Lisboa 1945. Jack Gil Mascarenhas Deane já não trabalha para os serviços secretos ingleses, pois a guerra acabou, mas a chegada do seu pai a Lisboa vai alterar a sua vida. O pai é um colecionador de tesouros nazis e vai obrigar Jack Gil a ajudá-lo na sua demanda pelos valiosos artefactos, que muitos nazis, como Manfred, tentam vender em Lisboa, antes de fugirem para a América do Sul.
Dividido entre o desejo de ajudar o pai e o desejo de partir de Lisboa, Jack Gil está também dividido nos seus amores, pois embora esteja apaixonado por Luisinha, uma portuguesa que adora cinema e acredita na democracia, fica perturbado pelo regresso de Alice, o seu amor antigo, uma mulher duvidosa, misteriosa mas entusiasmante, que fora a sua paixão de uns anos antes, e que desaparecera certa noite da sua vida.
Domingos Freitas do Amaral nasceu a 12 de Outubro de 1967, em Lisboa. Depois de se ter formado em Economia, pela Universidade Católica Portuguesa, e de ter feito um mestrado em Relações Internacionais, na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, decidiu seguir a sua carreira como jornalista. Actualmente, é o director da revista Maxmen, desde o seu lançamento, em Março de 2001. Colabora também com o Diário Económico e a revista Grazia. Antes, trabalhou no jornal O Independente durante 11 anos, além de ter colaborado com outras publicações, como o Diário de Notícias, Grande Reportagem, City, Invista e Fortuna. Colaborou também com a Rádio Comercial e com a SIC. É casado, tem dois filhos - uma rapariga e um rapaz - e vive em Lisboa. Enquanto Salazar dormia...(2006) é o seu quarto livro de ficção publicado pela Casa das Letras, depois de Amor à Primeira Vista (1998), O Fanático do Sushi (2000) e Os Cavaleiros de São João Baptista (2004). Fonte:Webboom
Este romance apresenta uma série de pormenores curiosos sobre a sociedade portuguesa do pós-segunda guerra, retratando o modo de vida no nosso país nos tempos da ditadura, com a sua consequente limitação das liberdades essenciais. Basta ver, por exemplo, como era a difícil relação com o cinema de Hollywood, introduzida pela paixão de Luisinha pela sétima arte. É, portanto, um bom retrato de uma época, bem cimentado em investigação, bem misturado com a animada ficção que autor criou. É uma leitura leve para temas pesados ;))
Este livro leva as 2 estrelas porque gostei do aspecto histórico, passado quando a II Guerra terminou e a atuação de Salazar para com as decisões dos Aliados em relação aos muitos nazis em fuga. Caso contrário este livro teria apenas 1 estrela.
Neste tipo de premissa estava á espera de algo mais do que clichés, pessoas muito boas, pessoas muito más - e o tratamento que o autor dá ás mulheres. Uma é a toda virtuosa e a outra tem direito a meia pagina de adjetivos, alguns contraditórios, para a descrever em toda a sua "plenitude". As mulheres são estereotipadas, as situações muito estapafúrdias já para não falar de uma cena que de tórrida não tem nem um bocadinho - pelo contrário: é só inverosímil. Quem leu, sabe do que estou a falar.
A escrita é fluida por isso lê-se bem e com cadencia, mas para o fim já era o querer despachar pois o livro não me prendeu minimamente e não penso revisitar este autor. Foi primeira e ultima vez.
Só para quem, tal como eu pegar neste livro: ela é um continuação de Enquanto Salazar Dormia. Não precisam desse livro para ler este, no entanto.
Bolas! Como é possível estragar uma boa história desta maneira?!? Tinha tudo para dar certo... Lisboa e Portugal no centro da História, Salazar e as suas opções estratégicas, Lisboa como rota de fuga dos refugiados da guerra, a luta pela Democracia em Portugal, os jogos diplomáticos das potências mundiais e os seus reflexos na península ibérica e o que mais a sua imaginação quisesse. Em vez disso, o Autor prefere colocar um Avô, de 80 anos, a contar ao neto, de vintes, onde meteu a língua e os dedos quando desvirgindou a sua Avó!?! Será possível?!? Será só eu que acho isto bizarro, no mínimo!?! Ainda por cima quando toda a gente sabe que a memória sexual do Homem é de cerca de 5' :) quanto mais um distinto (e fogoso) ancião de 80 anos!!!! Que desperdício. De uma boa história e do meu tempo. 1 * e é por que não posso dar menos...
