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A Vida Inútil de José Homem

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As idas à grande cidade para se libertar da herança dum pai coronel verticalmente duro e duma mãe extravagante e desligada fazem com que José Homem se sinta no bom caminho para uma morte sem memórias nem saudade.

Descrente no governo de deus e, sim, das circunstâncias, é por mão do padre que se vê obrigado a relacionar-se com um dos rapazes estrangeiros recebidos no orfanato, Antonino, mutilado na guerra civil de Angola, o que vem despertar em si um sopro inesperado de amor e vontade.

176 pages, Paperback

First published January 1, 2013

88 people want to read

About the author

Marlene Ferraz

8 books18 followers
Marlene Ferraz (n. 1979) tem os pés pousados em terras a norte. Com o ofício da psicologia, assume um enamoramento imprudente pela escrita.

Tem vindo a dedicar-se particularmente ao conto: «Na Terra dos Homens» (Prémio Miguel Torga 2008), «O Amargo das Laranjas» (Prémio Florêncio Terra 2008), «O Tempo do Senhor Blum e outros contos» (Prémio Afonso Duarte 2012), entre outros. A Vida Inútil de José Homem é o primeiro romance (Prémio Agustina Bessa-Luís 2012).

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24 (36%)
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3 (4%)
1 star
1 (1%)
Displaying 1 - 21 of 21 reviews
Profile Image for Cláudia Azevedo.
395 reviews218 followers
September 30, 2019
3,5*
Prosa revestida de poesia ou poesia vestida de prosa. Um estilo único, mas claramente com inspiração noutras escritas, como a de Mia Couto. Não é um livro fácil na forma e no conteúdo. Para ler com o coração no sítio certo.
Profile Image for Marta Silva.
302 reviews104 followers
March 21, 2025
“Podes recebê-lo de vez em quando?
Parece que me empurras um cão que eu possa domesticar.
Na verdade, procuro exactamente o contrário. Talvez te possas domesticar a ti através duma alma tão limpa como a deles.”

Com uma escrita belíssima, neste livro nasce uma amizade improvável entre dois seres tão distintos que, para mim, serão inesquecíveis.
Excelente leitura!
Profile Image for Sónia Carvalho.
196 reviews17 followers
March 12, 2022
Uma escrita apaixonante, poética e cheia de simplicidade. Apaixonei-me perdidamente pela amizade improvável de José Homem, um ex-capitão solitário que já só pensa na morte e Nino, um menino angolano cheio de vida, que perdeu a família e a perna na guerra. Uma história comovente (sem ser lamechas) que fica connosco e que nos toca de uma forma muito especial 💛

Citações:
"Pelo tronco tingido de musgo e naturalidade, os últimos braços a rasgarem caminho. Viu a pele parda estender-se, os lábios rosados e grandes. Também a calma de um estrangeiro sem lugar nem terra e a delicadeza com que punha no toco de uma das pernas a prótese improvisada que o fazia andar. Se José Homem fosse um fulano de coração solto, ter-se-ia comovido. Assim, ficou apenas admirado."

"Dono, o relógio parou. São duas?
Vem a mancar na perna de plástico, com os mesmos olhos grandes e a medalha ao peito.
Deste-lhe corda?
O rapaz estende o pulso.
Como tudo na vida, é preciso dar corda.
Ouve-se o rodar da rosca dourada na lateral do objecto luzente. O rapaz está atento, poderíamos dizer admirado ao ver os ponteiros a recomeçarem a sua função.
Todos os dias?
Para te lembrares que o tempo de vida acaba. E deve ser aproveitado."

"Na minha guerra tudo seria cinzento se não fossem os panos atados nos corpos das mães e das avós e as roupas ainda coloridas a secarem nas cordas. Nas ruas de paredes esburacadas, os fios da electricidade ficam pendurados como se viessem do céu, uma luz de Deus. As balas andam de um lado para o outro, como conversas de vizinhos. Quando a noite fica preta, homens, mulheres e os mais novos apalpam as redondezas à procura de comida. A fome é maior que o medo de tropeçarem num arame invisível que faz explodir a POMZ-2 ou de pisarem uma mina com a ponta do pé ou o calcanhar ou de serem apanhados pelos guerrilheiros que não sabem a quem obedecer."

"Deviam ter semeado milho na vez de minas. E na vez das flores, temos cruzes feitas com lenha sobre amontoados de terra. Se estiverem pintadas de branco, sabes que está ali uma criança. Dizem que a minha família também está numa dessas cruzes, sem nenhuma placa com o nosso nome. Família Salvador. Não sei qual delas é, por isso andei por elas todas, a tentar adivinhar. Mas os mortos cheiram todos a amargo, não podia encontrar o aroma leve a carambola ou goiaba da minha mãe."

