O que seria da Humanidade que somos se aqueles que hão-de vir se recusassem a nascer? Raul, médico conceituado de uma clínica de fertilidade, descobre um cromossoma peculiar que aparece sete minutos depois da fecundação. A descoberta vai conduzi-lo a uma dimensão espiritual desconhecida. Raul começa a ouvir vozes de almas que ainda não nasceram. E, contra tudo o que seria de esperar, a mensagem urgente que estes seres lhe comunicam é a de que... não querem nascer! Uma revelação que vai mudar por completo a sua existência e a de toda a Humanidade. Não somos nós que não queremos filhos, são os filhos que se recusam a nascer. Nascer pode ser assustador... ou talvez não.
Tanta publicidade vi deste livro, que pensei para comigo, bem para existir e passar tantas vezes na televisão é porque o livro deve ser realmente bom. Wrong!!!!!! É um livro de auto-ajuda, pelo menos é o que acho, ajuda a reflectir sobre a mensagem de querer nascer ou não enquanto estamos na parte da fecundação, que dura precisamente sete minutos. Não foi um livro que me fascinou, pelo contrário, não gostei nada de o ler, mas consegui terminar a leitura. É um livro facilmente esquecido!
Tal como no anterior livro da mesma autora, o que tornou a leitura morosa e cinzenta foi o niilismo tão total do personagem principal. Claro que o assunto tratado é pertinente, a dor e o sofrimento são constantes da vida humana. A diferença está nas "saídas" que se encontram para este facto... Um Buda lidou com o sofrimento, aceitou o vazio apenas para descobrir que há, para lá do vazio, a Pura Luz. Forcei-me a ler ambos os livros por uma questão de respeito por um trabalho que tem técnica (mais uma vez, parece um guião) mas estes livros deixam um certo vazio. Não se percebe se a autora quer ser admirada pela sua fria lucidez, se quer deixar uma mensagem de eseprança apesar disso - e como não tem pendor espiritual a sua mensagem acaba por ser sempre bastante deprimente. Os personagens são fortes, completamente obcessivos, a temática constante. A autora escreve bem, mas que deixa ela no rasto das suas palavras?
O que é a vida? Sofrimento? Como e quando começa uma vida? E Deus? A Felicidade? A autora tenta ser muito abrangente no seu romance. Se calhar só podemos avalia-lo num sentido figurado, mas mesmo neste Há melhores textos, incluindo nas religiões que falam sobre a Vida e o seu sentido. Se olharmos o romance num ponto de vista literal não será fácil sentirmo-nos esperançosos para com a vida, simpatizar com os personagens centrais, e é pouco aconselhável a quem esteja a tentar trazer alguém ao mundo. Não é um livro sobre fertilidade, até porque lhe falta rigor nesse âmbito. O final parece-me um pouco apressado. O mais achei interessante foi a interação do narrador. Considerei um pouco previsível alguns dos acontecimentos.
Um livro que inicialmente era uma óbvia 1 estrelas, contudo o meio do livro conseguiu mostrar alguns temas interessantes, contudo mal aproveitados nesta história. Personagem principal vazia, parte da história (que aborda os temas) fez-me lembrar uma versão weird do filme HER mas sem pés nem cabeça. Portanto toda a história que levou à exploração da temática da vida, foi muito mal construída e vazia.
Um livro que comprei em 2013 por causa da sinopse, hoje não o compraria.
Já tenho este livro desde 2013 e não sei se iria perceber alguma coisa se o tivesse lido na altura. Sinceramente não sei se percebi grande coisa agora 😂 Muito confuso e com ideias que na minha cabeça não fazem sentido. O que me valeu foram os capítulos pequenos. Estava entusiasmada para saber quem era o narrador e acabei por não perceber quem era, fiquei chateada com isso. Foi uma boa leitura.
Com o seu romance, Sete Minutos, Lara Morgado consegue de uma forma subtil e mestria exemplares confrontar Franz Kafka com Jean Paul Sartre ao transformar Raul, um médico conceituado de uma clínica de fertilidade, no herói de uma descoberta que irá alterar o conceito que temos da vida tal como a conhecemos. Quando Raul começa a ouvir vozes estranhas, no momento em que se prepara para fertilizar mais um óvulo, durante o processo de fecundação, descobre que sete minutos após a entrada do espermatozoide no óvulo, dá-se a formação de um espaço no centro da célula. Este espaço tem características únicas, que não se encontram em mais matéria nenhuma parecendo não ter qualquer conteúdo, mas ao mesmo tempo revela uma estranha profundidade, como se não se conseguisse ver o fundo, verificando-se que desaparece de imediato quando a célula se torna inviável ou quando o embrião morre. Trata-se do “Criptossoma” nome científico para «corpo oculto» sendo o responsável pela nossa identidade pelo nosso lado invisível ou alma. No desenrolar da sua descoberta, Raul começa então a ouvir mais e mais vozes que lhe transmitem a sua intensão de não quererem nascer. Com irá então Raul lidar com esta sua descoberta que irá transformar para sempre o conceito que temos de vida e de morte? Basta pois ler o que nos transmite no seu relato a escritora Lara Morgado, neste assombroso romance, que classifico cinco estrelas. Uma boa leitura para todos aqueles que adoram este género literário que vai de Kafka a Sartre. Esta foi a minha última leitura de fim-de-semana. Para quem gosta do género que não perca a oportunidade de o ler.
A expectativa era grande! Após ler o primeiro livro da autora, aguardava ansioso pela nova publicação…um romance! Apressei-me a comprar, imediatamente iniciei a leitura, que não consegui parar até saber o fim de tão envolvente estória. A grande qualidade de Lara Morgado é que nos faz pensar, o que hoje em dia é raro. A criatividade da escritora está presente em cada momento deste livro, que marca pela novidade e pelo apelo que faz a que cada pessoa reflicta, no fundo, sobre a própria vida. O que fazemos aqui?! Recomendo vivamente e aguardo impaciente por novos trabalhos.
Enfim, pena ser Português, mas tenho que admitir que não o recomendo. Deixa-nos na expectativa, virá algo interessante na próxima página? Não. Ou o tema é mesmo muito profundo e eu não atingi o cerne da questão, ou é mesmo ficção nível 2.