Na imensidão cósmica existe um mundo, Allaryia, de grandes heróis e vilões infames, de seres de uma beleza indescritível e criaturas maléficas de uma fealdade atroz, nações poderosas e impérios tirânicos. Depois de muitas eras que alternaram entre a paz e a discórdia, encontramos neste primeiro volume das Crónicas de Allaryia, um tempo de aparente tranquilidade, de uma calma inquietante, semelhante ao silêncio que antecede a tempestade. Algures, numa câmara escura, subterrânea, algo se move, tentando libertar-se de anos de cativeiro, algo monstruoso, inumano, sedento de sangue e dor. O povo de Allaryia perdeu o seu campeão – Aezrel Thoryn, provavelmente morto numa batalha contra o Flagelo, a força das trevas, em Asmodeon – e mais do que nunca precisa de protecção. Aewyre Thoryn, o filho mais novo do saudoso rei, pega em Ancalach, a espada do seu pai, decide descobrir o que realmente lhe aconteceu e parte a caminho de Asmodeon. O que o jovem guerreiro não podia prever era que a sua demanda pessoal se iria transformar, à medida que os encontros se vão sucedendo, na demanda de um grupo particularmente singular, que reunirá a mais estranha e inesperada mistura de seres - Allumno, um mago, Lhiannah, a bela princesa arinnir, Worick, um thuragar, Quenestil, um eahan, Babaki, um antroleo, Taislin, um burrik, Slayra, uma eahanna negra e o próprio Aewyre. O ritmo a que se sucedem as aventuras é absolutamente alucinante, a cada passo surgem perigos mais tenebrosos, seres aterradores que esperam, ocultos nas sombras, o melhor momento para atacar e roubar a tão desejada Ancalach… Mas os laços de amizade que unem o grupo estão cada vez mais fortes e, juntos, sentem-se capazes de enfrentar qualquer inimigo.
"Frequentei a Academia de Sta. Cecília durante um ano. De seguida ingressei na Escola Alemã de Lisboa, que frequentei desde o jardim de infância até ao 12º ano. Ganhei uma perspectiva diferente através do contacto com uma cultura tão sui generis e tão antagónica à nossa como a dos alemães. Cedo cultivei um gosto pela literatura fantástica, atiçado pelo meu interesse pela Idade Média e por uma fortuita descoberta durante o 8º ano na biblioteca da escola: A Tolkien Bestiary. Desde então a fantasia tem sido para mim uma insaciável paixão. Principiei a fazer os esboços de uma aventura aos 16 anos, que lentamente foram evoluindo para uma obra de quase 600 páginas. Concorri com A Manopla de Karasthan ao Prémio Branquinho da Fonseca, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian e o jornal Expresso, em Janeiro de 2001. Fui informado de que era o vencedor em Novembro desse mesmo ano. Estabeleci contacto com a Editorial Presença em Janeiro de 2002 e o livro foi publicado em Abril, seguido em Dezembro desse ano por Os Filhos do Flagelo, o segundo volume da saga, e assim iniciei a minha carreira literária. Completei três anos do curso de Línguas e Literaturas Modernas, até me aperceber de que já escolhera o meu caminho na vida, e de que já caminhava nele.", in Filipe Faria
I've read better stuff. The writing is very childish in my opinion but according to my accounts, Filipe was 15/16 years old when he wrote this, so a lot of it is explained. The background story is okay. It's very similar to other big epic fantasy stories, such as Lord of the Rings, but I guess it is also hard to write something totally unrelated to such a big book. Lot of the situations are predictable and if Filipe wouldn't purposely make some of them a secret, you could guess most of the things. Still, if you really like fantasy and if you really don't mind with his poor writing you will be able to like this book or ate least reading it without hating it totally.
Este é o primeiro livro das Crónicas de Allarya e é também o primeiro livro de Filipe Faria que leio. Ao início fez-me lembrar imenso O Senhor dos Anéis. Não pela estória em si mas sim pela caracterização. Tenho apenas a dizer que foi uma excelente experiência ler este livro! Não conhecia a escrita de Filipe Faria, mas já tinha este livro na minha estante a chamar-me há muito tempo.
