Esta es la historia de Sylvain Saury, un joven parisino adicto a la vida que se acerca peligrosamente a los treinta y que sufre el síndrome de Peter Pan. Tiene muchas virtudes: es sensible, bilingüe y sabe hacer amigos, pero también tiene grandes defectos: en cuestiones de amor no consigue pasar página, tiende a meterse donde no le llaman y el verbo ‘madurar’ le asusta.
Cuando recibe la propuesta de un trabajo mal pagado en Madrid no se lo piensa: prefiere vivir allí a salto de mata que hacerse adulto en París. Y, además, en Madrid vive Heike Krüger, su exnovia alemana, a quien no ha conseguido olvidar.
Mientras se instala, Sylvain va trazando el plan de reconquista de Heike, pero el inesperado hallazgo de un manuscrito cambiará sus planes y le abrirá una ventana a una historia emocionante, llena de sorpresas y casualidades. Esta lectura trastocará su brújula y le recordará la gran verdad oculta tras la frase con la que le despidió de París su amigo Michel Tatin: «El corazón está para usarlo».
É com alguma dificuldade que faço esta crítica, dado que não me recordo de um livro assim tão mau, em todos os aspectos, me passar pelas mãos (já lá irei ao uso de plurais). Começo pela edição portuguesa, perfeitamente pavorosa, pela capa e pela tradução. Compreendo a escolha de determinadas capas, no sentido de apelar a determinada franja de leitores, mas não quando as edições originais apresentam um design bastante bom. A qualidade da tradução é ainda menos perdoável, desde ver escrito verãos ao uso excessivo de artigos definidos ao longo de uma narração, antes dos nomes de personagens, dando um tom demasiado informal e tornando a leitura desinteressante (piorando quando a mesma personagem é tratada, no mesmo parágrafo e pelo narrador, pelo seu nome próprio e pelo sobrenome, precedido de Monsieur). Quanto ao livro propriamente dito, é o quinto de Use Lahoz, tendo ganho o Prémio Internacional Melhor Romance 2013. Os prémios valem o que valem e, tal como os óscares, há claramente anos melhores que outros: 2013 não foi um ano nada famoso para que O Ano em que Me Apaixonei por Todas tenha vencido o galardão. Uma frase, citada na contracapa ao conceituado Huffington Post, ainda me deixou mais de pé atrás com todas as manobras de marketing utilizadas para vender um livro. Dizer que é uma homenagem à vida, ao amor e à amizade é insultar cada um dos três. Classificá-lo como uma comédia romântica ao estilo de A Residência Espanhola e O Fabuloso Destino de Amélie é ainda pior, porque só se for mesmo pela tentativa de estilo. Não é uma comédia e falha redondamente enquanto romance, tentando ainda colar-se à fantasia, através de um mecânico que conserta corações (e não se percebe a sua relevância para a história), ideia baseada em A Mecânica do Coração, de Mathias Malzieu. O desenvolvimento da história é feito a uma velocidade que dá ao leitor a sensação de estar a assistir à repetição da final dos 100 metros dos Jogos Olímpicos no Telejornal, esquecendo que houve todo um percurso para trás até se chegar a essa final, incluindo a própria final. Ou seja, embora o livro ganhe com a maior parte das anacronias, aquando do regresso ao presente a história é acelerada, como se se tivesse perdido tempo precioso, como se o livro tivesse um número de páginas contadas que não podiam ser ultrapassadas. Neste contexto, as personagens têm a espessura de uma folha de papel de má qualidade, não porque sejam limitadas mas porque não houve cuidado da parte do autor no seu crescimento e caracterização, havendo mesmo algumas cuja aparição ou função é tão inútil que passam despercebidas. O próprio título do livro, O Ano em que Me Apaixonei por Todas, acrescenta a esse ridículo, sendo completamente enganador. A escrita de Use Lahoz, pelo menos aqui, nada dá ao leitor em termos de crescimento literário. Sim, a temática é popular, muito focada nos excessos da juventude e na rapidez com que se vive, mas a escrita, e em particular a voz do narrador, não deve reflectir isso a não ser que sirva o diálogo entre personagens, havendo formas muito mais conseguidas de retratar aquele intervalo geracional específico. A utilização desregrada de pontos de exclamação e reticências é, então, incompreensível. Honestamente, a única coisa boa do livro foi tê-lo lido até ao fim, para o poder criticar com conhecimento de causa, não havendo outra forma de o classificar que não seja como francamente mau (acrescente-se que as melhores passagens são citações de autores consagrados, como Bukowski). Depois disto, regressar a um livro (só não digo escritor porque não conheço o resto da obra de Use Lahoz) a sério é um alívio para os olhos e a mente.
