Com ilustrações e BD de Nuno Saraiva e design de Rita Gorgulho, este livro descreve o assalto que Portugal está a sofrer. Eles estão a cobrar impostos acima das nossas possibilidades, a retirar subsídios de férias e de Natal que eram as nossas possibilidades, a destruir o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública e a Segurança Social que deveriam ser a devolução dos nossos tributos. Eles querem tudo. Eles, a finança, cobram uma renda sobre o nosso futuro e ainda querem convencer-nos de que somos culpados. Por isso, em Isto é um Assalto, faz-se a conta e cobra-se a fatura: verá como os bancos foram financiados pelos nossos impostos, como a austeridade e a chantagem da dívida estão a criar o maior desemprego da história do nosso país, como a troika destrói a vida das pessoas.
FRANCISCO LOUÇÃ nasceu em Lisboa, a 12 de Novembro de 1956. Licenciou-se em Economia, no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (ISEG/UTL), onde ainda fez o mestrado e concluiu o doutoramento e é, actualmente, professor catedrático. Tem livros e artigos científicos publicados em onze línguas. Publicou recentemente The Years of High Econometrics - A Short History of the Generation that Reinvented Economics (Londres e Nova Iorque, Routledge, 2007), Economia(s), com José Castro Caldas (Porto, Afrontamento, 2009), Robert Solow and the Development of Growth Economics, com outros economistas (Durham, Duke University Press, 2009), Os Donos de Portugal - Cem Anos de Poder Económico, 1910-2010, com Jorge Costa, Cecília Honório, Luís Fazenda e Fernando Rosas (Porto, Afrontamento, 2010). Foi Coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda, entre 2005 e 2011, deputado à Assembleia da República entre 1999 e 2012 e candidato à Presidência da República, em 2006, pelo BE, tendo obtido 5% dos votos. É, desde Dezembro de 2015, conselheiro de Estado.
Uma pequena banda desenhada que retrata como funcionam as elites portuguesas como enriqueceram desde as monarquias até ao estado atual (ou até pelo menos à data que este foi publicado - 2013) explicando como a dívida é a forma de controlar nações percorrendo vários episódios históricos de diferentes países e como a nossa dívida atual não tem forma de ser liquidada e irá prevaricar para influenciar o nosso espectro político em prol dos credores que acabam por sair beneficiados. Peca na minha opinião pela falta de exploração aprofundada dos assuntos que apresenta e que por vezes as ilustrações são pouco condizentes com o que se está a falar, acho que também deveria ter uma narrativa linear que por vezes parece que saltam de um assunto para outro de uma forma drástica parecendo que faltou umas páginas entre assuntos.
Livro lançado no momento certo, devido à conjuntura vivida em Portugal entre 2011 e 2014. Mas o livro é (talvez infelizmente) sempre actual. Disposto num formato meio cartoon meio juvenil, fala dos temas sérios como têm de ser falados. Leitura obrigatória.
Adorei as ilustrações. Fiquei a desejar que fossem o centro do livro, em vez de ficarem retidas como muletas do texto. Todo o livro é uma jogada curiosa para a propaganda política da esquerda portuguesa. Destaco a história das dívidas nas diferentes eras e geografias.
Excelentemente ilustrado pelo Nuno Saraiva e um tema bem interessante. Aprendi. Senti que, por vezes, a narrativa se radicaliza um tudo-nada, tornando-se excessivamente ideológica. Mas há também que perceber que, quando se aborda este tema fracturante, é impossível contornar ideologias... As relações credor-devedor são complexas e há milénios que se permitem a diversos abusos oportunistas.
Interessante. Algumas verdades, meias-verdades, algumas mentiras e meias-mentiras, mas lê-se bem e é interessante. Claro que ninguém deve esperar uma visão imparcial dos motivos que levaram Portugal actual crise financeira.