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Предания и легенди

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Тази книга представлява фикционализирано пресъздаване на исторически легенди с противоречиво и шокиращо съдържание. От художествена гледна точка, тези истории са изящни произведения, написани в романтически дух и имащи образователна стойност по отношение на историята и фолклора.

Сборникът „Предания и легенди" съдържа португалски „хроники, легенди, стихове или каквото там са," както ги нарича самият Еркулану. Сцена на събитията са замъци, готически катедрали, пустинни местности. Там се сблъскваме с лековерния португалски владетел дон Фернанду и вероломната дона Леонор, с мистериозната фигура на свободния зидар (масон) Дейвид Огет, с вещици, магически животни и т.н. В края на книгата можем да се насладим и на една своеобразна португалска „Песен за Роланд".

235 pages, Hardcover

First published January 1, 1851

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About the author

Alexandre Herculano

355 books62 followers
Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, a Portuguese novelist and historian. Born of humble stock, his grandfather was a foreman stonemason in the royal employ.

Privation made him a man, and in his works, he proves a poet of deep and considerable power of expression. The stirring incidents in the political emancipation of Portugal inspired his muse, and he describes the bitterness of exile, the adventurous expedition to Terceira, the heroic defense of Oporto, and the final combats of liberty.

In 1837 he founded the Panorama in imitation of the English Penny Magazine, and there and in Illustraco he published the historical tales which were afterwards collected into Lendas e Narratives; in the same year he became royal librarian at the Ajuda Palace, which enabled him to continue his studies of the past. The Panorama had a large circulation and influence, and Herculano's biographical sketches of great men and his articles of literary and historical criticism did much to educate the middle class by acquainting them with the story of their nation, and with the progress of knowledge and the state of letters in foreign countries.

Grave as most of his writings are, they include a short description of a crossing from Jersey to Granville, in which he satirizes English character and customs, and reveals an unexpected sense of humour. A rare capacity for tedious work, a dour Catonian rectitude, a passion for truth, pride, irritability at criticism and independence of character, are the marks of Herculano as a man. He could be broken but never bent, and his rude frankness accorded with his hard, sombre face, and alienated mens sympathiea though it did not lose him their respect. His lyrism is vigorous, feeling, austere and almost entirely subjective and personal, while his pamphlets are distinguished by energy of conviction, strength of affirmation, and contempt, for weaker and more ignorant opponents. His History of Portugal is a great but incomplete monument.

A lack of imagination and of the philosophic spirit prevented him from penetrating or drawing characters, but his analytical gift, joined to persevering toil and honesty of purpose enabled him to present a faithful account of ascertained facts and a satisfactory and lucid explanation of political and economic events. His remains lie in a majestic tomb in the Jerónimos Monastery at Belem, near Lisbon, which was raised by public subscription to the greatest modern historian of Portugal and of the Peninsula. His more important works have gone through many editions and his name is still one to conjure with.

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3 (1%)
Displaying 1 - 7 of 7 reviews
Profile Image for tiago..
468 reviews133 followers
February 9, 2021
Não posso concordar com Alexandre Herculano quando, no prefácio, chama a este volume de histórias um "marco humilde e rude" na história literária portuguesa. De humilde não tem nada, e de rude muito pouco. É certo que algumas histórias, como A Destruição de Áuria pecam de falta de amanhamento e, talvez até, perdoem-me a ousadia, de algum excesso de dramatismo. Mas por cada Áuria há várias Abóbadas, Alcaides de Santarém ou até mesmo Damas de Pé de Cabra, verdadeiras obras-primas que mostram tudo o que de melhor há na escrita de Herculano.

Muito mais que meramente introduzir o romance histórico na literatura portuguesa, este volume tem alguns dos seus maiores expoentes, realizados com inflexível rigor histórico*, sem detrimento do interesse da história. Um livro que demostra claramente porque é que Alexandre Herculano é, na minha humilde opinião, o expoente do romantismo português, longe dos excessos românticos de autores como Camilo Castelo Branco ou Almeida Garrett, excesso este que, como o próprio autor diz neste livro, é "(...) a mais abominável das mil e uma abominações literárias deste abominado e desenfreado século".




* Vá, tirando a Abóbada, que preferiu ir pela via do nacionalismo em vez de reconhecer que foi mestre Huguet o principal responsável da maravilha que veio a ser o Mosteiro da Batalha.
Profile Image for Daniela Rosas.
288 reviews19 followers
September 21, 2018
O que dizer deste livro?
Não sou fã de certo tipo de literatura e com a leitura deste livro fiquei a saber que realmente não gosto muito de lendas sobre a história do nosso país.
Para mim é muito mais fácil ler um livro de história com factos do que ler uma ficção com os reis de Portugal, os monumentos e os acontecimentos históricos.
Esta leitura foi extremamente cansativa e demorada, comparando com outros livros do mesmo gênero.
Fico triste por não ser capaz de dar uma classificação mais elevada a este livro de um autor nacional e que para mim é considerado um clássico da literatura portuguesa.
Mas bem não podemos gostar de todos os livros e este foi um deles.