El año en que me enamoré de todas es un libro muy regularcito, muy simplón, que encierra sin embargo algunas pequeñas historias, a modo de cuento, que lo redimen sólo en parte.
Use Lahoz escribe una historia de amor de veinteañeros que se acercan a los treinta dónde la vida empieza a cambiar y algunas cosas son como siempre y otras hay que replantearlas y reconstruirlas. De fondo aparece un Madrid romántico, sin atascos ni estrecheces en el metro, sin suciedad ni ladrones, un Madrid en el que se puede ir andando de un sitio a otro y dónde te puedes encontrar a los conocidos por la calle. Entre medias algunas historias, casi pequeños cuentos, de personajes tangenciales.
Esta última parte es la única que merece la pena de la novela. Quizás el autor tiene cierta maestría para el cuento y es capaz de crear en él personajes singulares, situaciones divertidas y algunos relatos de carácter tierno. No siempre lo consigue pero, cuando lo logra, se disfruta de algunas buenas páginas. El problema es el andamiaje, la historia principal, insulsa, simplona, prolongada más allá de lo que da de sí y con una resolución poco plausible.
Así el libro se queda en un regularcillo que lo coloca en el estante de los libros que no se pueden recomendar y a Use Lahoz en el grupo de autores con los que no merece la pena repetir.
Bijzonder aan het boek vind ik dat het twee levensverhalen in één verteld. De totale bedoeling van het boek is mij wat onduidelijk. Voordat ik begon met lezen verwachte ik een zoetsappig liefdesverhaal met niet zoveel diepgang. Ik had zijn eerste boek niet gelezen dus het was voor mij ook een kennismaking met de auteur.
Het boek volgt een jonge Parijzenaar, Sylvian Saury, die de 30 nadert en verschrikkelijk opziet tegen het 'volwassen' worden. Hij vertrekt naar Madrid om daar een baantje aan te nemen als journalist. Tevens volgt hij een Duitse ex-vriendin, in de hoop haar terug te kunnen winnen. Eenmaal daar vindt hij tijdens zijn zoektocht naar geschikte woonruimte een envelop met daarin een manuscript. Het manuscript verhaalt over een banketbakkers familie geschiedenis die zich afgespeeld heeft in Madrid. Door dit manuscript, de mensen die hij ontmoet en alles wat hij meemaakt tijdens zijn verblijf in Madrid gaat hij het leven en de liefde met andere ogen bekijken. Hij begint te begrijpen wat zijn goede vriend Michel Tartin bedoelt met de uitspraak 'Je hart zit er om te gebruiken'.
Toen ik het boek in handen kreeg verwachtte ik een zoetsappig liefdesverhaal met minimale diepgang. Maar toen ik eenmaal begon met lezen trok het boek me gelijk mee in het verhaal van Sylvian en het manuscript wat hij in handen krijgt. Wat hierbij voor mij helpt is dat Sylvian een leeftijdsgenoot is. Het verhaalt wel over de liefde maar op een oprechte manier in verbinding met het leven in het algemeen. Het boek heeft me aangenaam weten te verrassen! Het is gedetailleerd en zonder censuur geschreven vanuit Sylvian zijn gedachtegang. Wat er voor zorgt dat je een connectie voelt met de hoofdpersoon. Je blijft de gehele tijd nieuwsgierig naar wat zijn volgende stap wordt. De tekst leest prettig en gemakkelijk. Bijkomend pluspunt is het tweede verhaal van het manuscript, je krijgt twee verhalen in één die op prachtige wijze verbonden zijn.
De lezer krijgt een kijkje in het Madrid van tegenwoordig en in het verleden door de ogen van een jonge nieuwsgierige man. Het boek is prettig en vlot leesbaar. Het boek is naar mijn mening dan ook zeker een aanrader voor iedereen die wil lezen over de zomer, de liefde, vriendschap en het leven.
