João Barone, baterista do grupo 'Paralamas do Sucesso' e aficionado por assuntos da Segunda Guerra Mundial, revela e analisa a participação do Brasil no conflito que sangrou o mundo. Filho de um dos mais de 25 mil pracinhas que lutaram na Itália, Barone dirige sua pesquisa pelo passado do pai e do país para unir dados, curiosidades e histórias emocionantes de uma campanha incrível que muitas vezes o próprio brasileiro desconhece.
Resolvi ler 1942, de João Barone. A Segunda Guerra Mundial é um assunto que me interessa e eu nunca li um relato abrangente sobre a participação brasileira no conflito. A julgar por este livro, continuo sem ler.
O livro começa errando já pelo título. Embora o Brasil tenha entrado no conflito em 1942, a FEB (Força Expedicionária Brasileira) só foi criada em 1943, no auge da guerra, e o Brasil só entrou no final do conflito, quando as forças nazistas já estavam praticamente vencidas. Na hora eu não percebi, mas o título já dava uma boa ideia da patriotada que eu teria pela frente.
Barone escreve como alguém que acabou de se formar em ciências contábeis. O que daria para relevar, se o conteúdo do livro fosse minimamente atraente. Não é. Barone tenta imitar a estrutura de sucesso de 1808, 1822 e 1889, todos de Laurentino Gomes. Mas ele só consegue falar banalidades.
Nem mesmo episódios extremamente interessantes, como a fuga do tenente Danilo Moura, merecem a atenção do escritor, cujo propósito maior parece ser enaltecer a participação brasileira na guerra. Para Barone, os pracinhas são todos heróis não reconhecidos. E a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial parece ter sido crucial para o desfecho do conflito – o que qualquer um com dois neurônios sabe que não foi.
Quando comprei o livro, não esperava ler a obra de um historiador; mas também não esperava ler a obra de um pacheco, com direito a todo tipo de patriotada possível. A participação brasileira na guerra é um assunto riquíssimo, cheio de nuances políticas e muitas histórias pessoais interessantes. Como leitor, só me resta esperar que alguém mais talentoso se debruce sobre o tema. Que tal, Laurentino Gomes?
Achei muito boa a inciativa de contar a história da participação dos brasileiros na Segunda Guerra Mundial, mas a leitura foi bastante frustrante. Não digo que a culpa tenha sido do autor que parece apaixonado pelo tema, mas senti que ele teve poucas informações, parece que quase tudo se perdeu no tempo, poucas histórias de experiências individuais ou de grupos detalhadas (como vemos em livros dos americanos). Em muitos momentos parece burocrático e superficial, talvez pela falta de detalhes disponíveis . Barone explica no final que as histórias dos pracinhas propositalmente foram suprimidas pelo governo brasileiro no pós guerra imediato, mas creio que os interesse por estas histórias veio muito tardiamente, num ponto em que a grande maioria dos veteranos da FEB já faleceu. Talvez se um livro deste tipo tivesse sido pensado há uns 20 anos ou mais, com entrevistas com os envolvidos nos fatos teria sido incrível. Ainda assim, vale ainda a leitura para que o pouco que restou desta história muito interessante permaneça vivo.
Great book! It puts some light over the nearly unknown circunstances which led Brazil to get into the WWII, and its participation as well. Sure, we didn't play a role like England or France, but we were there, and this book explains pre, during and post war.
For those who have any interest in Brazil's history, it's a must-read.
João Barone tentou ser bem abrangente, citando os principais acontecimentos de quase toda a guerra ( e rápidas biografias dos principais personagens do período como Vargas,Mussolini,Roosevelt,Hitler,Mark Clark,Stalin,Tojo), mas sem entrar em detalhes e às vezes com informações fora do contexto em que foram inseridas, o que deixou algumas partes do livro bem superficiais.
O ponto forte do livro são os acontecidos que ocorreram em território brasileiro durante a guerra, indo das mudanças dos nomes de times de futebol como Palmeiras e Cruzeiro por questões políticas, a situação dos “soldados da borracha”, às medidas de prevenção a ataques aéreos nas cidades litorâneas.
