Como Moacyr Scliar menciona no posfácio, “o menino grapiúna mostra o início de uma trajetória literária que marcou o nosso país e o nosso mundo” e assim o é, pois, a obra mencionada é como uma breve cronologia de formação de Jorge Amado. Na qual o escritor narra partes de sua infância que foram basilares para explicar os temas que abordava em seus romances, bem como o porquê de estar mais próximo dos vagabundos, dos trabalhadores, dos boêmios, das prostitutas, dos jagunços e dos coronéis, do que dos heróis.
Nesse segmento, o escritor conta fatos da infância: desde uma emboscada para o pai coronel, sua fuga do internato, as epidemias, as execuções sumárias, o encantamento com o tio e outras mais passagens que acabam por corroborar a fala do escritor quando diz que, “temas permanentes, o amor e a morte estão no centro de toda minha obra de romancista”. Foi uma boa leitura para mim.