livro só com inícios. Inícios de romances. Sempre gostei dos primeiros parágrafos dos livros e até achei que poderia ser uma boa ideia: um livro feito de inúmeros livros que não acabavam, um livro feito de começos. No fundo, um livro como a nossa vida.” Pág. 16. Partilho um pequeno excerto deste livro. Um dos muitos que poderia partilhar. Mas corria o risco de transcrever o livro. Da mesma forma deixei de sublinhar, ou arriscava-me a começar na primeira palavra e terminar no último ponto final. Esta Enciclopédia já habita as estantes há algum tempo, se calhar demasiado tempo sem o ter lido, mas é bom saber que ali está (este e outros) quando preciso de uma aposta ganha, quando preciso de um livro que seja só fenomenal. E assim é com os livros do Afonso Cruz, não desiludem e acrescentam-nos, alargam-nos os olhares, principalmente para dentro. Não quero dizer mais nada, porque não é preciso e porque estará sempre aquém do retorno de um livro como este. Eu adoro as enciclopédias do Afonso Cruz! http://planetamarcia.blogs.sapo.pt/en...
Deste autor, apenas tinha lido um conto e alguns excertos das suas obras. Fiquei bastante curiosa e assim que tive oportunidade, agarrei-a e comecei por este volume da sua Enciclopédia da Estória Universal. E devo-vos dizer que gostei muito. Esta enciclopédia, como o seu nome indica, apresenta-nos um conjunto de pequenas histórias, definições e um pouco de tudo aquilo que uma enciclopédia deve ter. No entanto, todos estes conceitos são “envoltos” numa escrita muito própria em que o autor utiliza quer a reflexão filosófica quer o saber místico, levando-nos a viajar nas páginas do seu universo sempre com um sorriso. São pequenas histórias de tribos indígenas (os Abokowo), de tartarugas bicéfalas, de corredores olímpicos amantes de botânica, de exploradores que tentam provar que a Terra afinal não é redonda (Fernão Magalhães estava errado) entre outras, intercaladas com poesias soltas, pensamentos, provérbios e ditos populares. Neste livro a realidade e a ficção misturam-se de forma harmoniosa, levando-nos constantemente a questionar onde uma começa e onde a outra termina, ou se existe alguma verdade nestes pedacinhos de história, ou mesmo se os autores mencionados não serão apenas personagens criadas pela imensa imaginação do autor. Um livro diferente no panorama nacional. Uma obra que me leva a querer saber muito mais sobre Afonso Cruz.
Mais uma viagem alucinante, pela ficção e pela realidade. Mais uma viagem que nos ensina, nos cultiva e nos surpreende pela diversidade das ideias apresentadas, pelo irónico, pelo hilariante e pela criatividade. Este é mais um livro original, repleto de ensinamentos, de curiosidades e de ideias deveras interessantes. Não posso negar que gosto muito da escrita deste autor e que ele se tornou um dos meus preferidos.
"O que o shofar fazia era simples, era o mesmo que o escultor faz com uma pedra: parece que a destrói, que a desfaz, mas no final temos uma obra de arte. É aquilo que retira o que não interessa, deixando a nu a beleza."
Surpreendente a todas as páginas. É desconcertante a mistura entre realidade e ficção que não permite perceber onde uma acaba e a outra começa. Não fossem uma criatividade e uma sensibilidade imensas, tal não resultaria por certo tão bem. E, claro!, uma cultura eclética e vasta.
one more edition of the incredible encyclopaedia by Afonso Cruz. a collection of pieces of a reality created by the author, but no less real than our own.
já não é surpresa nenhuma ter adorado este livro, dado que afonso cruz nunca me desiludiu. esta coleção “A enciclopédia da estória universal” é muito única e muito diferente de todos os livros que já li. e é lindíssimo. a imaginação e criatividade deste autor são inegáveis e inigualáveis.
Assim que terminei de ler o primeiro volume tive que pegar logo neste segundo. E mais uma vez, Afonso Cruz não me desiludiu. O estilo, a estrutura, o tom de escrita mantêm-se. Pequenas histórias e curiosidades, que de algum modo, têm ponto de ligação entre si. Um pequeno livro cheio de passagens maravilhosas. Textos de ficção ou não? É questão que acaba por não ser importante mas sim a forma como a escrita nos envolve.
Li-o num dia. E uns dias depois reli-o. A linha que separa a realidade da ficção é muito ténue e, mais uma vez, Afonso Cruz embala-nos nas suas palavras e dá-nos a conhecer personagens com particularidades muito especiais. Para além disso, será que temos assim tanta certeza das definições de algumas palavras? :)
A compilation of wisdom from different sources that tests your belief in reality and the relevance to life of imagined stories and imaginary worlds. So tantalisingly confusing that it makes perfect sense.