Após este grupo, tão diferentes uns dos outros, se ter juntado, a aventura começa. Aewyre como seu líder tenta comandar este grupo na sua demanda mas em que vão aparecendo obstáculos atrás de obstáculos que mesmo com as suas diferenças, o grupo une-se, cria laços de amizade (às vezes mais que isso) e conseguem ir ultrapassando as dificuldades com maior ou menor custo.
O Filipe consegue construir aqui um mundo de raiz, cheio de imaginação e com habitantes inesperados. Apesar de achar que se nota que este livro foi o seu primeiro, não nos deixa de cativar à sua leitura.
Recomendo vivamente para quem gosta de fantasia, mundos diferentes e muito humor e amizade à mistura, mesmo entre raças tão opostas.
Existem livros que nos marcam e se tivesse de escolher um seria sem duvida "A Manopla de Karasthan" do Filipe Faria.
Lançado em Abril de dois mil e dois este livro marcou o inicio de uma Era, não só pessoal, mas principalmente na literatura nacional. Longe iam os dias áureos das colecções de Ficção Científica, como a de Livros Azuis da Caminho ou a Nébula da Europa-America, colecções moribundas que morreriam pouco tempo depois. É então que a editora Presença decide lançar duas colecções quase seguidas: a Viajantes no Tempo em Julho de dois mil e dois, uma colecção de Ficção Científica com grandes nomes do género e que tentou também lançar nomes portugueses e claro a Via Láctea do qual este foi o seu primeiro titulo. “A Manopla de Karasthan” trazia consigo o prestígio do Prémio Branquinho da Fonseca de Literatura Juvenil instaurado pelo Jornal Expresso e pela Fundação Calouste Gulbenkian e isso talvez explique o risco de começar um nova colecção com o primeiro livro de autor completamente desconhecido (algo que hoje é quase impensável).
Vamos ao livro e comecemos por tirar o óbvio do caminho: é este o melhor livro do mundo? Não. Este livro é uma carta de amor ao género escrito por um jovem adolescente com tudo o que isso implica. A inspiração, para não ir mais longe, são autores e livros como Tolkin e o seu Senhor dos Anéis ou a saga Dragonlance de Tracy Hickman e Margaret Weis e outras influencias como Dungeons & Dragons ou Magic the Gathering. Está lá tudo, as raças, mesmo que com outros nomes, a viagem do(s) herói(s). Enfim todos os clichés que tanto adoramos e simultaneamente odiamos. Este livro é quase uma fanfic. Ao reler este livro agora pela quinta ou sexta vez dou por mim a pensar que esta ou aquela passagem podia ser mais clara e com menos palavras, mas teria eu feito melhor com quinze ou dezasseis anos? Não e não sei se o faria agora (não, não o faria). E é isto que muitos esquecem quando lêem o livro. Quando foi lançado, este livro e o seu autor foram alvo de muito ódio, foram ditas e escritas coisas que ainda hoje me provocam confusão. Mas apesar de tudo isto este livro foi o ponto focal de uma nova geração de autores portugueses. Algo semelhante ao efeito Harry Potter, mas este era nosso, era Português e se ele o podia fazer porque não eu? E para mim mais que a ingenuidade da escrita, dos clichés e de tudo que possam apontar de negativo ao livro o facto de ter servido de inspiração a tantos de nós, leitores e escritores, justifica por si só a sua publicação. No momento em que li este livro tivesse eu lido outro livro, como “O Senhor dos Anéis” teria ele me inspirado a ler mais como “A Manopla de Karasthan” fez? Não sei e nunca irei saber, mas gosto de pensar que sim, que foi o livro certo no momento certo para me tornar o leitor que sou hoje. É o livro que pais, tios ou simplesmente amigos dão de prenda a uma nova geração de leitores na expectativa que tenha neles o efeito que teve em quem ofereceu (na feira do livro do Porto assisti a um caso destes). Eu espero o dia em possa dar a conhecer este livro (e seguintes claro) à minha sobrinha e ver nela o que eu senti quando o li pela primeira vez. E este é talvez o maior elogio que eu possa fazer, ter gostado e ter me marcado tanto que o quero partilhar com a próxima geração.
Se estão à procura de um livro que possa agradar a uma nova geração este pode ser o livro ideal, mas se vocês já são leitores “velhos” como eu então é provável que vejam mais os seus defeitos do que as suas virtudes apesar de alguns conseguirem perceber o porquê do seu sucesso e do carinho com que fãs como eu falam dele.