A Vossa Gothic Clare
Profile Image for Tomé Silva.
16 reviews1 follower
July 9, 2018
lendas e narrativas dividem-se entre essas mesmas duas categorias de ficção histórica. as lendas (tal como o rimance da dama pé-de-cabra) não têm a pretensão de terem factualmente acontecido, pertencendo totalmente ao ramo da fantasia; já as narrativas baseiam-se em acontecimentos históricos que são revestidos de ficção do punho do autor (tal é o caso de mestre gil).

a escrita de alexandre herculano, ainda ser de caráter metafísico (nem a isso aponta), não deixa de ser cinematográfica e pictórica na descrição e na narração. neste aspeto, muitos dos contos começam com uma construção tanto poética como visual do contexto que serve de ponto de partida. e então, a estrutura da própria história é muito bem medida: há um cuidado rítmico e arquitetónico para manter uma sequência equilibrada entre as partes.

as próprias histórias, não fossem estas obra de um romântico, são vivazes mas obscuras, onde a maldição e as mortes são frequentes. e alexandre herculano sendo um historiador e político, estas não podias deixar de se fundarem no argumento histórico: desde a ocupação muçulmana até ao início do renascimento, com atores sobretudo «portugueses», são explorados as conjunturas históricas, as mentalidades e a alma que fizeram a nação. ao lado desta pesquisa nacionalista, outra, de natureza religiosa: o autor, um católico declarado, procura também a moral que então guiava a fé das pessoas. mas tal como nem sempre são os seus protagonistas portugueses, também a sua visão em relação à igreja não é a de um fanático ou fundamentalista (há até, apesar dos insultos aos pagãos, um certo respeito para com os outros cultos).

a crítica à igreja é encontra em contos como o bispo negro. e críticas políticas são encontradas em contos como mestre gil. este conto está recheado de farpas, e é talvez suspeito que o autor já aí declare a sua descrença política (que o levaria à sua quinta dos lobos). nesse mesmo conto encontra-se uma das particularidades do autor: a descrição. apesar de o enredo centrar-se na tentativa de regicídio, o capítulo central é aquele da procissão de corpus, onde, em género de mosaico, assistimos a uma extensa descrição do que se vê pela dita procissão. talvez saramago tenha vindo retirar alguma coisa a este conto.

em geral, a escrita é acessível, ainda que com alguns arcaísmos, e alguns erros tipográficos mas também talvez ortográficos (como a escrita de «conjectura» em vez de «conjuntura» a páginas 380). para finalizar, penúltimo texto (o cronista: viver e crer de outra época) incluído no segundo capítulo o texto original que evoluiu para o bispo negro. a versão individual tem a voz de um contador de histórias, já está versão incluída parece mais um «texto de trabalho», por assim dizer, uma crónica sem grande oralidade. a leitura desta última não adiciona muito à experiência, mas é interessante ver alguns das diferenças entre as duas versões. além disso, diga de leitura é a enorme nota de rodapé que é aí adicionada, e que apresenta toda a filosofia e intenção destas lendas e narrativas.
Profile Image for SenecaEstáMorto.
19 reviews1 follower
May 30, 2023
Dou 4 estrelas a este livro, não pelo prazer da leitura em si ou dos temas, mas pelo prazer que a qualidade da escrita do autor me proporcionou e pelo que retiro no fim deste livro.

Alexandre Herculano escreve frases e expressões magníficas e o modo como descreve as personagens, o pormenor das ações e das suas emoções elevam esta antologia de lendas e narrativas históricas que, de outro modo, ficariam esquecidas na lama dos anos.

A minha história preferida foi a da Dama do Pé de Cabra, porque é uma lenda de que gosto muito.

No fim da leitura deste livro, fica na minha memória feitos e personagens históricas que ganham cores e vida que os livros de História não conseguem pintar por completo. Na minha humilde opinião, Os Lusíadas não conseguiram cantar a maioria dos personagens históricos de maneira tão memorável como Herculano consegue escrever neste livro.
Profile Image for José  Silva.
6 reviews1 follower
Read
December 25, 2020
"Lendas e Narrativas", publicadas em dois volumes em 1851, conheceram até à morte do autor mais três edições (1858, 1865 e 1877). A colectânea é constituída, na sua maioria, por textos publicados entre 1839 e 1844, na revista literária "O Panorama". Os textos retratam pormenorizadamente contextos sociais passados, bem reveladores do profundo conhecimento histórico de Alexandre Herculano
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