Só depois de acabar o livro é que percebi que era a continuação de um outro, que, agora, tenho que ler! Em relação ao livro assim, foi bastante interessante - as personagens são bem elaboradas, a história é muito bem desenvolvida e a leitura é deveras cativante! Parabéns ao autor por um livro muito bom!
Com o Segundo livro do autor, desisto e é um DNF. Tinha esperança que um romance histórico tivesse um enredo interessante, mas foi um tiro ao lado, entre comentários machistas que parecem saídos de filmes porno.
Nesta obra retomamos a narrativa do período da II Guerra Mundial em Portugal, na pele de Jack Gil, o espião inglês do MI6. A história começa com o regresso do pai de Jack Gil que estava nos EUA, após o fim da II Guerra Mundial, a queda do Nazismo e a morte de Adolf Hitler. Vem à procura dos "tesouros" que os nazis trazem na fuga da Alemanha, pela Europa, até Portugal onde pretendem apanhar navios para países da América do Sul. Um dos "tesouros" é o retrato da mãe de Hitler, que por si só não tem nada de extraordinário, mas marcará presença, juntamente com outros objectos, na vitrine de um museu nos EUA 50 anos após a II Guerra Mundial.
Gostei da pesquisa histórica do autor, mas no geral foi um livro que para o meu gosto não funcionou muito bem. Os personagens no seu todo parecem-me pouco credíveis e as cenas de sexo abundam e parecem tiradas de um filme porno barato. Não simpatizei por aí além com Jack Gil, um pseudo-Casanova que não pode ver um rabo de saias e por outro lado um homem fraco que ao longo do livro se deixa constantemente manobrar pelo pai que o despreza. Há muita informação interessante sobre o que acontecia na época em Portugal mas muita dessa informação acaba por perder-se num enredo meio folhetinesco.
Continuação de "Enquanto Salazar Dormia" este novo livro de Domingos Amaral acompanhou-me nas minhas férias na praia. E tornou-se numa leitura ideal. Escrito de uma forma leve, mas engraçada, "O Retrato da Mãe de Hitler" traz de volta Jack Gil, ex-agente do MI6, que conta ao neto as suas peripécias depois de terminada a Segunda Guerra Mundial.
Nunca, em toda a minha vida me custou tanto ler um livro. Terminei à base da raiva.
Senhoras e senhores, eis um protagonista completamente desprezível!
Se em Enquanto Salazar Dormia, acreditávamos que Jack Gil melhoraria com os anos eis senão o que nos aguarda em O Retrato da Mãe de Hitler (que não é de todo o mote central do livro, porque o mote central do livro são as façanhas sexuais do homem extremamente honrado que é este nosso herói ) :
Dividido entre Alice e Luisinha que solução encontra Jack? Afogar as mágoas numa “Casa de luz vermelha” o de encontra (claro) uma ex amante. Como se não bastasse leva-a com ele, porque, este belo exemplar da honra, não quer que esta mulher se humilhe à prostituição, mas claro que, antes de a levar com ele, já que lá foi, há, claro, que a tratar como uma prostituta! Já de volta a Lisboa, e apaixonadíssimo pela noiva, usa esta “protegida” como amante, atirando-a imediatamente para os braços de um homem que sabe que está apaixonado por ela, imediatamente a seguir a ter estado com ela no escritório. E ainda acha que ela lhe agradece com um “É mesmo um bom homem” Ao reencontrar-se pela primeira vez com Alice uma das primeiras coisas em que repara, é no seu aumento de peso (ai as manteigas e leites dos açores) que insiste voltar a salientar mais à frente. Para ele, também, o encontro “oral” com Alice no carro que quase levou os dois presos, não foi uma traição à noiva Luisinha. E aliás a culpa é da própria, que insiste em negar-lhe o corpo até ao casamento, o que claro, acaba por não acontecer, porque um homem machão como ele não aguentaria, claro! Além disso ainda chegamos ao cúmulo de o ter a classificar com o neto, o desempenho na cama de 0 a 20 de Luisinha. Uma maravilha!
