Um império com perigosos aliados e demasiados inimigos. Quatro príncipes determinados a cumprir um destino. Uma rede de intrigas que atravessa gerações. Manter o trono de Acácia poderá revelar-se uma tarefa fatal.
Corinn Akaran é a senhora suprema do Império Acaciano do Mundo Conhecido, e o poder parece suavizá-la, até mesmo fazê-la ceder aos jogos do amor. Mas, por todo o lado fervilha a traição e multiplicam-se as conspirações para a derrubar: dos seus alegados aliados numrek até às intrigas em torno da filha de Aliver, Shen, enquanto, do outro lado do mundo, um exército gigantesco se prepara para marchar sobre o Mundo Conhecido e a Liga dos Navios continua a jogar em dois perigosos tabuleiros, disposta a jurar servir qualquer senhor, desde que esse senhor sirva os seus próprios interesses.
Corinn nem pode contar com a sua própria família: a irmã Mena esconde-lhe segredos e Dariel, prisioneiro das Crianças Divinas, vai enfrentar uma aventura - novamente contra a Liga dos Navios - que o transformará no corpo e no espírito. Mas Corinn aprendeu a lutar, e não vai hesitar em chamar a si todos os aliados que conseguir, até mesmo aqueles que ninguém imaginava que um dia pudessem voltar.
David Anthony Durham was born in New York City to parents of Caribbean descent. He grew up mostly in Maryland, but has spent the last fifteen years on the move, jumping from East to West Coast to the Rocky Mountains, and back and forth to Scotland and France several times. He currently lives in Edinburgh, Scotland. Or... actually, no he doesn't. He's back in New England at the moment.
He is the author of a trilogy of fantasy novels set in Acacia: The Sacred Band, The Other Lands, and The War With The Mein, as well as the historical novels The Risen, Pride of Carthage, Walk Through Darkness, and Gabriel’s Story. He’s won the John W Campbell Award for Best New Writer, a Legacy Award, was a Finalist for the Prix Imaginales and has twice had his books named NY Times Notable Book of the year. His novels have been published in the UK and in French, German, Italian, Polish, Portuguese, Romanian, Russian, Spanish and Swedish. Three of his novels have been optioned for development as feature films.
David received an M.F.A. in creative writing from the University of Maryland. He has taught at the University of Maryland, the University of Massachusetts, The Colorado College, for the Zora Neale Hurston/Richard Wright Foundation, Cal State University, and at Hampshire College. He's currently on the faculty of the Stonecoast MFA Program. He reviews for The Washington Post and The Raleigh News & Observer, and has served as a judge for the Pen/Faulkner Awards.
He also writes in George RR Martin's weird and wonderful Wild Cards universe. He feels like the process makes him exercise a whole new set of creative muscles, and he loves the feeling.
Considero este livro como uma boa base para a narrativa que aí vem, ele tem a capacidade de deixar o leitor curioso para dois acontecimentos que parecem iminentes. A guerra contra os povos das Outras Terras que parecem prontos a dizimar o Mundo Conhecido e a luta do trono que seria de Shen por direito, por esta ser a filha de Aliver, que era o Rei exilado depois da morte do seu pai Leodan Akaran.
A série Acácia mostrou-me que continua a ser uma das melhores séries de fantasia. Continua carregada com uma forte componente política em que é mostrado ao leitor que quando os interesses económicos se sobrepõem aos interesses do povo as consequências a sofrer poderão ser gravíssimas. É o que provavelmente iremos assistir nos próximos volumes.
"O Povo das Crianças Divinas" é o 4º volume da série "Acácia" e onde continuamos a acompanhar a jornada de cada um dos príncipes Akaran e dos seus aliados ou inimigos que começam a surgir cada vez mais.
Uma vez mais adorei a escrita do autor e o mundo por ele criado. Há medida que vamos avançando ao longo do livro vamo-nos perdendo nas intrigas e manipulações que muito me agradam e que tornam esta série sem dúvida numa das minhas preferidas!
Uma vez mais temos um estonteante fim que conclui uma obra que longamente introduz o derradeiro conflito. Será que a narrativa ganha ímpeto nos remanescentes volumes? É esta questão que pesa sobre mim no fim deste livro. Não posso, contudo, terminar o meu comentário sem denunciar um livro que apesar de nos deixar na expetativa do que pode vir começa a desenvolver uma tendência de repetição de certos sentimentos e ações que prejudica a qualidade do enredo.
