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E Se Obama Fosse Africano?

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'E se Obama fosse africano?' reúne o que Mia Couto chama de 'interinvenções', neologismo que expressa o sentido destes artigos, quase todos transcrições de palestras proferidas pelo autor em eventos na África, na Europa e no Brasil. Neles, o autor aborda temas como a corrupção, o autoritarismo, a ignorância, os ódios raciais e religiosos, mas também a tradição oral e culturas locais, o vigor artístico, as relações complexas entre o português e as línguas nativas, e a influência de Jorge Amado e Guimarães Rosa sobre a literatura luso-africana.

202 pages, Paperback

First published January 1, 2009

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About the author

Mia Couto

109 books1,433 followers
Journalist and a biologist, his works in Portuguese have been published in more than 22 countries and have been widely translated. Couto was born António Emílio Leite Couto.
He won the 2014 Neustadt International Prize for Literature and the 2013 Camões Prize for Literature, one of the most prestigious international awards honoring the work of Portuguese language writers (created in 1989 by Portugal and Brazil).

An international jury at the Zimbabwe International Book Fair called his first novel, Terra Sonâmbula (Sleepwalking Land), "one of the best 12 African books of the 20th century."

In April 2007, he became the first African author to win the prestigious Latin Union Award of Romanic Languages, which has been awarded annually in Italy since 1990.

Stylistically, his writing is heavily influenced by magical realism, a style popular in modern Latin American literature, and his use of language is inventive and reminiscent of Guimarães Rosa.

Português)
Filho de portugueses que emigraram para Moçambique nos meados do século XX, Mia nasceu e foi escolarizado na Beira. Com catorze anos de idade, teve alguns poemas publicados no jornal Notícias da Beira e três anos depois, em 1971, mudou-se para a cidade capital de Lourenço Marques (agora Maputo).
Iniciou os estudos universitários em medicina, mas abandonou esta área no princípio do terceiro ano, passando a exercer a profissão de jornalista depois do 25 de Abril de 1974. Trabalhou na Tribuna até à destruição das suas instalações em Setembro de 1975, por colonos que se opunham à independência. Foi nomeado diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e formou ligações de correspondentes entre as províncias moçambicanas durante o tempo da guerra de libertação. A seguir trabalhou como diretor da revista Tempo até 1981 e continuou a carreira no jornal Notícias até 1985.
Em 1983 publicou o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho, que inclui poemas contra a propaganda marxista militante. Dois anos depois demitiu-se da posição de diretor para continuar os estudos universitários na área de biologia.

Além de ser considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, é o escritor moçambicano mais traduzido. Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué.

Na sua carreira, foi também acumulando distinções, como os prémios Vergílio Ferreira (1999, pelo conjunto da obra), Mário António/Fundação Gulbenkian (2001), União Latina de Literaturas Românicas (2007) ou Eduardo Lourenço (2012). Ganhou em 2013 o Prémio Camões, o mais importante prémio para autores de língua portuguesa.

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18 (4%)
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2 (<1%)
Displaying 1 - 28 of 28 reviews
Profile Image for Carolina.
86 reviews20 followers
January 27, 2020
“Compete-nos desarmadilhar o mundo para que ele seja mais nosso e mais solidário. Todos queremos um mundo novo, um mundo que tenha tudo de novo e muito pouco de mundo. A isso chamaram de utopia. Sabendo que esta palavra contém já uma cilada. A palavra ‘utopia’, que vem do grego, quer dizer o ‘não-lugar’ (em contraponto com o lugar concreto que é o nosso mundo real). Mas eu não estaria fazendo poesia se dissesse que, nas condições de hoje, aconteceu uma curiosa inversão: o chamado mundo real é aquele que se apresenta como um verdadeiro não-lugar, um lugar vazio onde cabemos apenas como ilusão virtual. Não sei se poderemos chamar de lugar ao território onde vivemos uma vida que nunca chega a ser nossa e que, cada vez mais, nos surge como uma vida pouco viva” (p. 95-96).

Esse foi o primeiro livro de Mia Couto que li; escrita leve, poética, singela e profunda. O escritor moçambicano fala muito de seu país, da África, de línguas e linguagens, de escrita e de viagens.

Neste livro há textos apresentados em conferências ou em palestras curtas, e me deu vontade de ler uma ficção escrita por Mia Couto. Vou seguir a lista de livros para 2020, mas manter essa perspectiva em mente para as próximas leituras.