Ainda temos o facto de desprezar constantemente o pai, e a forma como este tratou a mãe em vida, as suas constantes traições. Mas é claro que Jack Gil é completamente diferente do seu pai! Claro! 🙄
Relembremos também que, afinal, Jack Gil é um jovem airoso de trinta e cinco anos (Apesar de o autor tentar mascarar isso) responsabilidades?? Para quê? É jovem, está agora a começar a vida!
Uma desilusão completa! Achei encontrar bons pedaços da história do país porque em todas as narrativas do Domingos Amaral anteriores encontrei. Não nesta!
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É um romance que entretém. Pode-se considerar um tomo 2 do romance ”Enquanto Salazar Dormia”. Desenrola-se em Lisboa já no pós-guerra, ainda em 1945. Tem algumas lembranças interessantes, como a famosa lei dos costumes e a sempre verdadeira lembrança dos tempos da ditadura. De leitura fácil e não muito sofisticada com personagens relativamente previsíveis. Mas de qualquer forma está bem escrito.
Os 2 livros, Enquanto Salazar Dormia e este, no final deixam-me uma irritação, um incómodo, que inicialmente não percebia. As pequenas tramas da espionagem em Portugal durante a IIWW parecem resumir-se a beberetes em hotéis, em reuniões de almoços e jantar, com Mata Haris à Portuguesa, secretárias de embaixadas estrangeiras, com muitas sessões de cama ou nem isso à mistura, culminando o personagem principal a dizer ao seu neto 50 anos depois: "Paul, não dês muito importância a esta noite, foi só um alívio. A tua avó não me satisfizera, Alice não reaparecera, Rosa caiu-me à frente por acaso, e um homem é um homem." Quando comecei a ler este Retrato, percebi que parte do incómodo é a falta de personagens Portuguesas, nos 2 livros minimizadas e limitadas: os agentes da PVDE (boçais e estúpidos onde 0 único inteligente parece ser o Capitão Agostinho Lorenço), empregados de hotel, criadas de servir, taxistas, estivadores, 1 advogado que pretende ajuda para derrubar Salazar e que parece meio tonto e a família Portuguesa apoiante de Salazar de onde provém a mulher com quem casa e que não se percebe o que faz aos 25 anos - estudava? trabalhava? ou esperava em casa pelo príncipe encantado como seria na época?. E onde estão os refugiados no meio disso, a não ser num conjunto de pernas de mulheres apreciadas na Suiça ou no penteado à refugiada? Numa palavra desilusão.
"O Retrato da Mãe de Hitler" surge na sequência de "Enquanto Salazar Dormia". Jack Gil volta novamente a Lisboa, e não é só para ver o bisneto que entretanto nasceu. Lisboa é o local da acção e os acontecimentos numa época em que a guerra termina são o centro da história. Lisboa era naquela época local de fuga ou ponto de passagem dos refugiados da guerra. O pai de Jack Gil, que fugiu para os EUA quando a guerra começou, regressa a Portugal para mandar o seu filho ajudá-lo na sua busca por tesouros nazis cuja rota de fuga passa por Portugal. Apesar de todo o contexto histórico interessante, há demasiados capítulos dedicados à vida amorosa de Jack Gil, a informação histórica acaba por se perder entre as descrições cheias de pormenores da vida libertina de Jack Gil. A escrita de Domingos Amaral volta a ser simples e agradável, o que faz com que o livro se leia rapidamente.
Li "Enquanto Salazar Dormia" em 2013, queria muito ler também "O Retrato da Mãe de Hitler", o que acabei por fazer este ano. Se tinha gostado muito do 1º, ainda gostei mais deste. Acho a escrita de Domingos Amaral excelente, consegue nos prender a atenção e reverter-nos para a IIGM. A descrição é excelente, não é entediante, não tem informação a mais, está tudo com a sua medida certa. Adorei, e, em breve irei ler com certeza absoluta os restantes livros dele que tenho na estante :)
Um livro de acção passado na segunda guerra em Lisboa. Faz lembrar um outro livro do mesmo autor: enquanto Salazar dormia. Boa e leve leitura para o verão, melhor história que verão quente (do mesmo autor). Claramente abaixo daquele que considero ser o mehor livro deste autor: quando a terra tremeu.
A história é bastante interessante e adorei a pesquisa histórica. Fez-me viajar por tempos que nunca conheci e imaginar Lisboa de um prisma diferente. A escrita é simples e facilmente entendida. No entanto, não gosto das atitudes de mulherengo e machista do personagem e acho que há coisas que um avô nunca contaria a um neto.