Esta podia ser a história de uma menina amorosa e inocente marcada pelo passado. Mas não, esta é a história de Daniela, a rapariga que sobreviveu a esse passado e se tornou naquilo que nunca pensaria ser, não olhando a meios para atingir os fins. Para tal conta com a ajuda do seu bizarro melhor amigo, que daria tudo para dormir com ela, e que é bem mais do que aparenta ser. E ainda tem Dyre, o seu primeiro amor e actual namorado, que definitivamente não a conhece. Ela julgava-se forte, perspicaz e dona do seu destino. Mas o destino provar-lhe-á que estava errada. Alguém com tantos segredos, artimanhas, rancor e maldade dentro de si não poderá ter um final feliz. E o reaparecimento de um fantasma do seu passado levá-la-á a fazer algo extremo e irremediável, fazendo-a perceber que os fins nem sempre justificam os meios. Conheçam Daniela, a jovem e inocente estudante de Medicina, que encerra em si uma terrível face negra. “Um dia vais acordar, e não vais ter nada além de arrependimentos.”
Elizabete Cruz nasceu a 18 de Junho de 1992 em Montreux, na Suíça. Estuda Radiologia na Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto, pelo que vive no Porto em tempo de aulas e em Viana do Castelo nas férias e ao fim de semana. Começou a escrever aos 16 anos, editando o seu primeiro romance, Espelho Indesejado, em 2010, pela HM Editora. Em 2012, pela Corpos Editora, editou o livro "O Homem que Amava Demais" e prepara-se para editar o seu terceiro livro "Face Negra", numa publicação independente.
Quando a Elizabete me veio propor que lesse o ebook do livro dela, não podia ter ficado mais contente. É sempre gratificante quando os autores nos vêm com pedidos desses. Sabia que a autora é ainda uma jovem, e que antes desse "Face Negra" já tinha publicado dois livros. É normal, que sinta uma grande admiração pela perícia e coragem dessa "menina" ainda sendo tão jovem. Estava curiosa. A acção passa-se no Porto. Já por aí é um ponto positivo, pois apesar de ser dos Açores, eu adoro o Porto e esse livro fez-me conhecer um pouco melhor essa linda cidade. A escrita é simples e bem elaborada. Apercebi-me de algumas "gralhas", poucas, que não interferem de todo com a história. Como diz a sinopse é a história poderia ser a de uma menina amorosa e inocente marcada pelo passado. O que de certa forma o é, uma vez que é o passado que lhe dita o futuro. Daniela é uma jovem que conhece o amor da sua vida, fora de Portugal. Quis o destino que todo o rancor que ela mantinha dentro de si levasse a melhor. Saiu do orfanato, como é normal, e tentou fazer alguma coisa da sua vida. Por isso, contra todas as expectativas inscreve-se na Faculdade de Medicina. Toda a gente sabe o que ela faz para poder sobreviver fora da Faculdade, mas nem por isso a deixam de admirar, pela força que emana dela. Tem um melhor amigo, que vive com ela, Marco. Toda a gente estranha essa amizade, mas nem , nem outro se incomodam com isso. Não quero estragar a leitura a ninguém, por isso, sinto-me um pouco presa na minha opinião. Teria de, obrigatoriamente, contar pormenores para fazer uma review completa. Mas não quero ser acusada de estragar a leitura aos outros. Por isso, digo apenas que esse livro foi uma agradável surpresa. Nada de sobrenatural, apesar de ser o meu género preferido. Nada de muitos "lamechismos" e acima de tudo uma personagem forte e decidida. Passará por muito. Amores e desamores. E apesar de o futuro não lhe parecer tão risonho, conseguirá, certamente, dar a volta por cima. Até porque, mesmo não passando pelo que ela passou, toda a gente, um dia acorda sempre com arrependimentos.
À autora, o meu muito obrigada por me ter dado a oportunidade de ler uma história assim!
Confesso que ao iniciar esta leitura não me encontrava preparada para a jornada que me proporcionaria! Uma montanha-russa repleta de emoções fortes, reviravoltas inesperadas e momentos tão obscuros que levarão o leitor a questionar a verdadeira natureza das personagens.
A protagonista, Daniela, retrata exatamente aquilo que mais aprecio numa personagem feminina: determinação, ambição, uma força imbatível! Porém, o seu egoísmo é inegável. Para sempre marcada pelas cicatrizes do seu passado, Daniela liberta-se da sua inocência da juventude, assumindo uma vida onde o segredo e o engano são imperativos. A evolução desta personagem é notória, bem enquadrada na estória e bastante realista. Como a vida nunca lhe proporcionou oportunidades para seguir os seus sonhos, Daniela cria-as por si mesma, guardando dentro de si todo o rancor perante as injustiças que sofreu. Adoro a antítese entre a faceta mais negra da sua vida, ligada à prostituição e às inevitáveis mentiras, e o seu genuíno amor pelos irmãos, a única família que tem.
