Em "Espumas Flutuantes", Castro Alves retoma o tema do amor em sua sensualidade e em sua realização. Transformando o sentimento amoroso em pleno sentido de prazer e sofrimento, descreve cenas oportunas da paixão humana.
Tentativa de registro de edições:
1. Data original, maio de 1997 (site da editora) ISBN-10: 85.254.0688-0 ISBN-13: 978.85.254.0688-0
2. Impressão em 2002 Constam os mesmos ISBN-10 e ISBN-13 na quarta capa, MAS junto à ficha catalográfica consta "ISBN 85.254.0656-2" Esta edição tem 146 páginas de texto e mais três de listas de outros livros.
Antonio Frederico Castro Alves, mais conhecido como Castro Alves, nasceu em Muritiba, BA, em 14 de março de 1847, e faleceu em Salvador, BA, em 6 de julho de 1871. É o patrono da cadeira n. 7, por escolha do fundador Valentim Magalhães.
Era filho do médico Antônio José Alves, mais tarde professor na Faculdade de Medicina de Salvador, e de Clélia Brasília da Silva Castro, falecida quando o poeta tinha 12 anos, e, por esta, neto de um dos grandes heróis da Independência da Bahia. Por volta de 1853, ao mudar-se com a família para a capital, estudou no colégio de Abílio César Borges, futuro Barão de Macaúbas, onde foi colega de Rui Barbosa, demonstrando vocação apaixonada e precoce para a poesia. Mudou-se em 1862 para o Recife, onde concluiu os preparatórios e, depois de duas vezes reprovado, matriculou-se finalmente na Faculdade de Direito em 1864. Cursou o 1º ano em 1865, na mesma turma que Tobias Barreto. Logo integrado na vida literária acadêmica e admirado graças aos seus versos, cuidou mais deles e dos amores que dos estudos. Em 1866, perdeu o pai e, pouco depois, iniciou apaixonada ligação amorosa com atriz portuguesa Eugênia Câmara, dez anos mais velha, que desempenhou importante papel em sua lírica e em sua vida.
Nessa época Castro Alves entrou numa fase de grande inspiração e tomou consciência do seu papel de poeta social. Escreveu o drama Gonzaga e, em 1868, transferiu-se para o sul do país em companhia da amada, matriculando-se no 3º ano da Faculdade de Direito de São Paulo, na mesma turma de Rui Barbosa. No fim do ano o drama é representado com êxito enorme, mas o seu espírito se abate pela ruptura com Eugênia Câmara. Durante uma caçada, a descarga acidental de uma espingarda lhe feriu o pé esquerdo, que, sob ameaça de gangrena, foi, afinal, amputado no Rio, em meados de 1869. Sua saúde, que já se ressentira de hemoptises desde os dezessete anos, quando escreveu “Mocidade e Morte”, cujo primeiro título original era “O tísico”, ficou definitivamente comprometida. De volta à Bahia, passou grande parte do ano de 1870 em fazendas de parentes, à busca de melhoras para a tuberculose. Em novembro, saiu seu primeiro livro, Espumas flutuantes, único que chegou a publicar em vida, recebido muito favoravelmente pelos leitores.
Daí por diante, apesar do declínio físico, produziu alguns dos seus mais belos versos, animado por um derradeiro amor, este platônico, pela cantora italiana Agnese Trinci Murri. Faleceu em 1871, aos 24 anos, sem ter podido acabar a maior empresa a que se propusera, o poema Os escravos, uma série de poesias em torno do tema da escravidão. Ainda em 1870, numa das fazendas em que repousava, havia completado A Cachoeira de Paulo Afonso, que saiu em 1876, e que é parte do empreendimento, como se vê pelo esclarecimento do poeta: “Continuação do poema Os escravos, sob título de Manuscritos de Stênio.”
Duas vertentes se distinguem na poesia de Castro Alves: a feição lírico-amorosa, mesclada de forte sensualidade, e a feição social e humanitária, em que alcança momentos de fulgurante eloquência épica. Como poeta lírico, caracteriza-se pelo vigor da paixão, a intensidade com que exprime o amor, como desejo, frêmito, encantamento da alma e do corpo, superando o negaceio de Casimiro de Abreu, a esquivança de Álvares de Azevedo, o desespero acuado de Junqueira Freire. A grande e fecundante paixão por Eugênia Câmara percorreu-o como corrente elétrica, reorganizando-lhe a personalidade, inspirando alguns dos seus mais belos poemas de esperança, euforia, desespero, saudade. Outros amores e encantamentos constituem o ponto de partida igualmente concreto de outros poemas.