Barone comete alguns erros como a definição errônea de cota topográfica (pág 177) e falar que os judeus não são um grupo étnico (apenas religioso), num trecho em que faz referência ao antissemitismo e não ao antijudaísmo.
Pág 69 - “Desde seu início, o Estado Novo implantou uma clara política de controle para a imigração de populações indesejáveis, como negros, judeus e asiáticos, o que se intensificou com o começo da guerra. Antes de Oswaldo Aranha, o ministro das Relações Exteriores era Mário de Pimentel Brandão, que emitiu várias circulares secretas que proibiam a entrada de elementos da “raça de Israel”, um claro desconhecimento quanto ao fato de os judeus na verdade representarem um grupo religioso.“
Bom livro, leitura rápida, recomendado pra quem conhece pouco sobre a história do Brasil no período da guerra.
O livro aborda um assunto interessante e não muito explorado (a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial), porém peca em muitos aspectos.
Existem erros crassos em matéria de história (como confundir os Sudetos na República Checa com a o Corredor Polones ao lado de Danzig, pg 70) que comprometem a credibilidade de todo o livro. No geral senti falta de ver as narrativas serem mais ancoradas em fontes primárias ou documentais.
Vale a leitura se você se interessa pelo assunto, mas talvez seu tempo seja melhor aproveitado lendo outras publicações.
Um tema muito interessante, e um importante relato sobre as injustiças sofridas pela FEB e sua história, nas mãos da pátria que lhes virou as costas. O livro, porém, acaba por tirar muitas vezes o foco sobre a narrativa da atuação da FEB, por vezes focando em eventos com pouca relação à FEB ou que meramente tragam contos sobre outros brasileiros que participaram da guerra (tema interessante, mas que foge completamente ao contexto do livro).
Ainda assim, é uma leitura agradável e informativa, tanto que terminei em um único fim de semana. Recomendo vivamente.
Sensação de tristeza ao se dar conta de que os brasileiros ignoram por completo os feitos - heróicos e nobres, muitos deles - de seus compatriotas na campanha de libertação da Itália na Segunda Guerra. Os italianos até hoje lembram e reverenciam os pracinhas da FEB. Os brasileiros, ao contrário, não têm a menor idéia de quem foram os pracinhas, o que fizeram, como e onde lutaram. O Brasil não merece existir.
I have read a lot of books about World War II, and had never heard anything about Brazil's involvement in the war. It was interesting to learn about the events and circumstances that lead Brazil to join the war on the Allied side and even more impressive to see how they supported the fight against the Axis in Italy. Such brave men should never be forgotten.
A ideia de escrever um livro sobre a participação brasileira na II GM (que é ignorada por muitos) é ótima. Infelizmente faltou um autor com a dedicação para realizar uma pesquisa mais profunda sobre o assunto e a capacidade para fazer análises interessantes sobre as complexidades das relações internacionais.
Muito superficial e basiquinho, deve ter apelo apenas para os "entusiastas de guerra" como o autor, que curtem esse negócio de reenactment e não estão muito aí para high politics.
Um grande trabalho de pesquisa e compilação da atuação brasileira na segunda guerra mundial, dando ainda um bom panorama da situação na época e as conhecidas e possíveis motivações políticas e econômicas.
Mais livros como este são necessários para que aos poucos os brasileiros conheçam e valorizem os pracinhas da FEB.
Ótimo retrato da participação do Brasil na segunda guerra mundial. Vale a pena para quem se interessa pelo assunto e para quem não está nem aí, pois acaba com vários mitos bestas sobre a época (navios brasileiros afundados por americanos, que a FEB foi "passear" na Itália, etc).
Narrativa truncada em vários pontos, tornando a leitura um pouco cansativa, embora seja muito agradável na parte final. De qualquer forma, obra de grande e valor histórico que merece ser lida por todos os brasileiros que tiverem apreço ao passado do país.