Por vezes a consciência atinge-nos como um raio, ou uma fatalidade. Daí se poderá dizer que este livro nasce. O autor diz que é, até hoje, o seu romance preferido. Ou aquele que mais tenta dar resposta a interrogações a) Como resolver a perda? b) Como sobreviver ao caos? c) O amor salva, sim mas muito ou só um bocadinho? d) Na era do sexo fácil, qual o valor exacto do amor físico? e) Quando estamos em queda livre, há redenção possível? Há respostas dadas no livro? Há respostas possíveis? Diga quem lê. Uma advertência, porém, se impõ este livro NÃO É sobre futebol. É um livro sobre pessoas e o grau de humanidade que nelas habita. Ou não. Matéria forte. Escrita a sério. À Rui Zink.
Rui Barreira Zink is a professor at New University of Lisbon, where he graduated in Portuguese Studies and obtained the PhD in Portuguese Literature. Reader of Portuguese at the University of Michigan (1989/90).
Author of several books, among trials and fiction, the novel stresses Hotel Lusitano (1987), Apocalypse Nau (2000), The Substitute (1999) and The Surfers (2001), and the books of account the reality now Color (1988) and Spider-Man (1994), "The Anibaleitor" (2006). Cooperating with the press and made literary translation.
Rui Zink received the Award of P.E.N. Portuguese Club, the novel Davida Divine (2005), has represented the country in events like the Biennial of São Paulo, the Book Fair in Tokyo or the Edimburgh Book Festival.
Não estava nada à espera disto. De todos os livros que li do autor, este é sem dúvida o que mais custa a digerir. O tema é bastante agreste, apesar da ironia e algum bom humor presentes. É um assunto estranho que eu espero nunca me venha a ser familiar.
Primeiro, foi a sinopse o que mais me cativou. E, afinal, faz realmente justiça ao conteúdo do livro! Um romance que relata de um modo nu e cru a essência humana, destacando a sociedade portuguesa, é claro. Não existem personagens-tipo, mas sim personagens únicas, à sua maneira, que até poderíamos encontrar na rua ou mesmo conhecer dentro dos nossos círculos de amigos, colegas ou família. Apesar de alguns leitores acharem a escrita de Rui Zink "arrogante", penso que não se trata de arrogância, mas sim de um estilo muito próprio e íntimo, como se estivesse em conflito consigo mesmo, numa linguagem marcadamente sarcástica e sincera, sem rodeios ou floreados. Assim é que se escrevem grandes romances!
Um livro sobre uma tragédia e o que vem depois. Os vicios,ambições, perversões e contradições dos Portugueses a nu. Cenas tragicómicas muito boas. Recomendo
Este livro fala-nos da dor da perda. Da dor para a qual não existe um suplente no banco, pronto a entrar para repor o equilíbrio. Este livro não é sobre futebol.
Com um impecável sentido de humor e não menos brilhante sentido de observação, Rui Zink mostra-nos como os portugueses discorrem dobre os fatos fundamentais da sua vida com o recurso a frases feitas. Como se estas frases fossem um arremedo para a nossa falta de cultura. Uma incultura que nos impede de refletir ou de nos expressarmos pelas nossas próprias palavras.
O autor confidencia-nos ser uma pessoa dividida entre a pulsão artística e a intervenção cívica. Este livro é uma proposta assertiva que se mantém pertinente treze anos após a primeira edição.
La prima vedere, Banza de rezerve este o carte despre fotbal. Și, într-un fel, chiar așa e. Metaforele sportive sunt acolo, de la început până la sfârșit, ascunse ca niște hiene după tufișuri, și țâșnesc chiar când te aștepți mai puțin.
Însă romanul lui Rui Zink e, în primul rând, o carte despre oameni triști. Mai mult decât triști. Mizerabili. Ba chiar mai mult decât mizerabili, slabi. Egoiști, închiși în micile lor lumi ca în niște baloane de săpun, incapabili să-și dea seama de ce există cu adevărat în jurul lor. De fapt, Banca de rezerve este, dincolo de acțiunea propriu-zisă, o carte despre drama fundamentală a omului modern: are totul, dar trăiește cu impresia că n-are nimic. (continuarea cronicii: http://bookaholic.ro/rui-zink-banca-d...)
As primeiras 60 páginas foram as 60 páginas mais maçadoras da minha vida, porque era impossível apegar-me a alguma personagem uma vez que nesse primeiro capítulo não há uma narração muito linear (a perspectiva das 6 personagens centrais está entrelaçada em mini-capítulos). Porém o acontecimento que encerra o primeiro capítulo e inicia o segundo é SHBFSHFBSHF e a partir daí a leitura é viciante e a escrita do autor é fantástica: sarcástica, simples, com calão, sem grandes literatismos... ADOREI ADOREI ADOREI