No entanto, cedo nos apercebemos que todas as adversidades da sua vida não poderão justificar algumas das suas escolhas. Daniela não é, afinal, uma pobre mártir indefesa. Não, é uma jovem que, habituada a escassas regalias, subitamente se vê deslumbrada pelo que conseguiu conquistar e se recusa a abdicar desta nova posição. Ao longo do livro, o leitor é confrontado com as decisões que Daniela toma, algumas bastante cruéis, egoístas e até perturbadoras. Com uma faceta quase psicopata, Daniela não olha a maios para atingir a vingança de todos aqueles que a prejudicaram. Isto proporcionou-me sentimentos contraditórios: repugnei profundamente as suas atitudes mas, ainda assim, é me impossível odiar a Daniela. Assim se apresenta uma personagem complexa, multifacetada, inesquecível!
Quanto às personagens masculinas, estas não poderiam ser mais distintas. Marco, o seu melhor amigo, é um eterno sedutor, um Don Juan irresistível, cuja reputação esconde um carinho imensurável por Daniela. A dinâmica entre ambos é bastante apelativa, com uma química inegável e muito humor à mistura.
Dyre, por sua vez, carecia algo enquanto interesse romântico. Achei-o demasiado unidimensional, demasiado brando, demasiado perfeito. Grande parte do tempo não percebia as suas motivações, nem sequer me interessei pela sua relação com Daniela. Com tantas personagens fortes, Dyre acaba por ser ofuscado.
O enredo é indubitavelmente estimulante, com uma narrativa repleta de reviravoltas e surpresas. A autora prima por uma escrita acessível, sem grandes floreados, que potencia um ritmo de leitura avassalador. O desenlace final talvez não seja o que a maior parte dos leitores desejará, mas satisfez-me: termina no local onde a estória se inicia, proporcionando um sentimento de conclusão, mas com um final suficientemente em aberto para deixar algo à imaginação do leitor.
No fundo, esta foi uma estória que superou grandemente as minhas expectativas, na qual não poderia deixar de destacar a protagonista, uma personagem que não deixará ninguém indiferente!
Antes de começar a escrever a minha opinião sobre o livro em questão, só quero dizer que babei quando vi que o meu nome constava nas dedicatórias [Elizabete, you naughty girl! Não disseste nada... Obrigada *.*]
Fui leitora Beta do Face Negra, já o li duas vezes e conheço a autora. Só vos estou a dizer isto para depois não haver comentários do género ‘Pois, o que ela não disse é que conhece a autora. Óbvio que vai falar bem do livro *revira os olhos*’, porque isso não é verdade [Mas sim, vou falar bem do livro. Porque gostei dele e não por ser amiga da Elizabete. Gostei do livro no início, porque começou de maneira a me deixar intrigada e curiosa. Continuei a gostar no final, porque a história me cativou e prendeu ]
O livro gira em torno de Daniela. No início somos apresentados a uma Daniela com 18 anos, que nada tem a ver com a Daniela de 21 anos que domina o livro. No que concerne a esta personagem, devo dizer que não a consegui odiar, apesar da mudança radical que sofreu e de algumas escolhas muito erradas que tomou. Ela irritou-me um pouco com a sua arrogância e chocou-me bastante com algumas das suas acções, mas mesmo assim dei por mim a torcer por ela no final.
Um dos aspectos que gostei mais no livro foi a amizade de Daniela e Marco. Juntos protagonizavam momentos descontraídos, pautados por um humor ligeiro. Era notável que ambos tinham uma relação muito forte e verdadeira, apesar dos defeitos de ambos.
Fora Daniela e Marco, a personagem que gostei mais foi Dyre. Mesmo assim, para ser honesta, acho que gostei mais de Dyre por associação à Daniela [pela influência que tinha sobre ela], do que pela personagem em si.
A parte final do livro foi a que realmente me viciou, porque houve certos acontecimentos dos quais não estava à espera [foi aqui que a Daniela me chocou] e porque fiquei vidrada nas pequenas frases que nos permitiam um vislumbre do futuro.
Gostei da linha de acção tomada pela autora, porém achei o final um tanto ou quanto insatisfatório - e já disse isso mesmo à Elizabete- porque, regra geral, não gosto de finais em aberto. Mesmo assim entendo a necessidade da Elizabete de o fazer, porque de outra forma haveria alguém a odiá-lo visceralmente. Apesar de não ser o fim que teria escolhido, concedo que é o mais equilibrado.