E antes que comecem a pensar o pior posso desde já garantir que os livros seguintes melhoram muito, mesmo muito, mas mesmo muito e nada fica a dever ao autores estrangeiros que são a primeira escolha das editoras portuguesas, o que é uma pena.
Podem odiar ou amar, mas não podem negar o lugar que este livro tem na História da Literatura Nacional. Bem sei que não falei da história, mas não me dou a sinopses e se chegaram aqui é porque já a conhecem, quis falar do quanto o livro significa para mim e para tantos outros e talvez no processo aguçar-vos a curiosidade para ler ou dar a ler. Espero ter conseguido pelo menos umas das duas.
Entrei na leitura conjunta da @shadow_frozen e eis que me iniciei nesta aventura, que são As Crónicas de Allaryia de Filipe Faria. A primeira aventura tem como nome A Manopla de Karasthan, que superou as expectativas.
Ao início devo confessar que foi complicado de entrar: a história das eras, os nomes das personagens e as características de cada uma foi complicado de interiorizar. Talvez por culpa minha e não do livro, mas isso não vos sei precisar.
Depois do arranque que foi complicado só devo admitir que o difícil foi parar de ler. Houve personagens que me conquistaram e agarram o meu coração, mas que ao mesmo tempo me irritaram, depois voltavam a surpreender-me pela positiva. O personagem principal, devo confessar que é, para mim, um personagem agridoce: há momentos que consigo gostar, na maioria dos momentos só me faz revirar os olhos.
Nesta aventura, juntamo-nos a Aewyre para a sua demanda de procurar pela Manopla de Karasthan. A que isso nos leva? a mais companheiros nesta viagem, cada um mais diferente do que o anterior e foi essa diferença entre todos que criou as situações mais cómicas, a união improvável onde todos ganharam a confiança uns dos outros, e seguiam viagem, mesmo que sem grande motivo por vezes.
Um mundo novo, personagens diversificadas, porrada, confusão, mistério e algum amor que tudo misturado dão este livro, que foi muito bom!
Eu tenho este problema com primeiros livros de séries: geralmente é o que menos gosto de toda a série. Por isso, tenho imensa esperança que o segundo ainda seja melhor!
I want to explain one thing to this writer, writing a book is not the same as cooking. In cooking you can grab two recipes, blend them together and create a very tasty dish.
But you can’t do that when it comes to writing a book, you cannot not grab ideas from other writers blend them together and expect a masterpiece. The writers I am talking about are Margaret Weis, Tracy Hickman, creators of the wonderful “Dragonlance” world and J.R.R. Tolkien.
I was extremely upset when Filipe Faria introduces us to a supposed new race called “Burrik “, that is no more than a cheap version of a “Kender” a race that was created by Margaret Weis, Tracy Hickman, and whose copyright that belongs to Wizards of the Coast. I just wonder if the writer thought about that. The only differences are their hair, their ears and the way they dress. I wonder if the author thought he could get away with it, since Dragonlance books are not very popular in Portugal. But unfortunately the similarities do not end with the Burrik.
Other characters resemble characters I also read in Dragonlance or in J.R.R Tolkien books. Another example is Worick which is a copy paste of Flint Fireforge . All of this and the poor writing style, which was childish, makes me want to burn Filipe Faria Books.
I distinctly recall my acquisition of A Manopla de Karasthan by Filipe Faria on the Lisbon Book Fair in 2010, during one of my anual visits to Portugal. With eager anticipation, I embarked on reading it as soon as I was back home, only to find myself profoundly disappointed. The lack of originality, the underwhelming plot, and the apparent instances of plagiarism masked within the story left me disenchanted and questioning the integrity of the work.
One prominent issue that stood out was the writing style, which appeared rather immature. Faria was around 15 or 16 years old when he wrote the book, but it does not excuse the lack of depth and sophistication in the prose. The narrative voice and character dialogue felt amateurish, failing to capture the nuances and complexity needed to engage readers effectively. It became increasingly evident that the writing was a significant weakness of the book. And as a chief editor with over 25 years of experience with the fantasy and science fiction genre, I wonder how would a professional approve the publication of this book.
The plot of A Manopla de Karasthan, marketed as an epic fantasy, unfortunately followed a predictable and unoriginal trajectory. While it's reasonable to expect some similarities to established fantasy classics like The Lord of the Rings, Faria's story felt like a mere replication without bringing any fresh ideas or inventive twists. The narrative lacked the depth and intricacy that would have allowed readers to truly immerse themselves in the unfolding events.
