Muito antes dos eventos de “A Vingança do Lobo”, a vampira Eleanora “Lâmina Sangrenta” Reeve descobriu o seu destino entre os estranhos yokai do País do Sol Nascente.
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Vitor Frazão tem um universo literário muito próprio. Penso que parte da razão pela qual não apreciei a cem por cento este conto tem que ver com o facto de eu ainda não estar familiarizado com esse ambiente. As descrições das cenas de acção estão óptimas e os três primeiros capítulos são exímios em criar tensão junto do leitor; a partir daí a história entra num decrescendo. Há um bom desenvolvimento dos personagens nessa parte, embora eu pense fosse possível conciliar as duas coisas, isto é, continuar a ter acção e revelação. Sei que o autor é fã de Manga e, não sendo eu um leitor desse género, reconheço as suas influências na segunda parte deste conto. Ainda assim, penso que o autor poderia ter feito melhor. Já o tem feito.
Este conto tem a virtude de começar directamente na acção: uma escolha excelente da parte do autor. Infelizmente, o resto do conto é um tanto anti-climax. Outro ponto muito positivo é o detalhe das personagens, que foram bem desenvolvidas e exploradas. A descrição é competente, mas o autor assume que o leitor saiba mais do que o leitor mediano sabe sobre, por exemplo, material bélico japonês. Em resumo, é um bom conto que pode ser lido isolado, mas que faz mais sentido inserido no universo literário do autor. Recomendo a quem quiser conhecer melhor a obra deste autor.
Foi bom regressar ao mundo que o autor criou em "A Vingança do Lobo" e ainda melhor foi ler novas aventuras da Eleanora, que foi uma das minhas personagens favoritas no já mencionado romance.
Descobrir um pouco do passado desta personagem foi a parte mais interessante do conto, assim como o vislumbre que temos do imaginário japonês que o autor conseguiu captar bastante bem.
As cenas de batalha são intensas e os diálogos, como sempre, estão muito bons. No entanto certos pormenores impediram-me de realmente adorar este conto: o facto de o autor assumir que o leitor sabe, logo à partida, o que é e que aspecto tem uma naginata ou hakama, e o que são os yokai (embora este seja mais desculpável).
Além disso a própria história não se aprofundou o suficiente. A situação precisava de mais espaço para funcionar melhor.
Contudo é um conto que certamente agradará a quem já conhece a Eleanora (como eu).