"O que logo chama a atenção nos poemas de Cecília Meireles é a extraordinária arte com que são realizados. Nos seus versos se verifica mais uma vez que nunca o esmero da técnica, entendida como informadora e não simples decoradora da substância, prejudicou a mensagem de um poeta. Sente-se que Cecília Meireles está sempre empenhada em atingir a perfeição, valendo-se para isso de todos os recursos tradicionais ou novos" - Manuel Bandeira
Cecília Benevides de Carvalho Meireles was a Brazilian writer and educator, known principally as a poet. She is a canonical name of Brazilian Modernism, one of the great female poets in the Portuguese language, and is widely considered the best poetess from Brazil, though she rightly combatted the word "poetess" because of gender discrimination.
She traveled in the Americas in the 1940s, visiting the United States, Mexico, Argentina, Uruguay and Chile. In the summer of 1940 she gave lectures at the University of Texas, Austin. She wrote two poems about her time in the capital of Texas, and a long (800 lines) very socially-aware poem "USA 1940", which was published posthumously. As a journalist her columns (crônicas, or chronicles) focused most often on education, but also on her trips abroad in the western hemisphere, Portugal, other parts of Europe, Israel, and India (where she received an honorary doctorate).
As a poet, her style was mostly neo-symbolist and her themes included ephemeral time and the contemplative life. Even though she was not concerned with local color, native vernacular, or experiments in (popular) syntax, she is considered one of the most important poets of the second phase of the Brazilian Modernism, known for nationalistic vanguardism.
eu adoro a variedade/amplitude da obra da Cecília. tipos diferentes de rima, poemas sem rima, curtos, longos, descrevendo imagens concretas, simbólicas, surreais, e tanta emoção, e O MAR. O mar aparece o tempo todo, e eu queria perguntar pra ela: por que o mar? enfim, tudo que eu quero na poesia.
Por mim, e por vós, e por mais aquilo que está onde as outras coisas nunca estão, deixo o mar bravo e o céu tranquilo: quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens. E como o conheces? - me perguntarão. - Por não ter palavras, por não ter imagens. Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada. Viajo sozinha com o meu coração. Não ando perdida, mas desencontrada. Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte. Voou meu amor, minha imaginação... Talvez eu morra antes do horizonte. Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra. (Beijo-te, corpo meu, todo desilusão! Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Uma coisa que eu gosto muito das poesias da Cecília Meireles é que elas não são complexas para entender o significado. Ela usa um vocabulário rico, mas acessível.
Eu pessoalmente me identifico bastante com os poemas dela. Tenho alguns favoritos (Aceitação, Canção Quase inquieta, Canção quase melancólica, Canção mínima, Explicação, Lua Adversa, Amém, Despedida, Canção do amor perfeito), outros que eu não gosto. Mas de forma geral, é uma obra atemporal. Em mil anos pessoas poderão ler e se identificar, porque o sentimento humano permanece sempre o mesmo, independente do período.
Lua Adversa
Tenho fases, como a lua. Fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Perdição da minha vida! Perdição da vida minha! Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso.
E roda a melancolia seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém (tenho fases como a lua...) No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua... E, quando chega esse dia, o outro desapareceu...
3,5. alguns críticos dizem que o gongorismo dela é sútil, mas eu não achei tão sútil assim, apesar de ter gostado muito dessa seleção feita por sua filha, Maria Fernanda, sinto que deixou um pouco a desejar. de fato, Cecília Meireles é uma poeta que marca a história da literatura sem dúvida, principalmente por ser uma mulher que conseguiu se destacar e ter tão prestígio em anos muito machistas da literatura.
(3/5) Ótimo para um primeiro contato com a poesia da Cecília Meireles. Os poemas me pareceram contemplativos, como de uma pessoa que aceitou a vida, mesmo que ela não fosse igual às suas fantasias.
🐱 Conheci a poesia de Cecília Meireles ainda criança, e achava que tudo o que ela escrevia era doce e bonito.
Hoje, vejo uma poeta ainda de extremo talento que consegue falar aos nossos corações, porém, sinto que ela tinha uma tristeza muito grande em seu ser.
Esta antologia conta com uma pequena biografia no final, e ela me permitiu entender o porquê da recorrência do tema "morte".
Cecília passou por diversas perdas dolorosas: pai, mãe, marido. Sua dor transbordava nas suas palavras, e essa morte sobre a qual tanto escreveu a encontrou relativamente cedo.
Para mim, está coleção de poemas da Cecília Meireles merece ⭐⭐⭐⭐. Não considero 5 estrelas porque acabei ficando triste com a sua tristeza também. Diferente dos livros da Dr. Ana Cláudia Quintana Arantes, a poesia de Cecília chega a ser lúgubre em vez de edificante.
Cecília Meireles escreve sobre amores, medos e morte em seus poemas, sempre de forma muito lírica e bonita. Vale muito a pena para quem gostaria de ler poesias e não sabe por onde começar.