However, what troubled me most was the apparent plagiarism present within the story, drawing uncomfortable parallels to Christopher Paolini's own plagiarism scandal. Faria seemed to shamelessly borrow elements and characters from other prominent fantasy works without providing proper credit or adding originality. The introduction of the "Burrik" race, for example, closely resembled the well-known "Kender" race created by Margaret Weis and Tracy Hickman in the Dragonlance series. The resemblances in appearance, mannerisms, and even clothing were too striking to be coincidental. Similarly, characters like Worick bore an uncanny resemblance to Flint Fireforge from the same Dragonlance series, further highlighting Faria's lack of creativity and reliance on existing material.
It is disheartening to witness such blatant plagiarism, drawing comparisons to the controversy surrounding Christopher Paolini's work. Just as Paolini was accused of unoriginality and repackaging existing ideas, Faria's apparent lack of originality raises concerns about the integrity of his storytelling. Both authors seem to have taken shortcuts, attempting to ride the coattails of established fantasy works without providing any significant contributions or fresh perspectives of their own.
A Manopla de Karasthan falls short of its potential due to its lack of originality, lackluster writing style, and apparent instances of plagiarism. Filipe Faria's decision to incorporate borrowed elements.
A vida no reino era pacata, vivia-se em paz, entre 2 irmãos, era governado assim, um deles rei outro prometido a ser.
Aewyre é o filho mais novo e sempre quis descobrir um mistério que assola a sua família, e tamb��m queria algo mais viver aventuras, explorar o reino e por isso parte numa demanda por respostas que o podeam levar a locais longínquos.
Mal sabia Aewyre que iria ser uma jornada longa e que o levaria a enfrentar diversos perigos, incluindo lutas com monstros temíveis.
Nem todo o reino exterior era um espaço onde viviam boas pessoas, e o grupo iria encontrar dificuldades relacionadas com magia, pessoas desprovidas de bondade e que arranjavam formas terríveis de serem tiranos e de governar.
Os aliados inesperados iriam ser os salvadores do dia, tendo um papel importante na missão de resgate.
Seguindo o caminho destinado, são levados a um lugar perigoso, que os vai fazer desafiar as suas capacidades, principalmente quando alguns do grupo se encontram em perigo, quem tem energia e força, vão ser os heróis do momento, o que revela que todos os membros do grupo são essenciais para a jornada.
Este grupo encontrou imensos desafios ao longo da jornada, no entanto, conseguiram ultrapassar tudo juntos e sobreviver a tanto quanto era inimaginável.
Aewyre iria continuar a sua demanda, desta vez, por outras terras, tendo em mente a ideia inicial da sua viagem.
A Manopla de Karasthan foi uma leitura okay. As expectativas não estavam nada altas, mas mesmo assim, consegui sentir-me desiludido e frustrado. Desiludido, pois a escrita do autor foi uma espada de dois gumes: tanto se revelava experiente e agradável, como de repente se tornava infantil e, até, ordinária, especialmente em certos diálogos. Para além disto, as oito personagens, os companheiros, pareceram-me demasiado irrealistas: um era mulherengo, outra era uma jovem mulher independente, outro era maldisposto, outro era traquinas, outra era misteriosa, e por aí adiante. Estaria okay com estes traços de personalidade dos personagens se existisse algum crescimento ou dimensão; infelizmente, não acho que isso tenha acontecido. Por último, todos eram sedentos de sangue, sem qualquer remoroso, matando indiscriminadamente. Tudo isto levou a que me sentisse extremamente frustrado com a narrativa. Contudo, existe potencial, e tenho de admitir que o enredo promete revelar-se interessante nos volumes seguintes. Espero não estar enganado e sigo moderadamente entusiasmado para Os Filhos do Flagelo.
I bet Tolkien would be rolling in his grave if he read this. This book is a complete mess. While it does have some interesting ideas for the first installment of a saga, most of them seem borrowed from other authors. The plot isn’t solid and is full of inconsistencies. The characters are mostly forgettable because they’re underdeveloped. At times, the book feels really slow-paced with clumsy writing; other times, it’s just confusing, with awkward humor, excessive gore, and even scenes of rape. On to the next one… wish me luck
É um livro emocionante, bastante bem escrito, com as suas complicações e simplicidades, aventuras que fazem querer mais, um romance que decerto irá dar que falar.
