Seria já um bom livro porque confirma (na verdade, além do reforço ‘ab auctoritate’, dá uma aprofundada nela) a uma das epifaniazinhas que me guiam, aquela de que só temos duas idades – a de criança e a de adolescente.
Digo epifaniazinha assim, no diminutivo, porque não é exatamente uma epifaniiiia, epifania; é mais uma consolidação do que li de outras pessoas e acabei adotando como minha.
Mas é um livro todo ele de epifanias do autor – e ele generosamente as comparte com os felizes leitores.
A epifania mais útil, para os dias de hoje, é a da opinião, como sendo a inteligência mediada (desfocada) pela vontade.
Essa é fácil de absorver, para daqui uns anos, quando ela estiver bem embutida no seu cerebelo, a ponto de coordenar as tuas pernas, você dizer que é sua.
Mas a principal epifania é a da caridade, como mãe de todas as virtudes – é uma epifaniazinha que o autor recebeu de Paulo (Coríntios, 13), passou alguns anos testando no galvanômetro e, enfim, incorporou no seu cerebelo e no resto da caixola. É o amor ao próximo não só como a si mesmo, mas o amor ao próximo igualada ao amor a Deus - e animado por uma Fé racional.
Ele fez, mas, raios, como é difícil repetir o feito.