" Como sabes, também não tínhamos cão. Pó menos um que se pudesse chamar pelo nome. Posso dizer-te que foi muito parecida com a vossa, só que não se atiravam balas, mas palavras. Matam muito mais, porque estas eram feitas da matéria mais perigosa que conhecemos: o desapego."

"Ficou a revolver a memória. Com nove anos, já ele sabia o que era injusto: um pai ausente, uma mãe desapegada e uma empregada umbilical por contrato. Mas seria puro, sim. Nunca terá desejado a morte do coronel ou a loucura da mãe Violante. Respirava o ar que podia, engolia as águas lacrimais e fazia uso dos grandes braços da Dolores. Ouviu-a. A paciência é uma árvore de amargas raízes mas doces frutos. Respirou. Engoliu as lágrimas. Só não tem os braços dela para se embrenhar. Nenhum homem supostamente maduro, a não ser que quase apodrecido, poderia duvidar da pureza numa criança dessa idade. Quis dizer-se arrependido. A Delfim. E ao rapaz, claro. Mas, como Poncio Pilatos, calou-se."

"Vais morrer?
Eu tenho pedido para que a morte venha depressa.
O rapaz parece incomodado. Levanta-se com a caixa de cartão nos braços e encaminha-se para o homem naquele andamento torto. Com o único pé verdadeiro, estica o corpo em altura e dá um beijo suave no rosto. José está espantado, desvia os olhos pela janela. Antonino fala ainda, tão devagar.
Eu tenho pedido para que vivas ainda por muito tempo.
O velho pousa a mão no coração. Sentiu-o tão incerto outra vez."

"Andei toda a minha vida a reviver memórias em que o único vivo era eu. Bem sabes que o meu propósito tem sido desfazer-me de tudo o que veio por herdança maldita e morrer desapegado, sem estirpes, leve.
E como vai esse teu propósito?
Silêncio.
Conheci-o, Fausto. Ao rapaz. Tenho-me sentido...
Vivo?
Silêncio.
... com medo de ter falhado.
Fausto continua parado.
Tenho vontade de vê-lo.
Fausto continua calado.
Como se agora o meu propósito fosse apenas esse.
Fausto ri-se.
Aconteceu-me o mesmo, com este mar.
Medo?
O marinheiro acenou com a cabeça que não.
Amor."
Profile Image for Márcia Balsas.
Author 5 books107 followers
July 9, 2016
Não é fácil encontrar um livro que encante tanto pela história, como pela qualidade da escrita. Não consigo decidir o que pesou mais para me apaixonar por este romance.
A história comovente de um homem sozinho que prepara diariamente, num exercício de mentalização, a sua própria morte, mas que permite que um menino ocupe, aos poucos, o vazio dos seus dias.
José Homem e Antonino são os amigos improváveis que enchem de beleza as páginas que voam como se não houvesse tempo ou espaço. Se houvesse uma dimensão da leitura este seria daqueles livros que me levaria directamente para lá, para uma espécie de bolha isolada feita de silêncio e solidão.
Não há lugar a lamechices nem desenvolvimentos desnecessários. A escrita é incisiva, limpa e muito poética, de uma elegância e simplicidade muito belas. Marlene Ferraz faz magia com as palavras. Fez-me permanecer em algumas páginas pelo tempo suficiente de desmanchar todas as letras. Tentativa vã (mas deliciosa) de entender como se escreve assim.
Podia contar-vos mais, mas o que seria da vossa descoberta?
Profile Image for Ana.
633 reviews119 followers
June 1, 2021
Tinha grandes expectativas para este livro, depois de ler críticas tão boas, mas acabei por ficar um bocado frustrada com a sua leitura.
A história de José Homem não me disse grande coisa, não senti ligação nem empatia pela vida da personagem, quer no presente quer no passado. Custou-me a entrar na história pois saltamos entre tempos diferentes e narradores diferentes sem qualquer indicação, o que me deixou um bocado baralhada.
Valeu-me a inocência e bondade do Antonino.
Profile Image for Marta Mesquita.
39 reviews5 followers
April 26, 2020
Foi dos livros mais maravilhosos que li até hoje. É um daqueles livros que nos entram pela alma adentro. Com uma história simples e brilhantemente bem escrita, esta é de certeza uma das obras que vou recordar com mais carinho. Recomendo! Aliás, no meu plano pessoal de leitura é um livro obrigatório. E que dizer de Marlene Ferraz? Escreva mais, por favor!!
Profile Image for Tânia Dias.
166 reviews13 followers
December 8, 2020
José Homem e Antonino. Uma história para se saborear demoradamente, que faz parte de mim, como se da minha pele se tratasse.
Requinte e delicadeza. Aqui fica a minha admiração e vénia à autora.
Profile Image for São Palma.
82 reviews15 followers
January 27, 2019
(Atenção: spoiler)

Quando peguei no livro foi pelo título, mais precisamente pelo excerto "vida inútil" do mesmo. Chamou-me a atenção. Tinha que começar por algum de entre uma pequena pilha de livros gentilmente oferecidos por uma amiga. Escolhi este pelo motivo que referi. Achei que a expressão "vida inútil" me era familiar.