Premio Primavera de novela 2013. Desde el comienzo engancha la historia de Sylvain. Un recorrido interesante por Madrid, un personaje con luces y sombras y que busca encontrarse a sí mismo. Más allá de posibles errores de concordancia en ciertos momentos (en los años ochenta no se jugaba al baloncesto por cuartos, por ejemplo) me resulta interesante la forma que tiene de enlazar la vida de una familia con la del personaje principal. Me gusta la sutileza y delicadeza de la narrativa de Use Lahoz para trasnpostarnos a ciertos ambientes. No me gustan otras cosas como la de recurrir a frases en francés que se quedan sin traducir. Para los que no sabemos hablar francés, es una puñeta pensar que podemos estar perdiéndonos algo interesante. Le pongo tres estrellas porque a pesar de que el ambiente, los personajes y la trama entrelazada de las pastelerias y demás, me motiva bastante, no terminan de cuadrarme algunas cosas. Aspectos que parecen sacados de la chistera en la novela o que suceden muy convenientemente para la trama que se está narrando. Aún así, me resulta una lectura entretenida. No dejaría de recomendarla por estas cuestiones que he destacado.
Me costo mucho leerlo La historia es buena pero creo que no fue el mejor momento para mi. La verdad es que me gusto muy poco, incluso me salte hojas por que ya no soportaba seguir leyéndolo.
É verdade que não tinha grandes expectativas para este livro, razão pela qual já estava na minha estante desde o ano de 2016. Ainda assim, visto que o protagonista é praticamente da minha idade e que a história se desenrola em Espanha, um país que aprecio, achei que podia ser a leitura leve e divertida que estava a precisar. Contudo, acabei desiludida por uma fraca narrativa e uma escrita muito pouco envolvente (pareceu-me que esta edição portuguesa não era das melhores, existindo algumas gafes, bem como falta de tradução para quem não entende francês, o que também me desmotivou). A parte do presente foi muito pobre para mim, não me permitindo criar qualquer conexão com as personagens. A história passada foi mais cativante, mas algo bizarra, sendo que o desfecho foi muito desapontante. Em ambas as linhas temporais senti que deram demasiado tempo de antena a personagens que nada contribuíram para a trama (em especial aquela metáfora ridícula do mecânico de corações), não se focando em quem era realmente importante. Na última parte, em que o passado e o presente se cruzam, senti que tudo aconteceu de forma apressada, e até mesmo forçada. Ponderei desistir e foi a algum custo que cheguei ao fim. Todo o livro foi demasiado morno, pelo que o li o mais depressa que consegui para poder seguir para melhores leituras (espero!). Não consigo, de todo, compreender como ganhou um prémio.
Una lectura contemporánea, reflexiva, con tintes románticos, bastante plana y con moraleja sobre la toma de decisiones, el paso a la madurez y la relevancia de expresarnos y sacar lo que nos corroe interiormente.
Sylvain, un francés a punto de estrenar la treintena se deja caer en un Madrid castizo y natural tras un periplo vital por diferentes ciudades del mundo. ha estudiado, ha viajado y ha vivido como ha querido, sin presiones, sin responsabilidades... Buscando el reencuentro con un antiguo amor conoce por casualidad y a través de un escrito muy personal y particular la historia familiar de unos vecinos que podría cambiar su vida. En esta historia está la parte mas interesante de la novela. Una historia de obstáculos, de persuasión y resiliencia totalmente contraria a lo vivido por nuestro protagonista.
El protagonista con la sensibilidad como gran virtud pero muy inseguro en temas de amor y con pocas ganas de madurar como defectos. Gracias a la lectura de ese manuscrito se replantea esas pequeñas cosas cotidianas que podría suponer un punto de inflexión en su monótona vida.
Destacaría a la ciudad de Madrid como un personaje mas y la historia de la familia Foulquier, con Metodio como protagonista.
Si bien muchas veces me dejo llevar por lo que un libro me trasmite más que por su calidad y acabo puntuándolo sin demasiada objetividad aun siendo consciente de que la puntuación real sería otra, en esta ocasión el cuerpo me pide que sea justa. Y, en cuestión de libros, siempre acabo haciéndole caso.