Quem o quiser adquirir, deve entrar em contacto directo com a autora ;)
Desde já os meus parabéns à Elizabete pela história e pela coragem de enveredar por um caminho tão pouco conhecido no nosso país ainda que em países como E.U.A seja hábito recorrente.
E agora, mãos na massa, opinião quentinha a sair:
Começo pela capa e novamente uso a palavra parabéns! Adorei a capa e o marcador. Raquel Leite tens muito talento e fizeste um óptimo trabalho com a capa que ilustra na perfeição a história que a Elizabete escreveu. Foi efectivamente um óptimo dueto.
Relativamente à narrativa e à história em si: Confesso que foi um tema inovador porque até à data não me tinha passado pelas mãos nenhum livro nem nenhuma história que abordasse temas como prostituição, bailarinas de striptease, irmãos separados para adopção, faculdade, amores improváveis e paixões arrebatadoras tudo no mesmo livro.
As personagens são interessantes no entanto não foi pela Daniela, personagem principal, que recai o meu entusiasmo e predileção mas sim por Marco, o companheiro de casa dela. Foi nesta personagem que encontrei tudo aquilo que gosto de encontrar quando estou a ler um livro. A personagem do Marco é credível, real, entusiasmante, divertida, sofrida, apaixonada, pateta… bem, podia ficar aqui uma eternidade de tempo a elogiar esta personagem que a autora conseguiu criar com um perfeição que me deliciou. Todas as suas passagens foram reais e fluidas. Estava a ler e estava a ver aquela situação perfeitamente a acontecer na vida real. Fiquei fã do Marco, sem dúvida.
Com a personagem Tomás, idem aspas, a sua revolta, a sua intransigência, o muro de betão construído em seu redor. Parabéns, outra personagem muito bem caracterizada e descrita, apesar do seu tempo de antena ter sido muito curto em quase toda a história, a personagem brilhou quando apareceu.
Nota-se que é neste tipo de personagem que a autora está mais à vontade para dar asas à sua imaginação e escrever até que a alma lhe doa!
Quanto a Daniela, a rainha da história, despertou-me opiniões muito distintas, porque ora estava muito bem no seu papel de sofrida e mulher guerreira como de seguida descambava para uma mulher chorona e derrotista. Não sei, houve ali qualquer coisa na personagem que não me caiu bem. Os diálogos e acções dela pareceram-me demasiado rápidos e demasiado superficiais. Não senti aquela garra, aquela empatia, aquela determinação quando alguém está disposto a tudo para vencer. É como se a Daniela sofresse de bipolaridade ou algo do gênero.
O início da narrativa também me deixou com aquela ansiedade de estar à espera de mais. É como se tivesse sido escrita em modo corrida. A história entre Dyre e Daniela merecia mais destaque. O amor ou a paixão podia ter acontecido na mesma num abrir e fechar de olhos, no entanto, os acontecimentos em Oslo foram uma espécie de flash tendo em conta o peso que reproduziram no resto da narrativa.
Outra situação menos positiva foram as constantes repetições dos nomes próprios e pronomes. (Nada que a autora não consiga resolver facilmente numa próxima sessão de revisões).
Acrescento ainda que gostei muito do facto de a autora ter introduzido e abordado temas como o Síndrome de Down. Termos e expressões específicas sobre medicina e derivados. Marcos históricos da cidade do Porto e arredores e também a perspectiva do que é a vida de um jovem adulto quando está na faculdade, quando vive numa casa partilhada com pessoas que nunca viram na vida entre outras peripécias que a autora conseguiu introduzir na sua história.
Em suma, gostei bastante da história, perdi-me de risos com a personagem do Marco e no fim confesso que me emocionei um pouco com o desfecho da história apesar de o final não ter sido dos meus preferidos.
