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Bandeirantes e Pioneiros: Paralelo entre duas culturas
Primeira obra a comparar o processo de formação do Brasil e das nações da América do Norte, Bandeirantes e pioneiros, de Vianna Moog, tornou-se leitura indispensável.
Escrito em 1954, o livro remonta a trajetória dos pioneiros paulistas que se aventuraram pelo sertão brasileiro no século XVI em busca de riquezas. Ao compará-los aos pioneiros que colonizaram a América do Norte, o autor toca na difícil questão: como pôde o Brasil ter se tornado um incerto país do futuro e os Estados Unidos uma potência mundial?
Para Moog, o processo registrado em solo brasileiro foi decisivo para a formação da identidade do país. Enquanto os pioneiros americanos tiveram uma visão empreendedora, os bandeirantes tiveram como objetivo apenas em lucros imediatos, não se preocupando com a implementação de um sistema que funcionasse para o Brasil como um todo.
Para muitos considerados polêmicos, os questionamentos apresentados por Moog repercutiram internacionalmente, através da tradução do livro para Inglês, Francês e Espanhol.
Escrito em 1954, o livro remonta a trajetória dos pioneiros paulistas que se aventuraram pelo sertão brasileiro no século XVI em busca de riquezas. Ao compará-los aos pioneiros que colonizaram a América do Norte, o autor toca na difícil questão: como pôde o Brasil ter se tornado um incerto país do futuro e os Estados Unidos uma potência mundial?
Para Moog, o processo registrado em solo brasileiro foi decisivo para a formação da identidade do país. Enquanto os pioneiros americanos tiveram uma visão empreendedora, os bandeirantes tiveram como objetivo apenas em lucros imediatos, não se preocupando com a implementação de um sistema que funcionasse para o Brasil como um todo.
Para muitos considerados polêmicos, os questionamentos apresentados por Moog repercutiram internacionalmente, através da tradução do livro para Inglês, Francês e Espanhol.
448 pages, Paperback
First published January 1, 1954
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Community Reviews
Displaying 1 - 7 of 7 reviews
October 18, 2018
Obra impressionante
Um livro que já está na 22º edição no Brasil não pode ser considerado irrelevante. Neste caso, achei até pouco.
Bem, pelo título, já dá pra perceber que o livro me ‘impressionou’. Sim, é um livro publicado primeiramente em 1954 e que se matem atual. Traz uma análise tão profunda sobre a formação histórica tanto do brasileiro como do norte-americano e consegue ainda ser feliz nas suas breves considerações sobre o possível futuro do psicológico desses povos - não é pouca coisa.
Algumas pontuações objetivas:
1) Interessante descrição do problema da consciência do português (melhor que Gilberto Freyre em Casa-Grade e Senzala) que, depois de algum tempo no Brasil, após fazer uso de escravos, roubar, matar e se promiscuir, tinha “a vontade impotente da reconciliação com a consciência” (pag 113). Exemplo que desconhecia da Ilha de Marapatá que fica de frente a Manaus, onde o estrangeiro ao chegar deixa sua consciência e só a recuperar quando deixa a região e retorna para a Europa;
2) Interpretação contrária de valores entre católico e protestante com relação à passagem bíblica, Lucas 10-38 (Maria vs Marta);
3) Opinião de que houve no Brasil uma evolução na instrução, mas piora da educação. Essa afirmação vale para os tempos atuais também;
4) A mania, persistente, de importar ideias ultrapassadas do exterior. Apesar do fácil acesso à informação, isto ainda acontece com frequência;
5) Um dos poucos erros do autor ao prever que haveria uma retração do protestantismo nos EUA e Brasil. Em relação ao primeiro, não sei; mas em relação ao segundo, todos sabemos que houve uma expansão substancial dos evangélicos no nosso país;
6) Incrível análise sobre as ‘neuroses’ psicológicas e emocionais tanto do brasileiro como norte-americano, suas origens e consequências. Até os personagens, Pato Donald, Pateta e Mickey são vistos com olhos que nem imaginava;
7) No Epílogo, o autor defende certas ideias que causam desconforto e podem ser consideradas radicais por alguns. Concordando ou não de início, vale para estimular a pesquisa sobre a psicanálise associada a teologia e história cristã. Muito bom!;
8) Por último, destacaria a fluidez e coerência da obra que mantém o raciocínio por todo o livro de forma brilhante e coerente.