A pesar de que con semejante estilo narrativo el libro podría tener mucha más puntuación, si conseguimos dejar el primero a un lado y nos centramos en la historia en sí, detrás de la cortina de humo que genera se puede apreciar que, tanto su construcción como la de sus personajes, acaban desluciendo bastante la obra porque, en comparación, tienen muchas más carencias de lo que parece. La preciosa prosa de Use Lahoz extasia, emborracha los sentidos y nubla la percepción de la obra en su conjunto, haciendo que parezca mucho más impresionante y completa de lo que realmente es.
Voy a ver si consigo explicarme: El año en que me enamoré de todas es una historia sencilla, sin muchos recovecos, que narra un año decisivo en la vida de Sylvain Saury, un bohemio francesito enfermo de nostalgia que empieza a sufrir la "crisis de los treinta" y que viaja a Madrid, en teoría por trabajo, pero con el deseo oculto de reencontrarse con su exnovia, Heike, que lleva años trayéndole de cabeza. La descripción de los acontecimientos que le ocurren en Madrid durante ese año se va mezclando con un sin fin de relatos y anécdotas, tanto suyas como de otros personajes, que acaban por convertir la novela en una amalgama de historias vagamente hiladas que, si bien al principio me resultaban interesantes y aportaban lo suyo, al final acabaron por desconcertarme y, en ocasiones, por exasperarme completamente. Y ese es precisamente, desde mi punto de vista, el principal fallo que tiene esta novela. Los recuerdos fragmentados de la vida de los diversos personajes se suceden sin ton ni son pese a que parezca que, al estar narrados por el protagonista en primera persona, todos ellos tienen una cierta unión. Pero, desde luego, al final acabas comprobando que ésta es muy difusa. Asimismo, la novela está mal compensada. Ya no solo porque "la vida de los demás" tiene excesiva importancia en la historia y el protagonista prácticamente acaba convirtiéndose en un personaje secundario o, más bien, en un recurso narrativo que sirve de puente entre todas las historias y temas que el autor quiere abordar, sino porque todo ello hace que en las dos ultimas partes de la novela (que son las más cortas de las 4 que tiene) la verdadera historia, la que en teoría es la principal, se precipite y todo acabe pasando muy rápido y haciendo que no se profundice prácticamente nada en lo que realmente se supone que importa.
Por su parte, los personajes también tienen carencias. Aunque al principio puede parecer que están muy bien dibujados porque el autor consigue plasmar muy bien la esencia de los mismos, describiendo con gran encanto su forma de ser, conforme pasaban las páginas me fui dando cuenta de que realmente no sabía cómo eran. No tenía ninguna referencia física, apenas ningún detalle que me permitiera imaginarme a los personajes salvo las pocas imágenes de la portada, que acabé utilizando como guía. Aunque, bien mirado, podría haberme valido cualquiera. Sin embargo, como digo, el estilo del autor es tan envolvente que no te das cuenta. Al menos, a mí me pasó. Y desperté de la ensoñación en la que estaba metida cuando me di cuenta de que a la familia Fournier al completo (cuya historia te cuentan al detalle y es muy importante en la obra), cada generación, me la imaginaba exactamente igual que la anterior, incluso llegué a extrapolar su físico a otros personajes: Para mí, Regina, Martina, Sylvia y la madre de Sylvain tienen el mismo aspecto y las mismas maneras en mi mente, por ejemplo, igual que Alain, Porfirio o el propio Metodio (hasta que de golpe y porrazo fui consciente de la edad que debería de tener, algo en lo que el autor debería haber ido dejando constancia, a mi parecer, para no perder la perspectiva) porque de ninguno de ellos se aporta rasgo alguno y su personalidad no destaca tanto como para servir de distintivo. Ahí fue cuando empecé a ser consciente de que este libro tenía algo raro y muy singular al mismo tiempo, era algo con lo que nunca me había encontrado: un libro escrito maravillosamente que está vacío.
Y es que, sin duda, para mí el estilo narrativo de Use Lahoz salva por completo esta historia, cuyo fondo, bastante insustancial, acaba siendo un batiburrillo de relatos a medias, rematados rápido y mal. Porque, a pesar de ello, el autor me ha conquistado con su forma de narrar, con la minuciosa selección de adjetivos y la elaboración de metáforas tan aplastantes como hermosas, de esas que estallan delante de ti y te zarandean por dentro, siendo imposible que te dejen indiferente. Aunque también soy consciente de que es un estilo con doble filo porque de la misma forma que cautiva puede llegar a saturar, resultando en ocasiones demasiado recargado. Además, cabe destacar que la historia tiene ciertas notas de realismo mágico que, si bien una vez que te acostumbras te haces a él y puede acabar por gustar, al principio puede descolocar mucho (hasta que no empezó la historia yo no sabía cómo tomármelo xD).