Gostei bastante da maneira de escrever deste autor, bastante moderno no estilo medieval/fantasia em que escreve o que confere um estilo próprio, aproximando-se do público jovem, mas que pode muito bem ser lido por um público mais velho.
Allaryia ainda tem muito que se lhe diga e para contar e por isso ando à procura do segundo para o ler.
Já li há algum tempo atrás mas adorei a forma como o Filipe Faria descreve os combates neste livro e a sua inspiração em Tolkien... Melhor coleção de livros de fantasia portuguesa que li até agora
Já tinha lido A Manopla De Karasthan na minha adolescência; na altura, andava na Escola Alemã, onde andou também o autor, Filipe Faria, e alguns professores que se lembravam dele recomendaram os livros. Uma conhecida minha emprestou-mos, e lembro-me de ter gostado imenso. Como eram emprestados, acabei por nunca ler a série até ao fim, e sempre tive curiosidade para ver se ao reler o livro agora que sou mais velha e bastante mais literada, essa boa opinião se mantinha, e se valeria a pena ler então a série até ao fim. Não estou tão entusiasmada como estava na altura, tenho de admitir, mas acho que vou continuar! Diria que lhe dava três estrelas e meia. A crítica mais comum a este livro é a acusação de falta de originalidade quando comparado com outras obras de fantasia. A verdade é que não senti isso, pessoalmente; pelo contrário, achei que as personagens até tinham traços bastante originais. Gostei principalmente do facto de nos serem apresentadas raças distintas, umas boas e outras más, como é típico na fantasia, mas ao conhecermos melhor certos elementos das ditas raças más, virmos a descobrir que afinal são personagens bem mais complexas do que seria de esperar. O grande problema é que o autor leva quase metade do livro para deixar isso transparecer... As primeiras 200 páginas fizeram-me lembrar um video-jogo: não havia desenvolvimento de personagens absolutamente nenhum, os novos elementos do grupo eram apresentados e depois a cada passo que davam aparecia um ou outro obstáculo (fosse na forma de um inimigo, ou de alguma criatura) que os "companheiros" tinham de derrotar. Felizmente isso vai melhorando à medida que o livro se aproxima do fim, mas caramba... Tantas descrições de lutas e escaramuças! Bem escritas, sem dúvida, mas quando não há mais nada para quebrar esse ritmo, torna-se repetitivo e mesmo desinteressante. Eu que normalmente devoro este género de livros em três tempos levei bem mais que o normal para o acabar, em grande parte por causa desse início. Como disse, é um aspecto que melhora a olhos vistos. Outra coisa que me distraiu imenso foram os erros gramaticais que iam aparecendo aqui e ali. Erros em que até eu reparei, o que os torna imperdoáveis, porque estou longe de ser uma perita na língua portuguesa. Como disse, andei na Escola Alemã, tal como o autor, e sei muito bem o que vários anos de falar uma misturada de línguas faz à cabeça e à gramática de uma pessoa, por isso não o censuro, de todo. Agora, o livro passou por um editor, ou não? Qualquer escritor se pode enganar, acredito que aconteça aos melhores, mas já não há revisão? "Planejar" em vez de "planear"? "Sobre o olhar" em vez de "sob o olhar"? "À bocado" em vez de "há bocado"? E que raio de verbo é "abaixar"?? Já não é a primeira vez que dou com erros crassos num livro, e o que me faz mais confusão até nem é o erro dos escritores, mas juro que gostava de saber o que raio fazem os editores deste país, para além de roubarem uns 90% da receita dos nossos autores. No entanto, o livro continua a valer a pena, e tenho a sensação que as coisas ainda vão melhorar com o próximo. Mas que tem os seus problemas, tem, não há como negá-lo.
Um livro de fantasia de um autor Português do qual me orgulho imenso apesar de só ter dado 3 estrelas. Talvez tal tenho sido devido ao ter imaginado uma história diferente, mas mesmo assim foi óptima.
Admito, porém, que o inicio custou-me um bocado. O arranque demorou mais do que o habitual mas assim que apanhei o ritmo da história e da escrita de Filipe Faria, não conseguia parar de ler.