Enquanto poeta social, extremamente sensível às inspirações revolucionárias e liberais do século XIX, Castro Alves, na linhagem de Victor Hugo, um dos seus mestres, viveu com intensidade os grandes episódios históricos do seu tempo e foi, no Brasil, o anunciador da Abolição e da República, devotando-se apaixonadamente à causa abolicionista,
Espumas Flutuantes have all the Castro Alves's poetry, in your own fullness. The rhythm and rhyme are amazing, demonstrating all poetry skills of Castro Alves. In true I'm a big fan.
Enquanto, no Brasil, o romantismo vinha com poetas que só tinham estrutura, rimas, e palavras soltas que se uniam em um canto vazio. Castro Alves vem, e detém, além de tudo, a paixão. É dito que ele mesmo, tinha problemas com a ortografia, a desdenhava, mas o que a poesia pede é algo sobre o qual despir.
"... E a alma um cisne de douradas plumas: Não! o seio da amante é um lago virgem, quero boiar a tona das espumas ..."
Quanta beleza se vê nesta simples negação, quando Castro Alves, tomado pelo medo da morte, relembra da vida e de todas suas maravilhas, num deslumbre, pensa em si, e descreve a beleza da alma, mas rapidamente, como rajada, embriagado de amor, nega sua própria alma, e toda ventura que a mesma trás, em prol do outro, em prol do amor, desta força que é: antes de ser, ter algo ou alguém a amar... Essa força que faz nós esquecermos nossa própria solitude tão facilmente. Melhor é sentir o outro relar sobre a pele, melhor é sentir a água vibrar ante as costas do que sentir as costas pesarem ante o mundo, como é bom, e melhor, ter algo além de si.
Espumas Flutuantes by Castro Alves is a masterful collection that truly showcases the poet’s intelligence and emotional depth. Alves’ writing style is both elegant and powerful, each poem meticulously crafted to evoke profound feelings and reflections. I was particularly struck by his ability to comment on human emotions with such clarity and insight, making complex sentiments accessible without losing their richness. The elegance in his construction of verses is unmatched, weaving words together with a rhythm that feels both natural and musical. This collection is a treasure for anyone who appreciates poetry that not only touches the heart but also engages the mind. A timeless work that continues to resonate deeply with every read.
Foi rápido de ler, talvez não tenha pegado a maioria das coisas das poesias, mas mesmo assim amei esse livro. Tem poesia dobre amor, para pessoas e sobre pessoas, algo do cotidiano, algo sobre acontecimentos do mundo e traduções. A linguagem é robusta, pois foram feitos no século XIX. Amei que tem nomes de personagens de livros clássicos e importantes para a época, como também sobre mitologia, história antiga e autores famosos na época. Recomendo para pessoas que gostam de poesias e que curtam coisas do século XIX ou quer entender um pouco sobre essa época.
Quando se trata de poesia, eu gosto das subversivas e das românticas. Castro Alves acerta bastante nas românticas (destaque para "Um laço de Fita").
Não sou muito fã do tipo de poesia que é uma Ode a algum personagem histórico. Infelizmente ele traduz diversas assim, o que deixou a leitura indigesta em algumas partes.
Uma surpresa positiva foi "Ahasverus e o Gênio" que me lembrou um pouco a última leitura que tive (A relíquia, do Eça de Queiroz)
Em espumas flutuantes vemos uma poesia densa, com várias tematicas como o amor, a morte, algumas poesias de cunhos socias, etc. Único livros publicado em vida pelo escritor Castro Alves, vemos a alma do escritor, suas crenças seus amores, seus desamores... Leitura se torna um pouco cansativa pois não é fluida e é por vezes difícil de entender e sentir. Não é meu estilo de poesia preferido.
Castro Alves, um poeta que deixou o mundo muito jovem, mas marcou a história do nosso país com sua humanidade e sua poesia sobre a morte e o sofrimento do povo africano nos navios negreiros.
Pequena coletânea de poemas voltados para o amor e o sempre presente tema da morte.
Costumava ser obra presente nas listas de vestibular, mas perdeu espaço para escritos mais modernos ou para a própria obra do autor voltada para temas sociais.