Segundo livro de 2020 concluído!
Profile Image for Gabriel Franklin.
504 reviews41 followers
July 9, 2022
"É fácil (embora se vá tornando raro) ser-se solidário com os outros. Dificil é sermos os outros."
Profile Image for Sara Jesus.
1,774 reviews128 followers
October 7, 2019
Estes textos correspondem a ensaios e a cronicas em que Mia Couto refere sobre questões ambientais;politicas; culturais e sociais. Os meus favoritos são quando Couto discursa sobre a oralidade, em que fala do "culto dos antepassados" e no escritor brasileiro João Rodrigues Rose. Também tem um ensaio em que ele refere Jorge Amado. E outro dos meus favoritos o da lusofonia.

Mia Couto rescreve a escrita, nasceu em Moçambique e tem pais pais portugueses. Se sente a margem. Mas a sua "pátria é a língua portuguesa", ele preserva as tradições africanas como as portuguesas.
Profile Image for Ana.
148 reviews1 follower
October 2, 2019
Mia Couto, este senhor nunca me decepcionou, para mim ele é brilhante na ficçao, na nao-ficçao e na poesia. Este é um livro de ensaios em que ele fala de diversos assuntos: literatura, biologia (nao sabia que ele também é biologo), politica, musica e lusofonia.
Ele escreveu tao lindo sobre Guimaraes Rosa e Jorge Amado:

Deve ser dito (como uma confissão à margem) que Jorge Amado fez pela projecção da nação brasileira mais do que todas as instituições diplomáticas juntas.
Não se trata de ajuizar o trabalho dessas instituições, mas apenas de reconhecer o imenso poder da literatura.

Em minha casa, meu pai — que era e é poeta — deu o nome de Jorge a um filho e de Amado a um outro. Apenas eu escapei dessa nomeação referencial.


Moçambique é igual o Brasil, também ja ouvi essa lorota de que somos um povo pacifico:

A violência em Moçambique resulta do facto de persistir o mito de que nós, moçambicanos, somos um povo não violento, um povo ordeiro. Esta mistificação é tão enraizada que muitos acreditam profunda e genuinamente nela. Pode ter havido dezesseis anos de guerra civil, de uma guerra cruel, violentíssima, pode ter havido tudo isso muito recentemente, mas mesmo assim ninguém retira do discurso que construímos sobre nós mesmos que os moçambicanos são um povo não violento.
Podem ocorrer linchamentos e o povo queimar e apedrejar até à morte indiciados de crimes, mas isso não afecta nada. Nós somos e seremos para sempre um “povo pacífico”.


Outros fragmentos:

Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitámos tão pouco.


Em algumas línguas de Moçambique não existe a palavra “pobre”. Um pobre é designado como sendo chisiwana, expressão que quer dizer órfão. Nessas culturas, o pobre não é apenas o que não tem bens, mas é sobretudo o que perdeu a rede das relações familiares que, na sociedade rural, serve de apoio à sobrevivência. O indivíduo é pobre quando não tem parentes. A pobreza é a solidão, a ruptura com a família.

Num futuro muito breve, o verdadeiro órfão é aquele que não dispõe de computador, telemóvel e de cartão de crédito.


É fácil (embora se vá tornando raro) ser-se solidário com os outros. Difícil é sermos os outros. Nem que seja por um instante, nem que seja de visita. Dizemos que somos tolerantes com as diferenças. Mas ser-se tolerante é ainda insuficiente. É preciso aceitar que a maior parte das diferenças foi inventada e que o Outro (o outro sexo, a outra raça, a outra etnia) existe sempre dentro de nós.

Todo o homem se torna próximo na luta a favor da humanidade. Ibsen foi um escritor e um lutador. Nas suas notas na peça A casa das bonecas ele escreveu: “Uma mulher não pode ser ela própria nesta sociedade que se construiu como uma sociedade masculina com leis traçadas por homens e por juízes masculinos que julgam a sociedade a partir de critérios masculinos”. E nós, moçambicanos, estamos olhando Moçambique como uma entidade masculina.
A nossa sociedade vive em permanente e generalizado estado de violência contra a mulher. Essa violência é silenciosa (eu preferia dizer que é silenciada) por razões de um alargado compadrio machista. Os níveis de agressão doméstica são enormes, os casos de violação são inadmissíveis.
Profile Image for Gustavo Nonsense.
19 reviews3 followers
March 28, 2016
A escrita de Mia Couto é maravilhosa. Leve, limpa, belíssima e emocionante. Ao ler Mia Couto pela primeira vez através desse livro, tive vontade de ler tudo o que ele já escreveu. Aqui alguns belos trechinhos dessa obra:

"Lembrei-me de uma pequena lição que aprendi este ano, numa pequena aldeia de Moçambique. Quando fui recebido pelos chefes tradicionais eles quiseram saber de mim, da minha viagem. 'Cheguei há três dias', comecei por dizer. E logo o régulo me corrigiu: 'Não, você só chegou agora, agora que estamos abrindo o coração do lugar'. De outro modo, o que este homem dizia era que os lugares não são coisas. São entidades vivas, possuem um coração que está nas mãos daqueles que falam com as vozes do chão."
[Rios, cobras e camisas de dormir]

"É por isso que é estranho nos perguntarmos hoje sobre o gosto de vaguear. O tema do nosso encontro deveria, de facto, ser invertido. E a pergunta seria: Por que temos gosto em ficar parados em vez de deambularmos constantemente? Ficar é a excepção. Partir é a regra. O Homo sapiens sobreviveu porque nunca parou de viajar. Dispersou-se pelo planeta, inscreveu a sua pegada depois do último horizonte. Mesmo quando ficava, ele estava partindo para lugares que descobria dentro de si mesmo. "
[O incendiador de caminhos]

"A infância não é um tempo, não é uma idade, uma coleção de memórias. A infância é quando ainda não é demasiado tarde. É quando estamos disponíveis para nos surpreendermos, para nos deixarmos encantar. Quase tudo se adquire nesse tempo em que aprendemos o próprio sentimento do Tempo."
[Quebrar armadilhas]
Profile Image for Susana.
136 reviews
December 29, 2012
Nunca tinha lido este registo do Mia Couto: intervenções públicas sobre variados assuntos.
Em geral gostei das palavras e das ideias transmitidas, mas os diferentes textos deixaram-me uma impressão diferente, mais ou menos marcada, consoante o assunto estivesse menos ou mais centrado no contexto de Moçambique e da "africanidade".
Gostei em particular do último texto que dá título ao livro e que foi escrito em 2008 no rescaldo da primeira eleição de Obama. Aqui fica um pequeno trecho: "Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?)."
Profile Image for Giuliana Ferrari.
60 reviews
March 25, 2021
Seria provavelmente 4 estrelas se as opiniões do Mia Couto a respeito da 'vitimização' dos povos africanos não fosse tão problemática. Uma vez, a gente até perdoa. Mas esse tema se estendeu por muitos ensaios e ficou cansativo argumentar mentalmente com os momentos 'ok, boomer' dele...
3.5. estrelas
Profile Image for Maria Jardim.
28 reviews1 follower
July 14, 2020
Só me questiono de ter demorado tanto para ler Mia Couto, que escrita especial.

“Falamos em ler e pensamos apenas nos livros, nos textos escritos. O senso comum diz que lemos apenas palavras. Mas a ideia de leitura aplica-se a um vasto universo. Nós lemos emoções nos rosto, lemos o chão, lemos o Mundo, lemos a Vida. Tudo pode ser página. Depende apenas da intenção de descoberta do nosso olhar. Mas o déficit de leitura é muito mais geral. Não sabemos ler o mundo, não lemos os outro. “
Profile Image for Michela.
106 reviews
February 23, 2017
"A esperança não morre por si mesma. A esperança é morta. Não é um assassinio espetacular, não sai nos jornais. É um processo lento e silencioso que faz esmorecer os corações, envelhecer os olhos dos meninos e nos ensina a perder crença no futuro".
Profile Image for MONIQUE FONSECA.
48 reviews1 follower
October 13, 2020
Muito bom os textos para conhecer a realidade de Moçambique e muitas
indicações de autores. Foi por causa desse livro que comecei a ler Jorge Amado.
Profile Image for Bruno Johnson.
11 reviews1 follower
January 7, 2020
Além de exímio romancista, Mia Couto é um exemplar pensador.
Quando me deparei com estes artigos, transcrições de discursos e falas do autor sobre a África (política, história, sociedade, literatura) a relação dele com autor brasileiros como Jorge Amado, Guimarães Rosa...
Fiquei impressionado com a sua inteligência crítica e muito tocado pela forma que ele consegue contar as história, em um relato prosa-poética, com tamanha profundidade.
Através da leitura destes textos, muito poéticos, identifiquei fortemente que, nós brasileiro, temos muito em comum com a África - e me questionei e refleti muito sobre isto.
Indico a leitura.
Profile Image for Irina Borges.
25 reviews1 follower
April 29, 2020
Livro de autenticidade assombrosa, repleto de trechos emocionantes onde de modo corajoso e criativo são abordados os principais impasses da África contemporânea.
Fala-se na corrupção, no autoritarismo, na ignorância, nos ódios raciais e religiosos, mas também na riqueza da tradição oral e nas culturas locais, no vigor artístico, nas relações complexas entre o português e as línguas nativas, e na influência de Jorge Amado e Guimarães Rosa sobre a literatura luso-africana.
Tudo isto é tratado com um rigor intelectual, humor e imaginação poética, que se distancia do discurso árido dos académicos e da retórica demagógica dos políticos.
Leiam, por favor.
Profile Image for Patriciacabrinha.
245 reviews11 followers
March 10, 2023
É interessante ler Mia Couto num registo que não é o habitual dos seus (fabulosos) livros. Contudo, este "conjunto de textos de intervenção que resulta da sua participação em encontros públicos nos últimos anos", não deixa de ter a sua forma bela e poética de olhar o mundo:

"A esperança não morre por si mesma. A esperança é morta. Não é um assassinio espetacular, não sai nos jornais. É um processo lento e silencioso que faz esmorecer os corações, envelhecer os olhos dos meninos e nos ensina a perder crença no futuro".

"Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitámos tão pouco".
Profile Image for Henrique.
1,066 reviews30 followers
January 22, 2024
Meu primeiro Mia Couto não foi o da ficção, mas o dos eEnsaios mesmo. E acho que é uma boa pedida, pois achei muito valioso conhecer o pensamento do Mia Couto, como eu já achava excelentes as entrevistas que de vez em quando ele dava para a imprensa brasileira (aliás, devia ter entrevista com ele toda semana). Há muitas reflexões pertinentes e que fazem pensar, feitas porquem tem sua opinião, mas defende a própria capacidade do leitor em formar a sua.
Profile Image for Jacqueline Lafloufa.
Author 6 books104 followers
March 31, 2019
Eu já deveria saber que ela uma coleção de ensaios e não esperar muita coisa. Mas, por melhor que seja a redação de Mia Couto, por mais interessante que ele seja, ler tantos discursos na sequência pra só chegar no "E Se Obama Fosse Africano?" por último - e ainda ficar decepcionada - não foi uma das minhas melhores experiências de leitura.
41 reviews2 followers
January 19, 2021
- isto que está a cantar é um pássaro?
- é, sim.
- e como se chama este pássaro? - quis eu saber.
- bom este pássaro, nós aqui em Niassa não chamamos bem-bem pássaro. Chamamos de sapo.

~

Mia sendo Mia, escreve muito e bonito. Já merece o Nobel po
Profile Image for Bruno Blois.
2 reviews
July 9, 2021
Good book. Collection of conferences and texts that the author carried out in different countries. They are poetic and very reflective lectures.
Profile Image for Maria Fernanda  Gonzalez.
67 reviews10 followers
February 28, 2017
Leitura essencial para todo mundo que quer entender melhor a África moderna. Mia Couto levanta questões bastante pertinentes sobre culpa, globalização e o peso da oralidade na construção de uma identidade africana. O último ensaio, que dá nome ao livro, é especialmente pungente em sua crítica às vicissitudes do sistema político em vários países da África.
Profile Image for carpe librorum :).
757 reviews56 followers
Read
June 18, 2015
Tal como acontece em Pensageiro Frequente, este livro não é ficção mas antes uma coleção de discursos interventivos proferidos em diferentes ocasiões e geografias, sobre temas que vão desde a língua até à política, passando sempre pela cultura e pela moçambicanidade. Gosto de conhecer este lado não ficcional dos autores que escrevem ficção.
Profile Image for Luís Garcia.
534 reviews42 followers
December 25, 2015
Alguns dos textos escolhidos para este livro até são bastante interessantes. Contudo, não é o caso do texto que dá nome ao livro, que é pequeno, mal pensado e simplista. Podiam ter escolhido um nome melhor para o livro. Os melhores textos são os de choque cultural e linguístico entre Moçambique e a cultura ocidental.
(lido em Lampang, Tailândia)
Profile Image for Bruno Andreoni.
27 reviews6 followers
September 26, 2011
um guia de desenvolvimento pessoal. Visões do mundo e da sociedade com toda a construção literária do autor
Profile Image for sónia.
245 reviews88 followers
May 23, 2017
I read only a chapter, with the promise that later I'd read it all. So far, though, with only one chapter for one exam, I can say that I'm absolutely in love with Mia Couto <3
Profile Image for Ana Gouveia.
37 reviews2 followers
April 27, 2018
Textos soltos sobre variados assuntos, com reflexões tocantes e que fazem pensar. Destaque para o “quebrar armadilhas”.
Muito bom !!
Profile Image for Sofia Lima.
Author 4 books129 followers
Read
July 9, 2023
*3,5/5

A escrita de Mia Couto é boa, claro, mas acho que me devia ter aventurado na ficção em vez de começar pelos ensaios/intervenções.
Displaying 1 - 28 of 28 reviews