Confesso também que quando li a sinopse e comecei a ler as primeiras páginas achei o tema um pouco "cliché": a amizade entre um velho homem solitário aparentemente com coração de pedra e uma criança órfã vinda de um país e cultura diferente. Já muito se escreveu e filmou sobre esse tema. Não é novo. Mas à medida que a acção avançava comecei a ver que havia características particulares neste pequeno romance. Qualquer coisa de subtil que me foi envolvendo, que me foi deixando ficar apaixonada pela história.

Gostei dos "flashbacks" que nos mostram o porquê de José ter a personalidade que tem. No fundo, nada é ao acaso, ainda que as pessoas tenham sempre traços de personalidade naturais que os caracterizam. O relacionamento e relação do próprio com os pais, o amor filial pela empregada Dolores, o relacionamento amoroso com Carmela, são fundamentais para se perceber a personalidade de José Homem. O nome José não me parece ter sido escolhido ao acaso. Tal como não o foram o apelido Homem , nem o verdadeiro nome de Carmela, Maria Pessoa e nem mesmo o apelido de Antonino, Salvador. Gosto quando os nomes das personagens têm um simbolismo...

Gostaria de um dia voltar a ler o livro um dia com calma para ver se continuo com uma impressão que tive: a ideia de que Fausto não apareceu vivo, depois do desaparecimento no início do livro. Ter aparecido vivo fazia parte da fantasia de José. Este tipo de fantasias são normais numa pessoa solitária. Temos indícios de que Fausto não existe quando José fala com ele e Antonino vem à porta e pergunta se está a falar com um amigo invisível. A partir daí há uma série de outros pormenores que não se percebe bem se acontecem realmente na acção ou se são produto da imaginação de José, um homem solitário... E foi isso que achei particular neste romance.

Assim, num pequeno romance somos tocados por várias questões pertinente como os casamentos falhados, os filhos negligenciados, o suicídio, o racismo, a fé, entre outros...

Valeu a pena!
Profile Image for Rosie.
460 reviews56 followers
April 3, 2025
"- A minha perna é um problema. (…)
- O problema é o chão da terra de onde vieste.
- Este chão é bom?
- Este chão come apenas o que a morte lhe oferece.
Na província do rapaz não. Parece ser o chão um bicho devorador, que explode, morde e lambe o que nele vier. Ao pouso mais leve do calcanhar, estoura um corpo inteiro. Nunca José tinha visto tão claro o que ainda acontecia na antiga colónia – Antonino poderia ser o filho resistente e a metáfora poética. A José espantava agora o argumento: a criança que sobreviveu a um chão que come até as crias da sua gente veio cuspida para a pátria daqueles que os quiseram, em tempos, comer também."
Pág. 75

Que absoluta maravilha encontrar livros assim. (Marta, desta vez foste tu a minha influencer 😁)
Um punhado de páginas… magistralmente tecidas onde cabe lá tanto!
Marlene Ferraz escreve de forma poética, uma história sobre o amor; inusitado, inesperado e tão singelo quanto belo.
Uma luta contra o desapego.
Uma vida inútil sim, se recheada de bens mas vazia de emoções; de cumprir passos expectáveis sem ninguém para amar ou cuidar; de existir fisicamente sem ampliar ao valor máximo que nos enche e preenche.
Em suma, o que confere verdadeiro sentido à vida - o amor, pelo outro, pelos outros pelo mundo.

"- Se me vieres ajudar (…) encaixotados por assunto, ano de edição, língua e autor. (…)
- É melhor pedir a outro. O Serafim do orfanato é bom nas escritas. (…)
- Estou a pedir-te a ti, Antonino, porque és um rapaz esperto.
O rapaz aponta para uma das espingardas.
- Posso pegar?
O velho não pode esconder o desapontamento pela preferência do rapaz numa sala tão completa de inutilidades.
- O que farias com uma espingarda dessas, rapaz? (…)
- Nada. (…)
- Os livros podem ferir mais do que balas.
O rapaz ri-se.
Se os atirares à cabeça?
O velho encurva as sobrancelhas.
- Se os souberes ler com reparo."
Pág. 34

LEIAM!
Profile Image for Inês Fraga.
15 reviews17 followers
March 6, 2020
Uma obra de estreia excecional, com um belíssimo trabalho da palavra, uma prosa poética na medida certa e um enredo bem construído e que prenderá qualquer um.
José Homem, indivíduo solitário e amargo, à espera da morte sem ter quem lhe sinta a falta, vê a sua vida pacata alterada por Antonino, um mutilado na guerra civil de Angola, recebido no orfanato da terra. Aconselho!
Profile Image for Susana.
136 reviews
September 10, 2016
Gostei bastante deste livro. Acho que a escrita tem a marca pessoal da escritora e, apesar de poética, não é demasiado subjectiva, pelo que a leitura acaba por ser bastante fluída. E achei a história interessante, apesar de triste...