Así que, en definitiva, a pesar de que a rasgos generales me ha gustado bastante, realmente considero que tanto la historia como los personajes podrían haber dado mucho más de sí. Aun así, la recomiendo mucho, creo que deleitarse con el estilo del autor merece bastante la pena.
Como historia no me pareció relevante. No es mala, pero es muy predecible, de los típicos cliché. Sin embargo, no llega a aburrir, y si estás buscando salir de algún paro lector, o simplemente buscas pasar un rato, es una opción interesante, porque cuenta con capítulos cortos que hacen mucho más fácil la lectura.
Não sei se têm muito contacto com a cultura espanhola contemporânea (através de filmes, séries, programas de TV ou até mesmo da literatura) mas à semelhança daquelas nuances que notamos em produções britânicas ou francesas e que são facilmente identificáveis, este livro tem uma essência espanhola muito plena que é sentida desde a primeira página. Começo esta opinião com esta reflexão porque acho que alguns leitores podem estranhar as primeiras páginas, quando não habituados ao estilo de narrativa, mas principalmente à presença do autor no livro, que talvez erradamente (porque esta é a minha estreia com ele, pelo que não tenho elemento comparativo) me parece ser muito presente. Por esse mesmo motivo, as primeiras páginas não me prenderam imediatamente. De facto, numa primeira análise, o meu objectivo era lê-lo e terminá-lo rapidamente porque Sylvain não tinha sido capaz de cativar a minha atenção. Até que se fez o clique, e terminei o livro numa única noite (e a perda de horas de sono não veio certamente por obrigação). É verdade que a apresentação da narrativa por Sylvain transforma-a em algo morno, desconectado da realidade, com alusões que pouco dizem ao leitor, mas muito provavelmente por causa do seu sindroma de Peter Pan, como enunciado na sinopse. Os primeiros acontecimentos são algo desconexos, e vamo-nos apercebendo deles com as mudanças de cenário, com as alterações de personagens, sempre intercalados com pensamentos e reflexões de maior teor sobre as lembranças de momentos mais felizes e da fugidia Heike. Acompanham-me até aqui? Então continuem porque é a partir deste momento que o livro realmente passa a valer a pena (e merece ser lido só por isso!). O encontro do manuscrito de Metodio traz a dinâmica em falta, o enlevo que nos embala e faz querer saber mais sobre aquelas personagens, e foi o que realmente me entusiasmou. Este encontro inusitado e não autorizado com a intimidade de alguém dotou de particulariedades a narrativa, especialmente ao abranger tantas personagens, ainda que fosse uma versão isolada de uma única personagem, devastando as suas memórias e carregando-as para o presente. Aliás, confesso que quando li as últimas frases desses excertos intercalados com a restante narrativa dei por mim a folhear rapidamente o livro à procura de mais. E se eu fiquei absorta por esta passagem dos anos por detrás do balcão de uma pastelaria por onde passaram várias gerações, também Sylvain se enternece e passa a reflectir de outra forma sobre si próprio, tornando até a sua vivência pessoal mais dinâmica, mais nítida aos nossos olhos e concreta também. A infância surge contada com clareza, a relação com a sua mãe é exposta e finalmente começamos a conhecer todas as personagens que o rodeiam, inclusive Heike (e não a versão saudosista que a personagem guarda para si). Para além disso, a relação com os vizinhos desperta outros segmentos do enredo que a tornaram tão mais interessante que a partir desse momento não fui capaz de largar o livro até o terminar. As personagens tornaram-se reais, as relações entre si desenvolveram-se em cadeia e acima de tudo, continuou a sentir-se a essência madrilena (com a descrição de lugares, de ofertas culturais, de tendências modernistas) que vincaram a diferença deste livro relativamente a tantos outros. Desta forma, percebe-se porque é que o livro já foi alvo de premiações: a estória é de facto banal, mas a sua composição narrativa é original e fora do comum. O final é enternecedor e preenche-nos: ficou o gosto de querer mais, ainda que com a sensação que chegou no momento certo. E se não era muito fã do nome deste livro, aquele parágrado final com um efeito de quebra-barreiras e de preconceitos calou-me. Foi sem dúvida interessante, surpreendeu-me e hei-de voltar a ele um dia certamente. - Cláudia
Sylvain Saury is jonge Parijzenaar die tegen de dertig aanloopt en dus bijna volwassen is. Doordat hij liever jong en onbezonnen blijft neemt hij een slecht betaalde baan aan als journalist bij de krant in Madrid en verhuisd naar de Spaanse hoofdstad. Zijn Duitse ex-vriendin Heike, waarop hij nog steeds heimelijk verliefd is woont ook in Madrid. Sylvain doet er dan ook alles aan om Heike weer voor zich te winnen, maar of dit zijn vruchten af zal werpen? Als Sylvain een manuscript vindt wat hem het verhaal verteld over de geschiedenis van een bekende bakkersfamilie, vergeet Sylvain zijn eigenlijke komst naar Madrid en komt hij in rare situaties.
