A ideia de uma trajetória de retrabalho da memória me intrigou desde a sinopse, mas gostei ainda mais do desenvolvimento do livro. Não é uma narrativa linear, mistura cenas da adolescência da narradora à momentos de sua rotina na terceira idade e à memórias de momentos breves. Momentos que, ao longo da leitura, vamos juntando como peças de um quebra-cabeças, que nos ajuda a entender a personalidade e a história da personagem, de seu pai e de sua amiga de infância. Em suma, o romance envolve trauma, memória e ditadura, três eixos pelos quais me interesso muito.