Não tem jeito, Loeb com Tim Sale formam uma dupla dinâmica dos quadrinhos que, apesar de as vezes as tramas terem elementos facilitadores por conta da narrativa do Loeb, as coisas funcionam e a leitura flui de maneira bem boa, que certos malabarismos de roteiro passam despercebidos.
Aqui em Batman Dia das Bruxas, temos contos da revista Legends of the Dark Knight, que remetem a tramas que se passam no começo de carreira do Batman, logo ele possui apenas o apoio do então Capitão Gordon e ainda não há membros já Batfamily.
A primeira história é estrelada pelo Espantalho como entagonista, que está causando problemas em Gotham, deixando o Batman dividido entre focar em utilizar sua identidade de Batman ou seguir suas obrigações civis como Bruce Wayne. Tal dualidade é ainda mais aflorada, quando ele fica pensativo sobre deixar de atuar como Morcego e passar um tempo como Bruce ao lado de sua nova "namorada". É uma historia que trabalha os medos e as identidades do Batman, desenvolvendo as camadas de Bruce e Batman.
O segundo conto possui como vilão o Chapeleiro Louco, que como sempre, está viciado na história da Alice no País das Maravilhas. Isso o leva a sequestrar crianças, o que leva a uma investigação e interação de Gordon e Batman. Essa trama também é legal pois mostra o começo da Bárbara como filha adotiva do Gordon, se mudando para Gotham City e tendo que adaptar a nova cidade. Nessa trama é possível ver a reflexão diante aos sacrifícios que o Bruce faz para atuar como Batman, e em paralelo o Gordon pensando em como seria não ter obrigações e ele ser o Batman.
Por fim, temos um conto baseado em uma história famosa de Natal que eu esqueci, em que o Batman prende o Pinguim e posteriormente, ao dormir, ele começa a enxergar espíritos de outros vilões. Sinceramente, foi a história que menos gostei.