Toen ik het boek ontving, moest ik gelijk denken aan de cover van het boek ´de 100-jarige man die uit het raam klom en verdween´, deze lijkt hier namelijk precies op. Beiden hebben een witte omslag met gekleurde letters en een enkel plaatje. Het boek is opgedeeld in vier verschillende delen. In de eerste twee delen krijg je voornamelijk te maken met de familiegeschiedenis en het manuscript, terwijl de laatste delen zich vooral afspelen in het hier en nu.
In eerste instantie begon ik vol goede moed aan het boek. Maar na een paar bladzijdes begonnen de Spaanse en Franse straatnamen en gebouwen mij te duizelen. Een minpuntje aan het boek. Wel denk ik dat je de straatnamen zal herkenne, als je eens in Madrid of Parijs geweest bent. Maar dat had ik dus totaal niet. Wanneer Sylvain het manuscript vindt en stiekem leest, krijg je dit als lezer in aparte hoofdstukken ook te lezen. Leuk, want de personen uit het manuscript komen ook aan bod in het echte verhaal.
'Je hart zit er om het te gebruiken!'
De schrijfer Use Lahoz is afgestudeerd in geesteswetenschappen wat ervoor zorgde dat hij de gedachtes en het gedrag van de hoofdpersonen erg geloofwaardig kan neerzetten. Het boek Het jaar dat ik op hen allemaal verliefd werd is het tweede boek van de schrijfer waarmee hij verschillende prijzen won.
Al met al een leuk en mooi boek dat je een verhaal verteld over een bakkersfamilie en hun geschiedenis. Wil je dit boek lezen moet je wel houden van de vele Spaanse en Franse straatnamen of echt de tijd nemen om het boek met volle aandacht te lezen! Een boek waarin de thema´s liefde, het leven en de vriendschap centraal staan. Ik vond het een bijzonder boek met een thema dat je niet vaker zo uitgewerkt ziet.
http://labibliotecadellibraio.blogspo... Partire, lasciare, vivere, Sylvain a trent'anni non ha ancora deciso se sia arrivato il momento di crescere. Vaga da un posto a un altro nell'estrema ricerca di qualcosa o qualcuno che gli dia stabilità, ecco perché non rifiuta la sua ultima occasione, con la speranza che metta fine al suo peregrinare intorno al mondo. Madrid, città, capitale, è come realmente viene descritta, suggestiva, inebriante, eccitante, seducente, ti inghiotte nel suo via vai di feste, di incontri ai caffè, di serate tra risate e gozzoviglie, ma si può crescere in questo modo? Sylvain cerca più che vivere, di sopravvivere a un mondo che lo assorbe completamente e la sua Heike? Questo romanzo ti incanta e suggestiona, il ritrovamento del manoscritto catapulta Sylvain in una nuova dimensione, una famiglia che cerca di costruire qualcosa, un futuro, attraverso la dolcezza, i profumi della sua pasticceria, che nasconde piccoli segreti... Ma sarà giusto leggere quel romanzo così personale? Presente e passato camminano insieme, e poi ci sono i pensieri di Sylvain, che spesso gli ricordano cosa ha lasciato a Parigi, da sua madre al fantomatico Monsieur Tatin, il meccanico, che apre il cuore dei suoi assistiti per portarlo a rivivere consigliando tanto fumo e molto alcol. Bizzarro personaggio, sorridi e pensi, tenerezza, voglia di guarire gli altri dalle brutture dell'amore, per rigenerare un cuore malandato. Come aggiustare un cuore innamorato è un romanzo particolare, non riesci a definirlo completamente fino a quando non giungi all'ultima pagina e solo allora idealizzi la storia, crei una tua opinione, dividendo, sezionando i personaggi. Sylvain è l'emblema trentenne del nostro mondo, ancora ancorato al proprio calore familiare, parte in cerca della sua ex, ma siamo sicuri che sia lei che vuole veramente? Ci vorrà tempo, ma la sua strada la troverà, come riuscirà anche a rinsaldare quel cuore malandato!