«Face Negra» foi o meu livro de estreia da autora Elizabete Cruz e no geral, posso dizer que foi uma leitura agradável, embora me tenha custado um pouco entrar dentro da história de início. Achei a escrita fluída, mas talvez demasiado descritiva, e gostava de ter visto mais desenvolvimento ao nível dos diálogos e das acções entre os personagens. A escrita sofreu melhorias significativas a partir do meio do livro, o enredo também, e acho que as personagens estavam todas elas bem caracterizadas. É uma história que cativa o leitor e nos leva a querer saber mais constantemente, embora tenha achado a escrita um pouco fria. Confesso que não me tocou muito. No início da história, achei aquele envolvimento entre a Daniela e o Dyre demasiado fugaz e sem muito sentido. Confesso que não acreditei naquele amor, nem quando eles voltam a encontrar-se e começam a namorar. O Dyre foi sempre, na minha opinião, um personagem apagado, que se limitava a andar para onde a maré o levava, e nem pela Daniela ele soube lutar. Passei todo o enredo a desejar que a Daniela e o Marco se entendessem, porque ele sim, seria um homem à altura dela. Adorei este Marco que a autora criou. Mulherengo, divertido e sem regras, consegue, acima de tudo, ser o amigo que Daniela sempre precisou, um porto de abrigo e um ombro de consolo para todas as horas, e poucos homens fariam tudo o que ele fez por ela. Foi o meu personagem favorito do início ao fim e só por ele voto numa sequela do livro. Quem sabe a autora não me faça a vontade? :) Fiquei com aquele final atravessado e recuso-me a aceitar. Apesar de tudo, não foi um final que eu tivesse odiado. É um pau de dois bicos. Achei que estava bem pensado, mas não posso deixar de referir que gostaria que a Daniela fosse punida por aquilo que fez e que pudesse mudar com esse sofrimento, corrigindo erros e tentando ser uma pessoa melhor. Ao fim e ao cabo, ela escapa ilesa e isso não melhora em nada a imagem que ela já tem perante o leitor. E é aqui que vou falar dela. Acho que a Daniela estava bem caracterizada e é uma personagem forte, ainda que, a meu ver, algo bipolar ou esquizofrénica que me levou a ficar confusa com muitas das suas atitudes. Ela é meiga e doce, fria e má ao mesmo tempo, amiga e inimiga, capaz de amar, mas também de odiar a ponto de matar. Esta Daniela assustou-me. Fez coisas que nunca me passaram pela cabeça por dinheiro, por vingança e por uma posição social, ou, na melhor das hipóteses, por amor aos irmãos. Mas quem mata por amor? É uma mulher sem limites, capaz de tudo para atingir os seus objectivos, pelo que não posso dizer que tenha sentido empatia por ela. No entanto, é sem dúvida uma personagem forte que a autora soube criar, com todos os problemas e traumas do passado que podem afectar uma criança inocente. A autora retrata neste livro temas importantes, como o abandono à nascença, a vida num orfanato e a vida pós-orfanato, nada fácil para quem nunca teve nada, bem como o mundo das drogas e da prostituição. Confesso que gosto deste último tema, mas queria mais. Queria ter sentido a dor e o sofrimento da Daniela quando entrou neste mundo. Queria ter sentido o que ela sentiu e não consegui. Ela é tão fria que pareceu-me que toda a vida dela era assim, sem sentimentos. Compreendo o ponto de vista da autora e a forma como criou a Daniela, mas apesar de fria, ela é um ser-humano, e queria ter sentido isso, mesmo nos momentos em que ela chora e se arrepende. No geral, nunca consegui perdoá-la, nem compreendê-la completamente. Penso que um pouco mais de ternura numa história e num mundo tão frio, não teria feito mal, mas no geral, foi uma história que me cativou. Nos momentos mais sentimentais, senti falta de uma escrita mais pesada, que envolvesse e que tocasse, mas a autora é ainda muito jovem e tem muito por onde crescer. O livro tem também alguns erros ortográficos e de sintaxe que podiam ser evitados com uma melhor revisão. Parabilizo a autora por esta criação e fico à espera da sequela! :)
''...gostei muito da capa. É diferente de tudo aquilo que estou habituada a ver circular pelas livrarias e hipermercados. Além disso consegue captar com exactidão a essência da obra e a alma da personagem principal. Um grande cumprimento à Raquel Leite, autora desta ilustração belíssima. Parabéns. Gostei da forte ligação que tinha para com a sua pequena irmã Margarida. Adorei a personagem Marco. Para mim esteve muito completa em todos os aspectos...''
"Quando a autora me deu a chance de ler Face Negra, fiquei verdadeiramente agradecida e ansiosa. Agradecida pela atenção que Elizabete Cruz me deu, e ansiosa para ler o livro, pois já tinha lido a sinopse no Goodreads e estava curiosa.
E então... fiquei agradavelmente surpresa. Não estava à espera de ter gostado tanto do livro como gostei, pois apesar de me interessar, não via nenhum pormenor à primeira vista que me apaixonasse de imediato. Aos poucos e poucos fui descobrindo que Elizabete não é uma miúda, sabe o que escreve e fá-lo bastante bem, com um estilo muito fluido e próximo da nossa oralidade, sem tocar no brejeiro. Textos estruturados, diálogos com sentido, encadeamento harmonioso... Uma boa leitura."
Este é o primeiro livro da autora que leio e, devo dizer, uma das novidades mais aguardadas deste ano, principalmente por ser edição de autor, um tipo de publicação que tende a deixar o leitor de pé atrás. Será que é de qualidade? Será que vale a pena? Por que razão o autor não publicou por uma editora? Esta última pergunta dava direito a um post, por isso, adiante. Estes são alguns exemplos que passam pela cabeça da maioria. Digo eu…