Paulo Henriques Britto procura refletir aqui acerca dessa tarefa de tradução. Sem temer assumir atitudes consideradas polêmicas em relação a alguns teóricos, o poeta e tradutor desenvolve suas próprias ideias.
Paulo Fernando Henriques Britto (Rio de Janeiro RJ 1952). Poeta, contista, tradutor e professor. Vive no Rio de Janeiro, exceto nos períodos entre 1962-1964 e 1972-1973, quando mora nos Estados Unidos. Os conhecimentos linguísticos e culturais adquiridos nesses períodos o levam a se especializar nos estudos, bem como trabalhar como professor e tradutor de língua inglesa. Forma-se em português e inglês no curso de letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Pela mesma instituição obtém título de mestre e, mais tarde, torna-se professor em cursos de tradução, criação literária e literatura brasileira. Estreia como poeta, em 1982, com Liturgia da Matéria. À obra seguem-se outros volumes de poesia, como Macau (2003), pelo qual recebe o Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira. Prosador e ensaísta, publica contos em Paraísos Artificiais (2004) e Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (2009), este com textos que partem do álbum homônimo do músico Sérgio Sampaio (1947 - 1994), para falar sobre o tropicalismo. É tradutor de diversas obras importantes, tendo vertido do inglês para o português cerca de 80 livros, entre os quais se destacam O Som e a Fúria, do americano William Faulkner (1897 - 1962), e Beppo, do inglês Lord Byron (1788 - 1824).
É um livro voltado para tradutores. Paulo Henriques Britto é pragmático, objetivo e manja para um caramba do assunto. Trás outros pontos de vista, concoda, discorda, cria pontes. Em regral eu não costumo trazer pra cá minhas leituras acadêmicas, mas desconfio que todo leitor tiraria proveito de ver como funcionam as linhas de racionício, o processo, vislumbrar as dificuldades e as escolhas de sofia que permeiam a vida de um tradutor.