Agora o que gostei menos no livro.
Por um lado, acho que a narrativa está demasiado focada no personagem principal. Percebo que tenha sido essa a escolha da autora, mas eu gostaria de ter conhecido a perspectiva de outros personagens (por exemplo dos pais de José Homem, de quem conhecemos as acções mas não percebemos os motivos).
Por outro lado, pode ser só problema meu, mas tive dificuldade em situar a acção no tempo e no espaço. Dei por mim a imaginar que tudo se passava num determinado tempo e espaço e a ter de parar para reajustar esse contexto de acordo com algum dado novo que surgia.
Por exemplo, todo o ambiente que transparece da escrita (o padre que visita as pessoas da aldeia a pé; a ausência de referências a qualquer tecnologia; etc.) levou-me a imaginar a acção num passado mais ou menos distante, embora não conseguisse localizá-lo com precisão, mas, a certa altura, apercebi-me de que afinal se passava na actualidade ou num passado muito recente.
No entanto, no final, juntando todos os dados, continua a haver algo que não bate certo:
-José Homem está quase a fazer 70 anos;
-a mãe morreu com pouco mais de 40 anos;
-há uma personagem que terá morrido em 1972, pouco mais de 1 ano depois da mãe;
-há um menino angolano órfão que menciona Savimbi (falecido em 2002).
Ou seja, no máximo a acção decorre em 2002 e José Homem tinha 40 anos em 1972, que era sensivelmente a mesma idade da mãe!!!
Eu sei que esta fixação com datas e idades roça a obsessão mas é mais forte que eu... ;)

Quanto à localização geográfica, como a autora é de Viana do Castelo e a acção decorre numa aldeia à beira-mar, imaginei que se situasse nessa região, mas as idas frequentes a Lisboa, de carro, indo e vindo no mesmo dia, com tempo para passeios e visitas, levaram-me a suspeitar que não devia ser esse o caso e, de facto, quase no fim, José Homem menciona que mora a cerca de 2 horas de Lisboa...

Também houve aquela questão do crime que fica "mais ou menos" por resolver. Ou seja, fica subentendido quem foi o autor mas não há um verdadeiro desenlace.

Por último embirrei um bocadinho com a pontuação dos diálogos, em que aparece frequentemente uma vírgula a seguir ao ponto final. :)

Dito isto, e apesar da lista de coisas de que gostei menos, devo reafirmar que foi uma leitura que me deu prazer, talvez porque a qualidade da escrita compense largamente esses "detalhes".
Se me cruzar com outro livro desta autora, não hesitarei em lê-lo. :)
Profile Image for Luís Paz da Silva.
63 reviews19 followers
June 5, 2013
É um bonito livro sobre a complexidade das relações humanas e da imprevisibilidade do impacto das mesmas e das suas consequências. Excelente narrativa e boa estrutura - a leitura é deslizante. Alguns personagens são pouco tri-dimensionais (o padre Delfim, por exemplo, é um mero arquétipo e um "grilo falante" pouco conseguido, que está ali para mostrar as incertezas da Autora quanto à sua religiosidade, incertezas essas complementadas pela grafia de "deus" e "cristo" sempre em minúsculas, de quem não quer transigir com as convenções - mas o padre é um santo!) e o final é também bastante previsível e conveniente à história. A abordagem à questão colonial e pós-colonial é, do meu ponto de vista, demasiado convencional e "politicamente correcta". Também não se percebe muito bem o desenvolvimento da investigação policial e respectivas consequências - ainda que perceba a função do detective Adolfo Cão na narrativa. Julgo também que, para a Autora, a prosa é mais importante do que a história. É um livro cheio de frases condenadas a virar "citações". Nesse sentido, é um livro bastante "poético". E muito bem escrito. Foi a minha primeira leitura desta Autora e fiquei curioso para ler mais.
Profile Image for Sofia Simões.
20 reviews2 followers
February 12, 2017
Demora um pouco a ganhar-se ritmo e amor ao livro, mas a partir do meio a narrativa faz-se mais dinâmica.
121 reviews
October 26, 2013
Um romance bem construído e escrito, que a espaços, descomprometidamente nos activa a emoção.
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