A premissa era simples, O Ano em que me Apaixonei por Todas, eleito vencedor do prémio Primavera de Romance de 2013, seria uma obra de entretenimento, recheada de cultura espanhola e uma promessa no que toca ao romance. Os prémios nunca foram a minha razão principal para ler qualquer obra, mas confesso que todos os elogios à volta desta me despertaram a curiosidade. O início foi lento, em jeito morno, sem aquecer nem arrefecer, e cada página foi-se tornando numa descoberta algo ansiosa de encontrar um elo de ligação com a narrativa. A verdade é que quando dei conta, ainda hoje não consigo precisar o que é que despoletou essa reacção, devorava cada linha de forma urgente, curiosa pelo desfecho.
Sylvain é um jovem que, como todos os da sua idade, não é imune a crises existenciais e muito menos emocionais. Lutando sempre contra o tempo, vive mais nas memórias do que foi no passado do que o que realmente é no presente. Quando encontra um manuscrito, da vida de outra pessoa, que recua ainda mais décadas, esse sentimento de inadaptação e não-aceitação reforçam-se. O que ele não esperava, era vir a conhecer e a relacionar-se com o autor do manuscrito, de entrar na sua vida e de se ver rodeado por um ambiente e pessoas que o fazem sentir-se bem, em paz com ele mesmo.
O Ano em que me Apaixonei por Todas é, principalmente, um livro de amores e desamores, a urgência de se ser amado e amar. As personagens com que Sylvain se cruza, cada uma à sua maneira, contribuem para que ele reflicta sobre que direcção seguir com a sua vida. O melhor aparece de forma inesperada, não são assim as melhores coisas da vida? Existe também toda uma componente espanhola muito característica, uma descrição de cenários que acabam por atrair o leitor. Tirando o estilo de narrativa inicial, pouco interactivo e menos dinâmico, acabei por gostar da leitura e por me divertir com algumas das peripécias de Sylvain e dos seus amigos.
Si cada vida es una novela, la novela de mi vida está llena de ellas.
Sylvian es un chico parisino que pronto cumplirá los 30 que recibe una propuesta de un trabajo en Madrid, y no se lo piensa dos veces, así que decide ir, a parte porque allí vive su exnovia, quién no ha conseguido olvidar.
"El amor trae un defecto de fabrica: se quiere a quien te llena un vacío."
Cuando empecé el libro iba con altas expectativas, por el hecho de que lo vi hace muchos meses y me llamo mucho la atención. Pero no se ha cumplido ninguna.
Me ha parecido una historia muy repetitiva y cansina, me costaba ponerme a leer y no me ha enganchado nada.
"[...] Las ciudades son el estado de ánimo de quien las vive."
Una parte negativa de este libro es que, como el protagonista es parisino, habían ciertas citas en francés de las que yo no me enteraba de nada, y que a lo mejor podían ser importantes para la historia.
Han habido partes que no he entendido, no por el idioma si no porque eran irreales, como en la parte de que le saca el corazón y lo empieza a manipular. Y yo como:
(imagen encontrada gracias a Cris Hocicos)
"¿Cómo no iba a ir con Iria a donde ella dijera? La irresponsabilidad consciente siempre entró en el plan de mis estudios."
En conclusión es un libro repetitivo, algo extraño, y con algunas cosas en francés que para mi son completamente inentendibles. No lo recomiendo para nada, pero como siempre, cada uno es libre de hacer lo que quiera.
