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Língua e Realidade

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In Language and Reality, originally published in São Paulo, Brazil, in 1964, Vilém Flusser continues his philosophical and theoretical exploration into language. He begins to postulate that language is not simply a map of the world but also the driving force for projecting worlds and enters then into a feedback with what is projected.

Flusser’s thesis leads him to claim, in a seemingly missed encounter of a dialogue with Wittgenstein, that language is not limited to its ontological and epistemological aspects but rather is at the service of its aesthetic. Traversing a diverse area of research and ruminations on cybernetics to poetry, music, the visual arts, religion, and mysticism, Language and Reality can be viewed as a vital transitional work in Flusser’s emerging thought that will eventually lead to his works in the 1970s and 1980s concerning what we would later consider media theory, design, and digital culture.

232 pages, Paperback

First published October 1, 2009

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About the author

Vilém Flusser

86 books167 followers
Vilém Flusser was a philosopher born in Czechoslovakia. He lived for a long period in Brazil and later in France, and his works are written in several different languages.
His early work was marked by discussion of the thought of Martin Heidegger, and by the influence of existentialism and phenomenology. Phenomenology would play a major role in the transition to the later phase of his work, in which he turned his attention to the philosophy of communication and of artistic production. He contributed to the dichotomy in history: the period of image worship, and period of text worship, with deviations consequently into idolatry and "textolatry".

Flusser was born in 1920 in Prague into a family of Jewish intellectuals. His father, Gustav Flusser, studied mathematics and physics (under Albert Einstein among others). Flusser attended German and Czech primary schools and later a German grammar school.

In 1938, Flusser started to study philosophy at the Juridical Faculty of the Charles University in Prague. In 1939, shortly after the Nazi occupation, Flusser emigrated to London to continue his studies for one term at the London School of Economics and Political Science. Vilém Flusser lost all of his family in the German concentration camps: his father died in Buchenwald in 1940; his grandparents, his mother and his sister were brought to Auschwitz and later to Theresienstadt where they were killed. The next year, he emigrated to Brazil, living both in São Paulo and Rio de Janeiro.

In 1960 he started to collaborate with the Brazilian Institute for Philosophy (IBF) in São Paulo and published in the Revista Brasileira de Filosofia; by these means he seriously approached the Brazilian intellectual community. During that decade he published and taught at several schools in São Paulo, being Lecturer for Philosophy of Science at the Escola Politécnica of the University of São Paulo and Professor of Philosophy of Communication at the Escola Dramática and the Escola Superior de Cinema in São Paulo. He also participated actively in the arts, collaborating with the Bienal de São Paulo, among other cultural events.

Beginning in the 1950s he taught philosophy and functioned as a journalist, before publishing his first book Língua e realidade (Language and Reality) in 1963. In 1972 he decided to leave Brazil.

He lived in both Germany and the South of France. To the end of his life, he was quite active writing and giving lectures around media theory. He died in 1991 in a car accident, while visiting his native Prague to give a lecture.

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Profile Image for Fábio.
237 reviews18 followers
December 14, 2021
Primeiro grande trabalho de Vilém Flusser, “Língua e realidade” é um daqueles livros que, por ter sido escrito em português, faz com que nos alegremos com ser o português nossa língua materna. É possível dizer que “Língua e realidade” parte do “Tractatus Logico-Philosophicus” de Wittgenstein para responder algo sobre uma de nossas ânsias fundamentais. “Uma das ânsias fundamentais do espírito humano em sua tentativa de compreender, governar e modificar o mundo é descobrir uma ordem. […] Um mundo caótico, embora concebível, é […] insuportável.”

Flusser, no entanto, vai além de Wittgenstein e nos mostra como, a partir dos jogos e armadilhas da linguagem, nós transformamos o mundo “de caos em cosmos”. Para o autor, a língua seria a estrutura que permitiria tal transmutação. Assim, Flusser busca provar “[…] que conhecimento, realidade e verdade são aspectos da língua. Que ciência e filosofia são pesquisas da língua. E que religião e arte sã disciplinas criadoras de língua.” Nesse sentido, talvez sua principal contribuição seja a de abdicar da noção de “realidade como conjunto de dados brutos”, pois estes “se realizam somente quando articulados em palavras”. Realidade, portanto, é o conjunto das línguas, não aquilo sobre o qual pretensamente falam.

Uma das discussões mais instigantes do livro é sobre a ciência. “Os resultados das pesquisas científicas são, aparentemente, válidos em todas as línguas.”, Contudo, para Flusser, ”[…] a ciência, longe de ser válida para todas as línguas, é ela própria uma língua a ser traduzida para as demais a fim de realizar-se nelas. Mas, sendo uma língua recente, é ainda incompleta. O intelecto consegue, em teoria e prática, pensar em português ou inglês continuamente. Mas o intelecto não consegue pensar continuamente em ‘termos de ciência’ […].” Então, quando completa, passaria a ciência a ser uma língua independente, plena e continuamente acessível ao intelecto? Para o filósofo, não. “Mas, dirão alguns, a ciência funciona independentemente de qualquer tradução. Os avisões voam, os taca-discos tocam, e as bombas explodem matando todos, inclusive aqueles que não sabem falar em termos de ciência. Este argumento formidável do senso comum contra a tese aqui exposta pode ser aplicado a todas as línguas, não somente à ciência. O alemão que aprendeu a fazer sapatos em alemão pode perfeitamente vendê-los para um chinês que nunca aprendeu a falar alemão. A língua alemã, tal qual a científica, funciona independentemente de tradução. […] A bomba que me mata, o sapato que compro, são para mim dados brutos que apreendo em formas de palavras portuguesas. Para o cientista e para o sapateiro, são igualmente dados brutos, realizados em forma de símbolos científicos e palavras alemãs. […] Para mim existem os dados brutos somente com o significado das minhas palavras.”

Mas eis o que desejam os tecnocratas de plantão: uma língua científica desprovida de todas as complicações que tornam a existência humana… humana. A crença em uma descrição de mundo absolutamente científica significa crer em um mundo realizado somente em termos tecnológicos. E, ainda que “natureza” seja uma palavra, logo, uma criação da língua tão artificial quanto cultura (que supostamente se lhe opõe), é certo que nem natureza, tampouco cultura (e muito menos aquilo a que essas palavras buscam se referir) se esgotem em teorias científicas e adventos tecnológicos. Toda invenção vem do nada; nasce quando nomeada; provém de um dentre dois atos: o profético ou o poético (do grego “poieisis”, criar, construir). É preciso um profeta para disciplinar as visões, um poeta para domar as palavras, um ser humano pleno para criar a realidade — uma realidade sobre a qual, ainda que com a mesma língua empenhada em criá-la, diga-se verdadeira.
16 reviews1 follower
September 12, 2018
This was the first book I've read by Flusser. It wasn't easy.
Profile Image for H.d..
91 reviews15 followers
August 10, 2014
Primeiro livro publicado por Flusser. Além de todos os predicados próprios do autor, como a reflexão profunda com linguagem simples, passando longe dos padrões de texto acadêmico, ao mesmo tempo cheio de elegância e poesia (que se deve a "escrever em tcheco em varias línguas"?) Tem a característica de ser escrito originalmente em português, o que é um privilégio considerando a importância desse ensaio sobre Linguagem. Livro para ser devorado na nossa viva e deliciosa lingua portuguesa,
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