A história está cheia de aventuras. Em cada capítulo há sempre uma aventura e eu chegava ao fim dos mesmos cansada pelas personagens. Não tinham descanso e, quando finalmente tinham, era por pouco tempo.
Houve momentos em que achei a acção a acontecer um pouco depressa de mais. Era como se não houvesse tempo no livro.
Os diálogos por vezes soavam-me um pouco infantis mas creio que tal é um pouco de preconceito da minha parte ao esperar que todos os livros de fantasia tenham diálogos cheios de floreados e palavras bonitas.
As personagens estavam bem construídas e desenvolvidas, cada uma com a sua própria personalidade e profundidade. Gostei dos conflitos entre várias personagens e raças e do facto do herói da história não ser um homem perfeito mas sim, um humano com as suas falhas, teimosias e hábitos.
Espero que os livros de Filipe Faria cheguem a ser traduzidos noutras línguas pois é uma óptima saga de fantasia que merece ser reconhecida fora das fronteiras Portuguesas.
While clearly a derivative of anglo-saxon high fantasy school, this author shows from early on in his works his own capacity to stand on shoulders of Tolkien, nevertheless the young author's age while writing it.
A must read within high fantasy, Karathan's Gauntlet tracks the escape from the capital city, Ul-Thoryn, of the deceased king's second son, Aewyre, who's father is presumed fallen in the hands of the very evil that was mysteriously extinguished at the time of his disappearance. While the events of his father's dimise remain a conundrum due to having been carried out in the dark lands of Asmodeon, where no one dares venture, Aewyre takes his combat training to test on the dangerous world of Allaryia, journeying to the unknown with his friend and tutor Allumno.
Under the pretense of seeking adventure, our hero leaves the castle with the legacy sword Ancalach, the single item retrieved from his father, quickly uniting other adventurers under his, at times irresponsible, leadership.
A book well worth reading for lovers of the genre, keeping in mind that the author, while having a verbose and vivid aproach to the world of his own imagination's making, lacks at times the experience of the authors which have defined the high fantasy genre to date.
I might have enjoyed this book a lot the first time I read it, but that's because when I read it, I was about the same age as its author when he wrote it. However, even recognizing today that this book is a little weak in comparisson to the others, I can say that it was a nice start of a great adventure. The writing is not that great, and there are moments when the action seems to be too rushed. The characterization is not that detailed, but is enough for us to imagine people and places. It might be the weakest of the series, but it's a nice and easy to read adventure and has likeable characters who we care about.
Where to begin? Well I'll start by saying that the author, Filipe Faria, was very young when he wrote this book. For that I have to praise him for achieving the publishing of a book at such a young age, specially in a genre that is not very common in our language. From what I know, there's only three authors in our country that have successfully followed the fantasy route, Filipe Faria being one of them. I, personally think that the book as many problems, but it deserves some credit because of many factors like the author's age and the reduced variety of the genre in Portugal.
Nunca tinha lido Fantástico Português, e fiquei surpreendido. os sete volumes ficam cada vez mais profundos e a "plot" mais difícil de desvendar. não quero dar spoilers, mas o fim , no ultimo volume deixou coisas em aberto..
I had never read Portuguese Fantasy, and I was surprised. the seven volumes become ever deeper and the "plot" more difficult to unravel. i do not want to give spoilers, but the end, in the last volume left things open ..
This entire review has been hidden because of spoilers.
For those who are teenagers and like fantasy literature The Chronicles of Allaryia is a good choice.
This collection offers a little of everything, from adventure, action, mystery to romance. The characters will grow over the books and never cease to amaze us.
I rate this book only three stars because I could not help making comparisons with other books I had read .... However, in my opinion, as the writer matures, the remaining books become better and more interesting.
One of the first fantasy books I've read in my childhood. The adventure is very well detailed although it takes only one or two streams and the intrigue is there but it isn't awesome at this point of the story. This 7 books series improves on each book which denotes Filipe Faria's writing skills development. I recommend the whole series as it gets really awesome!
It is a good book for people who like fantasy books. The writting style is quite fluid and very enjoyable, and lets you somewhat addicted to the book and the following ones (it's a seven book collection)
High-fantasy portuguesa no seu melhor, personagens inesquecíveis, e uma história de tirar o fôlego. Um bom início para uma saga, que promete ser um pilar da high-fantasy de Portugal.