Há livros que nos custam a opinar mais que outros, e este terceiro e quarto volumes de Acácia, que no original são o segundo da trilogia, foram daqueles que me deixaram mais confuso, não tanto por não saber o que achar, mas por não saber como o exprimir. As sensações que estes livros me deixaram acabam por beliscar o leitor que há em mim, se digo que gosto não estou a ser sincero, se digo que não gosto idem. Daí que deva explicar e ser sucinto na explicação.
Antes de mais, devo dizer que não há como não apreciar estas edições da Saída de Emergência. Os títulos são bem aliciantes, as capas cativantes, o cuidado na elaboração dos livros compensa e muito a divisão dos mesmos. Nota-se que foi um trabalho esmerado feito por fãs do género. Mas o mérito do livro, bem como o demérito, é todo do autor, o novaiorquino David Anthony Durham.
Se os dois primeiros volumes primaram pelo desenvolvimento do mundo e da sua História, com saltos temporais pouco credíveis e uma evolução algo estranha das personagens, este terceiro e quarto livros acabam por fazê-los crescer de forma mais consistente, pelo menos em parte, mas também oferece muito mais ação, ritmo e acontecimentos. Houve várias narrativas, porém, que não acrescentaram precisamente nada à história.
A escrita de Durham é boa e não compromete. Tive algum problema com o uso e repetição de termos como “rapazito” e outras expressões mais coloquiais na narração em terceira pessoa, mas dou o benefício da dúvida a que tenha sido um problema da tradutora. A grande questão desta saga é mesmo ter um trabalho de worldbuilding formidável de um lado e uma condução de narrativa desastrosa do outro. Mas, já lá vamos.
Antes, preciso de vos contar a história e, claro está, terás alguns pequenos spoilers aqui e ali.
Os três irmãos do falecido Aliver Akaran prosseguem a sua vida no Mundo Conhecido. No eixo central do Império Acaciano está Corinn, que conquistou o trono para si depois de mandar matar o usurpador Hanish Mein, com quem se envolvera. Os Mein haviam sido os responsáveis pela morte do pai dos irmãos Akaran, o rei Leodan, vingando-se dos crimes dos seus antepassados. Através da estratégia política e das alianças com a Liga dos Navios e os bestiais numrek, Corinn reclama para si o poder, mas as esperanças de um mundo melhor profetizadas pelo irmão mais velho esbatem-se quando a gestão do império lhe cai nas mãos.
O reino foi forjado com base no tráfico de crianças para a Quota, bem como na disseminação de uma droga que deixa o povo sonolento e focado nas suas rotinas, sem pensar demasiado nas questões do governo e no comércio de crianças: a Bruma. Corinn tenta trabalhar na erradicação desses males, mas percebe que precisa deles para que o seu reino prospere como sempre prosperou, em nome da sua família e do futuro do seu filho Aaden, o filho que teve com Hanish Mein.
Mas o povo, sem a bruma, começa a contestar a sua governação, bem diferente daquela que o seu irmão Aliver prometera. Com uma série de motins a florescer no seio do Império Acaciano (império este que a maior parte das vezes é tratado como reino), Corinn resiste às investidas dos pretendentes e percebe que necessita uma vez mais recorrer ao sobrenatural para manter a sua imagem de poder. É então que ela começa a cantar feitiços através do misterioso livro A Canção de Elenet. Corinn reina com mão de ferro, para desgosto dos seus irmãos.
São eles Dariel e Mena; o primeiro notabilizou-se como pirata durante os tempos do exílio, enquanto a rapariga, a deusa Maeben em carne e osso, tornou-se bem vulnerável para com o seu sentido de família. Nem um nem outro concorda com as atitudes da irmã, mas acabam por encontrar justificativas para a desculparem, com base no que viveram nos anos em que estiveram separados e naquilo que acreditam que ela pode dar ao mundo.
Corinn percebe a sombra que os irmãos têm sobre ela, apesar do amor que lhes tem. É por isso que os usa para resolver assuntos prementes. Envia Dariel para os mares tempestuosos das Encostas Cinzentas com a Liga dos Navios, para averiguar os rumores que derivam das misteriosas Outras Terras, ao mesmo tempo que manda Mena para enfrentar monstros e outras aberrações.
Se nos primeiros dois livros gostei sobretudo dos capítulos de Hanish e Corinn, com a morte do primeiro restou-me a nova rainha para saborear. Os seus capítulos de ponto de vista são bons, mas certas mudanças drásticas de personalidade e o recurso narrativo da Canção de Elenet em vez do uso da inteligência estratégica deixou-me aqui e ali desapontado. Corinn não deixa, pois, de ser a melhor personagem e de ter os melhores capítulos destes volumes.
