Já não lia Bishop há muito tempo e depois de pegar neste livro e progredir na sua leitura apercebi-me de quantas saudades já tinha.
Anne Bishop é uma das minhas escritoras favoritas e pegar num livro dela faz-me sempre sentir em casa, em família.
O Mundo Efémera é provavelmente, a minha série menos predilecta da autora. Depois de Belladonna, um bom livro com um GRANDE final mas um personagem masculino que me tirou do sério e não era suposto, temos Ponte de Sonhos, uma boa história e um livro que me fez gostar mais de Michael e que me recordou a afeição que tinha por outras personagens.
Gostei de rever Belladonna e a sua luta para manter o equilíbrio entre a Luz e a Escuridão dentro de si mesma, Sebastian e o seu instinto protector e o Provocador, que sempre me consegue tirar uma gargalhada. Mas o destaque neste livro vai para Lee, o irmão de Gloriana. Gostei muito de acompanhar a sua jornada, que foi em grande medida interior. Lee não só descobre o amor, como consegue finalmente entender-se a si próprio e às decisões da sua irmã que tanto o perturbaram.
Ficámos também a conhecer novas personagens como Danyal, Kobrah, Zahar e suas irmãs pertencentes a uma nova raça, as tríades: "Três que são uma e uma que são três".
Tive pena de não saber mais sobre o Provocador e Kobrah, bem como mais sobre o destino das Tríades, não só as protagonistas como as restantes e penso que tudo isto fazia falta à narrativa.
Apesar de na recta final ter abrandado um pouco, foi no geral um belíssimo livro e fez-me gostar muito de revisitar Efémera e as suas paisagens. "Viaja com leveza, pois o que levas contigo torna-se parte da paisagem".