“Eu queria poder lhe mostrar nos seus momentos de solidão ou escuridão a impressionante luz do seu próprio ser – Hafiz.”
Demorei um pouco para começar a escrever essa resenha porque… quem sou eu para julgar a vida de outra pessoa? Natasha Sizlo, autora e protagonista do livro, é uma mulher adulta, na casa dos 40, enfrentando uma situação inédita para ela.
Pela idade, talvez Natasha, esperava dela mesmo uma situação diferente, talvez que estivesse em uma família tradicional, com um emprego estável ou desempenhando o papel da dona de casa perfeita. Mas não é isso que encontramos em sua história. O que vemos é uma mulher desestabilizada, passando por um segundo divórcio e, de certa forma, “quebrada” (ao melhor estilo “Los Angeles de ser”).
“Você não se afoga quando cai na água, você se afoga quando continuam nela.”
Ao longo do livro, Natasha atravessa muitas fases. O que mais me marcou foi sua insistência: tanto nos erros quanto nos acertos. No fim das contas, ela é “gente como a gente”. Quer evoluir, melhorar, ser uma pessoa melhor, mas também faz merda, como qualquer um de nós.
“O amor não é um jogo a ser vencido.”
Em sua busca que, na minha opinião, beira o comportamento de quem está com alguns parafusos soltos, eu esperava que ela aprendesse mais e errasse menos. Mas, como já disse, quem sou eu para julgar a jornada de outra pessoa? O que me deixou satisfeita foi perceber que, no final, ela parece ter aprendido a aproveitar o momento, deixar as coisas fluírem e não se cobrar tanto.
“As vezes eu acho que fazer loucuras é a única maneira de permanecer sã.”
Confesso que peguei esse livro acreditando que viajaria pelas ruas de Paris em uma história encantada. Erro meu. Talvez eu devesse ter lido alguma resenha antes. Mas tudo bem: todo livro ensina alguma coisa, e este não foi diferente. Saio dessa leitura um pouco mais madura, compreendendo melhor as razões de Natasha e, principalmente, refletindo sobre como suas questões me ajudam a não repetir os mesmos caminhos dela.
Como diria Sirius Black: “Todos nós temos tanto a luz quanto as trevas dentro de nós, e o que importa é a parte que escolhemos agir. É isso que realmente nos define.”
No fim, acredito que Natasha aprendeu muito com essa experiência, primeiro porque era impossível não aprender; segundo porque ela realmente precisava se colocar mais no lugar do outro. Para mim, um dos diálogos mais importantes do livro é o que ela tem com Phillipe depois de voltar de Paris. É nesse momento que Natasha demonstra, de fato, ter mudado.