Também gostei bastante da personagem Delivegu e dos seus capítulos de ponto de vista, mas a partir de certo momento tornaram-se previsíveis e os seus apetites sexuais começaram a tornar-se repetitivos e a roçar o desnecessário. Mas de facto as personagens do núcleo de Corinn são as melhores, exemplo disso a mulher do Mein, Rhrenna, mas também aqueles mais periféricos como o sensual Grae, o conspirador Barad o Pequeno ou o senhor da Liga dos Navios, Sire Dagon.
Achei porém, os homens da Liga dos Navios demasiado frágeis para o que vinham dando a entender. Preferia que tivessem mais poder do que revelaram, não percebi o desenvolvimento dado a Sire Neen para ser descartado de pronto, e os lothan aklun, que tanto enigma trouxeram aos livros anteriores, foram tratados de uma forma bem gratuita e leviana por parte do autor. Poucas foram as opções narrativas que compreendi ou aceitei.
Se Dariel é uma personagem cliché com quem não consegui criar empatia, Mena é para mim a personagem mais dispensável da trama. Desde o princípio da saga que a via como uma espécie de Arya Stark mas, que nada, é mais mole que manteiga deixada ao calor. Uma personagem vazia, que aceita tudo o que lhe dizem, que luta por amor e nada mais faz do que isso. Se não é das personagens principais com pior desenvolvimento, não sei qual será. A inclusão do dragão foi só para ficar bonito numa fantasia épica? Metido a prego e forçado? Foi pior que Eragon.
As personagens das Outras Terras mostraram algum potencial futuro, bem como Leeka Alain e Rialus Neptos, que pouco mais mostraram nestes livros do que tinham feito nos dois primeiros. Terminarei a saga por curiosidade, mas lamento imenso que uma saga com personagens tão promissores e um mundo tão interessante tenha um desenvolvimento tão medíocre e ideias tão infantis. Resta-me o worldbuilding e a personagem Corinn para admirar.
My first read of June was the second part of the second book of the Acacia trilogy, “O Povo das Crianças Divinas”, by David Anthony Durham. I’m enjoying the series very much and I’m excited to see where the story is headed, because the stakes are really high now! The concept is similar to the first book, so I’ll give the same stars, which were two. The story continues right where we were left off and so many things are happening. After the attack that killed The League, Dariel is saved by a group of strange individuals and is kept as hostage for most part of the book. Although it might seem boring, his chapters are very important, for this is how we know what truly happens to the children that are sold has slaves to the Lothan Aklun and how The Other Lands work as a society. On the other hand, Corrinn is betrayed by the remaining Numrek that serve as guards on the palace, almost losing her son’s life. She discovers a plot from The Other Lands to take over the Acacia Kingdom, so she starts preparing for the imminent war. I liked the story; the revelation of what happens to the children that are sold shocked me and made the stakes so much higher for the upcoming finale, can’t wait to read the last book! However, and this is a matter of personal taste, I would’ve preferred if the author had kept a bit more suspense to the secrets and created a little more tension, just so the reveals could’ve been more impactful. So, I would give the story one star. Has I’ve said before, there isn’t a clear protagonist, but the chapters I liked the most were Dariel’s, because that’s where all the twists happened and understanding of what was coming. Ever since book one Dariel hasn’t changed much, he stills continues to be a happy young man, always cracking jokes even in times of tension and danger. I was expecting him to grow more as a character, for he saw truly horrific things allowed by his family thorough generations. For this reason, I’ll only give him one star. In this book the antagonist is no longer The League, for they were defeated when they arrived to the Other Lands by the Audlek, cousins to the Numrek. The Audlek have lived in the Other Lands for hundreds of years, being divided into different clans, each having an animal totem that represents them. Learning that the Lothan Aklun were all killed by The League, they lash out at them, killing most of those who were present. Without the Lothan Aklun, the Audlek decide to wage war against the Acacia Kingdom and conquer it, becoming the Kings of the world. I do like this antagonist, they were very interesting and their motives are understandable, so I would give this element two stars. As for the rest of the characters, I don’t have much to say, because most are the same and have stayed the same. Mena’s chapters were my least favourite, her point of view wasn’t as important to the story, but she has grown a little bit as a character. She no longer prides herself in being a good killing machine; although she is one of the best warriors, she doesn’t want to lead this life anymore and would rather settle down and have start a family with Melio, her lover. Although she still refused to have children, she does so, because a war is coming and she will have to fight in order to protect those she loves, not being able to do so while pregnant. I do hope, though, that she does start a family with Melio, I think she would be very happy in doing so. Not having much more to discuss, I would give the characters one star. Overall, I would give this book seven stars out of ten, can’t wait to read the final book of this series.
