Após o final abrupto e eletrizante de "Caná", Jasão, em condições alarmantes, é resgatado por beduínos. O Major vai restabelecendo aos poucos sua saúde e tenta aos poucos se readequar à realidade de 1973.
Este é o ineditismo da narrativa deste livro: não possui cortes temporais entre 1973 (o agora dos astronautas), a era onde viveu o Filho do Homem ou o agora do autor do livro. A narrativa se passa completamente no ano de 1973 e acompanha Jasão tendo que lidar com os desdobramentos da Operação Cavalo de Troia, que aparentemente foi "encerrada com falha".
Já sabendo dos reais objetivos da operação, o Major está sempre pisando em ovos, não sabendo em quem confiar e vendo mais de perto as tramas e jogos de poder envolvendo militares e políticos.
Se a série até aqui se baseou em mostrar a mensagem de Jesus, aqui a história dá uma guinada e vira um suspense com ares de espionagem. Não fica ruim. Mas parece um livro à parte.
Este volume acaba funcionando como o fechamento de um ciclo, o de Jasão, que volta ao seu tempo e, aparentemente não terá mais contato com o Mestre. E abre espaço para um novo ponto de vista.
Sobre a relação entre Eliseu e Jasão, não fica muito claro as motivações que levaram à mudança de comportamento do engenheiro. O Major havia ficado a seu lado e cuidado dele quando precisou, ele havia sido curado e parecia ter se acertado com o líder da missão antes do último sofrer fisicamente e ficar entre a vida e a morte, mas a relação entre eles ainda não era das melhores.
De qualquer forma, parece que a cura gerou uma mudança grande no comportamento de Eliseu, pois as escolhas feitas por ele foram inesperadas, apesar de terem sido profetizadas pelo Mestre.