«Mare Nostrum ilustra o modo como a Coroa portuguesa e a nobreza que a servia se empenharam na construção do império ultramarino. O país buscava o seu lugar no mundo, e encontrou-o ao desafiar o mar; os monarcas e vários sectores da nobreza do reino envolveram-se nessa aventura, buscando honra e proveito. Foi com esse propósito que enfrentaram o mar oceano, terras estranhas e gentes desconhecidas; cada um cumpriu o seu percurso, mais ou menos feliz, mas todos contribuíram para a construção do império. Neste conjunto de estudos biográficos de monarcas [D. Afonso V, D. João II, D. Manuel I e D. João III] e de fidalgos e navegadores [como Simão de Andrade, Leonel Coutinho, D. Duarte de Meneses, D. Henrique de Meneses ou Vasco Fernandes Coutinho] fascinou-me particularmente o modo como podemos ver a articulação entre a manifestação das vontades individuais e as dinâmicas sociais que as influenciavam. Como não é o Destino que move a História, mas a vontade dos homens, estes casos individuais são verdadeiras lições sobre a construção da História ao longo do Tempo.»
JOÃO PAULO AZEVEDO OLIVEIRA E COSTA nasceu em Lisboa, a 1 de Abril de 1962. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1984), Mestre (1989) e Doutor em História da Expansão Portuguesa (1998), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com as teses A descoberta da civilização japonesa pelos portugueses e O Cristianismo no Japão e o Episcopado de D. Luís Cerqueira, respectivamente. É Professor Catedrático no departamento de História da FCSH/UNL e foi Director do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar, entre 2002 e 2020. É membro correspondente da Academia Portuguesa da História, membro do Comité Internacional do Seminário Internacional de História Indo-Portuguesa, membro da Direcção do Centro de Estudos de Povos e Culturas de Expressão Portuguesa da Universidade Católica Portuguesa, fundador do Bulletin of Portuguese Japanese Studies e director dos Anais de História de Além-Mar, ambos editados pelo CHAM. Coordenador da Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa, foi um dos coordenadores científicos das Biografias dos Reis de Portugal e autor de D. Manuel I, publicado nessa colecção. Foi ainda Presidente da Associação de Amizade Portugal-Japão, entre 2001 e 2005, tendo sido condecorado, pelo Imperador do Japão, com a Ordem do Sol Nascente, Raios de Ouro com Roseta, em 2015. Dentre a sua obra científica destacam-se: A descoberta da civilização japonesa pelos Portugueses (Macau, 1995); O Japão e o Cristianismo no Século XVI. Ensaios de História Luso-Nipónica (Lisboa, 1999), D. Manuel I, um príncipe do Renascimento (Lisboa, 2005); A Interculturalidade na Expansão Portuguesa (Lisboa, 2007, com Teresa Lacerda); Henrique, o Infante (Lisboa, 2009), Episódios da Monarquia Portuguesa (2013); Mare Nostrum: em busca de honra e riqueza (2013); História da Expansão e do Império Português (coordenador e coautor) (2014); Os Descobrimentos Portugueses. O início da globalização (2018) e The Cape Route and the Silk Roads (coeditor, com Carmen Amado Mendes) (no prelo). Iniciou-se na escrita de ficção com o romance O Império dos Pardais (2008), a que se seguiu O Fio do Tempo (2011), O Cavaleiro de Olivença (2012), O Samurai Negro (2016), Xogum - O Senhor do Japão (2018), A Dama do Quimono Branco (2019) e A Estreia do Auto da Índia (2021).
Tendo gostado tanto da biografia de D. Manuel I do mesmo autor senti curiosidade em relação a este "Mare Nostrum". Algumas informações aqui presentes constam da dita biografia tornando-se assim a narrativa um pouco repetitiva para quem leu a história de vida de D. Manuel há tão pouco tempo. Mesmo assim gostei de aprender mais sobre os capitães.