Cada vez mais me sinto embrenhada nos volumes de David Anthony Durham.
Uma narrativa repleta de ação, mistério, aventura e muitos muitos pormenores sumarentos.
Desta vez, Corinn vê-se embrenhada em intrigas muito mais poderosas, do que poderia imaginar. Sente-se completamente só e pronta a ser traída a qualquer momento. A cada vez, que entoa a canção de Elenet sente-se mais poderosa e segura de si mesmo, mas ao mesmo tempo percebe, que só mantendo um pulso firme é que consegue liderar todo o império.
Com o súbito ataque à sua família e sem obter mais informações sobre o seu irmão Dariel, Corinn é forçada a convocar uma magia mais perigosa e antiga, que lhe permite alcançar pessoas, que estão distantes, ou, até no Além.
O livro termina com a preparação de todos para a guerra, que se avizinha com os auldek. Neste ponto, percebemos que a liga tem o intuito de trair a rainha, utilizando um vinho viciante para subjugar toda a população.
Apesar de não ter lido os livros anteriores e após uma pesquisa feita para ter um contexto sobre a história e como esta se desenvolve. Este livro, efetivamente, descreve e conta uma história repleta de ação e grandes emoções pelas diversas personagens. É um livro que apesar de ter elementos fantásticos, não exagera, cativando a leitura, pois, é como se tivesse a dose certa.
Sem dúvida que gostaria de ler esta saga deste o princípio e continuar!! O fim deste livro deixou a desejar para ler o próximo para saber quais os movimentos e medidas que a Rainha Corinn vai tomar .....
É um livro que ao longo da sua leitura envolve-nos na nossa imaginação criando os vários cenários na nossa mente.
EDITADO - Deixo ficar aqui o texto original da crítica, mas mudei a nota. Fontes da Saída de Emergência confirmaram que sairão mais livros do autor, pelo que este não será, então, o último da saga. A desilusão, assim, não existe! Assim, estamos só perante mais um grande capítulo da saga!
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Então mas.... Mas...
Que fim tão...
Bem, recomecemos. Este é o fim da saga de Acácia. A saga de que tenho gostado muito. A vida da dinastia Akaran pelos olhos dos 4 irmãos Aliver, Dariel, Mena e Corinn. As discussões sobre política, drogas, escravatura, negócios, corrupção... tudo isso foi evoluindo, umas vezes melhor, outras vezes pior, mas de forma que, no global, me mantiveram agarrado e interessado.
No entanto, o que aqui temos não faz jus à saga. É um final abrupto, apressado, algo trapalhão até, que deita abaixo algumas das estruturas construídas e que corre ao fim de 15 ou 20 páginas onde tudo supostamente se resolveria, mas deixando muito - muito - em aberto. Demasiado, para meu gosto. Não acaba com um "e viveram felizes para sempre" mas a ideia é algo do género "tu vais para ali, tu vais fazer aquilo, aquilo vai e voltará, tu voltas e vamos tentar fazer isto e aquilo"... mas de forma tão crua, tão anti-climática tão... moribunda, que o interesse e a motivação que se foram construindo ao longo dos 4 volumes em português se esvaem ao longo das últimas 20 páginas.
Faltou a história. Faltou CONTAR e mostrar ainda muita coisa de interessante. Faltou a evolução, a redenção de várias personagens, faltaram atar muitas pontas para que possa chegar ao fim do livro e sentir-me satisfeito com ele. É pena. A saga merecia melhor.
Este volume lê-se de um fôlego, porque é pura acção, descoberta, terror e fascínio do princípio ao fim. Se o volume anterior é a viagem para um novo continente, neste temos a chegada e confrontação com algo totalmente inesperado. O que se temia é afinal pior, e o que se desconhecia é maravilhoso. Desde o primeiro volume sabemos que a paz no Império de Acácia se mantém graças a uma droga que o povo consome e o mantém dócil e anestesiado. Essa droga, Bruma, é produzida nas Outras Terras, vendida ao Mundo Conhecido em troca de uma Quota: crianças que são retiradas dos pais e enviadas para esse continente para fins obscuros. Este volume mostra o destino dessas crianças, algumas delas tornadas Crianças Divinas... É um óptimo desvendar do mistério que se alimentou nos 3 volumes anteriores. Há traições até dizer chega, magia e feitiços com os quais não se deveria brincar, e aproxima-se uma nova guerra. A maior de sempre. Só faltam dois volumes!