Oh Liliana Lavado o que foste fazer. . . este livro foi daqueles que ao acabar de lê-lo fiquei a olhar para a palavra "FIM" durante uns segundos/minutos. . .
O livro, é um livro que apesar de consideravelmente grande, se lê num ápice. A escrita é tão envolvente, tão fluida e tão cativante que não se dá pelas páginas a passarem. A história, é tão brilhante, e ainda por cima passada aqui, em Portugal, ainda mais em Lisboa, com lugares que me são tão familiares que ao ler cada referência, me vinha logo à memória os exactos sítios que estavam a ser mencionados e ainda um outro que é muito importante para a história (O Mosteiro dos Jerónimos) que nunca visitei! Escusado será dizer que vou colmatar esta falha muito em breve. . .
Adorei cada personagem. Adorei os nomes escolhidos para as personagens: Isadora, Andrea, Danton, Pierre, Claude, Gigi, Anne, Goulart, Amauri, Garret, a D.Roberta, Armando, Émile, Maximilian. Penso que estão todos. Não sei porque gostei mas imprimem outro "gosto" à história. Até o sobrenome de Isadora: Santa-Bárbara. São sonantes e ficam bem no livro.
A personalidade destes. . . bem, digamos que tem muito que se lhe diga. Ninguém é bonzinho, ninguém é mauzinho ou. . . será que sim?
O livro está carregado de magia, carregado de diálogos com humor e ainda há espaço para histórias de amor, algumas até inacabadas. . .
Adorei a imaginação da autora quanto aos seres mágicos, as cenas estão tão bem descritas que eu visualizava com poucas palavras os cenários (por favor alguém que leia este livro e o adapte para cinema, por favor, por favor, por favor!).
A escrita é tão boa que, eu sentia as emoções dos personagens, sentia-me feliz mas também revoltada e triste, é de tal forma expressiva, que eu inclusivé estive do lado dos maus. . .
Encheu-me de tristeza com o desaparecimento de duas personagens que adorava, mas que no fim valeram bem a pena este mesmo desaparecimento. . . necessário até. . .
Quanto ao final do livro. . . quase morria de susto nas páginas finais! Não queria acreditar no que estava a ler. . .
As personagens têm uma evolução fantástica desde o início até ao fim.
Temos desgostos, temos felicidade, temos orgulho inquebrável (ou quase), temos arrogância, temos violência, temos magia, temos aventura, temos muita acção, muitas revelações, muitos twists, temos sacrifícios, temos amor, temos ambição, temos poder, temos amizade, temos visitas ao passado, conhecemos recantos de Paris. . . isto tudo até ao fim. O fim em que finalmente temos acesso à caixa misteriosa que tanto foi cobiçada desde o início do livro. . .
Tenho ainda de referir uma característica da estrutura do livro, que para mim, é quase sempre fundamental para eu gostar dos livros, principalmente deste género. Capítulos pequenos e a acção nunca é quebrada. Temos sempre ritmo.
Tudo o que se pode dizer deste livro é que. . . nada é o que parece e. . . nada nem ninguém é assim tão simples. . .
Recomendo vivamente.