Los treinta, esa época que a los veinte ves como el inicio de la edad madura, que digo edad madura… ¡inicio de la vejez! Y que luego cuando la alcanzas te das cuenta de que ha llegado más rápido de lo que preveías y que sigues siendo el mismo o la misma: prolongación desesperada, la mayor parte de las veces inútil, de estudios… trabajo que apenas cubre una independencia… una media naranja que parece haberse hecho zumo… Pero frente a esta realidad siempre puede haber otras muchas, y en "El año que me enamoré de todas" veremos cómo quienes teóricamente podrían compartir infinidad de cosas encarnan polos distantes. También nos daremos cuenta de que el Síndrome de Peter Pan no es algo tan ajeno que sólo afecta a inconscientes, y que a veces en el momento que más perdido te sientes es cuando encuentras tu camino. Una novela que se deja leer muy fácilmente. Y aunque hay partes que creo que se han resuelto demasiado rápido u otras que en mi opinión sobrarían y que por tanto me han convencido menos, en general ha sido una lectura que me ha gustado.
RECENSIONE A CURA DI BIOLA: Quasi trent’anni, una carriera, tanti amici e un cuore innamorato. Sylvain alla prima occasione lascia Parigi per rifugiarsi a Madrid, alla ricerca di un vecchio amore mai dimenticato, Heike. Nel calore della grande città spagnola, Sylvain torna a vivere emozioni passate con amici passati, ricordando i tempi in cui incontrò per la prima volta il suo grande amore. Con lo scorrere dei capitoli conosciamo sempre meglio Sylvain, la sua famiglia e la sua storia. Personaggio fondamentale nella sua vita è Monsieur Tatin, che da sempre non fa altro che prendersi cura del suo cuore, confidandogli consigli preziosi per affrontare al meglio la vita e i suoi continui viaggi.
“Viaggiare è importante, perché ti permette di capire che tutti i posti sono uguali, che tutti nasciamo nudi e soffriamo e gioiamo per le stesse cose.”
Een mooi liefdesverhaal van een jonge twintiger, op zoek in het leven, op zoek in de liefde. Sylvain wordt als jongeman heen en weer geslingerd tussen zijn liefde voor zijn ex en vooruitgaan in het leven. Zijn avonturen verweven zich met die van Metodio, zijn oudere buurman en patissier. Daarnaast hebben we Monsieur Tatin die letterlijk harten reparteert en nog een heleboel andere personages. Een roman met als thema liefde, Madrid (mooi geschetst trouwens, een mens wil direct door al die callés gaan dwalen), hier en daar een filosofische kwinkslag en tegelijk feel-good zonder zeemzoet te zijn of in clichés te vervallen. Geen hoogstaande literatuur maar aangenaam leesgezelschap.
Estava à espera de um romance mais engraçado, nem sei bem o que não gostei...por um lado temos o Sylvain com toda uma história de mamor mal resolvida com Heike, que se muda para Madrid para resolver o passado e por outro temos a história dos Fournier ao longo do tempo e que se cruza com Sylvain a meio do livro...é estranho porque metade do livro é um manuscrito com esta história e a outra metade é a história de um jovem a redescobrir-se.
Na ponta final ele afinal descobre que o amor estava mesmo pertinho dele e faz as pazes com o passado e em retrospectiva percebe-se o titulo do livro mas não corresponde bem, nem sei explicar! Foi estranho!
Sylvain ha tenido una buena vida hasta ahora: ha viajado, ha estudiado lo que ha querido, ha salido de fiesta sin preocuparse por nada y se ha enamorado. Pero los años han pasado, los treinta están cada vez más cerca y siente que he llegado el momento de adquirir ciertas responsabilidades, de que su vida tome un rumbo fijo. Finalmente, acabe en Madrid, con un trabajo mal pagado, muchos amigos en la ciudad y el deseo de reencontrarse con su última novia, Heike, por la que aún suspira.
Es el libro perfecto para ese momento en el que quieres leer una novela romántica pero no tragarte el típico triángulo amoroso o la historia de una chica normalilla que se cuela por un tío inalcanzable (o viceversa). Además, no trata solo el amor, más bien la historia de un chico que anda un tanto perdido en la vida y que te sorprenderá. 100% recomendado.
Sylvain é o típico moço que tem dificuldade em crescer e não me cativou. A única coisa interessante na história foi o manuscrito que ele encontrou porque o resto foram palavras que o vento levou e não me ficaram de todo na memória.
Este libro tardé bastante en terminarlo pero no se me hizo largo quería saber que pasaba despues varias historias en una sola que al final tiene todo un solo sentido Lo amé de verdad