Recomendo!
Um livro que já está na 22º edição no Brasil não pode ser considerado irrelevante. Neste caso, achei até pouco.
Bem, pelo título, já dá pra perceber que o livro me ‘impressionou’. Sim, é um livro publicado primeiramente em 1954 e que se matem atual. Traz uma análise tão profunda sobre a formação histórica tanto do brasileiro como do norte-americano e consegue ainda ser feliz nas suas breves considerações sobre o possível futuro do psicológico desses povos - não é pouca coisa.
Algumas pontuações objetivas:
1) Interessante descrição do problema da consciência do português (melhor que Gilberto Freyre em Casa-Grade e Senzala) que, depois de algum tempo no Brasil, após fazer uso de escravos, roubar, matar e se promiscuir, tinha “a vontade impotente da reconciliação com a consciência” (pag 113). Exemplo que desconhecia da Ilha de Marapatá que fica de frente a Manaus, onde o estrangeiro ao chegar deixa sua consciência e só a recuperar quando deixa a região e retorna para a Europa;
2) Interpretação contrária de valores entre católico e protestante com relação à passagem bíblica, Lucas 10-38 (Maria vs Marta);
3) Opinião de que houve no Brasil uma evolução na instrução, mas piora da educação. Essa afirmação vale para os tempos atuais também;
4) A mania, persistente, de importar ideias ultrapassadas do exterior. Apesar do fácil acesso à informação, isto ainda acontece com frequência;
5) Um dos poucos erros do autor ao prever que haveria uma retração do protestantismo nos EUA e Brasil. Em relação ao primeiro, não sei; mas em relação ao segundo, todos sabemos que houve uma expansão substancial dos evangélicos no nosso país;
6) Incrível análise sobre as ‘neuroses’ psicológicas e emocionais tanto do brasileiro como norte-americano, suas origens e consequências. Até os personagens, Pato Donald, Pateta e Mickey são vistos com olhos que nem imaginava;
7) No Epílogo, o autor defende certas ideias que causam desconforto e podem ser consideradas radicais por alguns. Concordando ou não de início, vale para estimular a pesquisa sobre a psicanálise associada a teologia e história cristã. Muito bom!;
8) Por último, destacaria a fluidez e coerência da obra que mantém o raciocínio por todo o livro de forma brilhante e coerente.
Recomendo!
March 15, 2025
Um grande ensaio sobre cultura, história, geografia, religião, raça. O autor tem a habilidade de amalgamar todos esses tópicos em uma escrita jornalística enquanto traça paralelo entre a nação estadunidense e a brasileira. O livro é da década de 1950s e mesmo assim parece um tanto factual aos nossos tempos. Interessante notar que já nessa época, o autor lamenta o Brasil ser um país que patina em desenvolvimento material e social (e cá estamos 70 anos depois ainda andando em círculos ainda). Enfim, uma grande leitura para os curiosos.
May 30, 2026
Excellent explanation of why Brazil is not as advanced a nation as the US. Dispels the usual racist theories and puts forward several alternative theories clearly and Convincingly.
March 12, 2024
Um dos livros base para a famosa conjectura: Como o Brasil seria hoje se tivessemos sido colonizados por...?
Contudo, o livro de Moog foge dessa retórica e foca na análise de dois tipos de opostos de colonização e suas possíveis consequências de tal forma que algumas questões permanecem em sua posição de bússula, como a ética Protestante e a mentalidade Católica.
São igualmente exploradas noções como assentamente definitivo, eurocentrismo e liberalismo - logicamente, dentro das medidas do período temporal explorado.
Infelizmente, ainda que seu formato seja de ensaio, o trabalho é por demais técnico para que seja facilmente absorvidos por leigos. Para os estudantes de História e áreas afins, fica a dica.
Recomendo.
Contudo, o livro de Moog foge dessa retórica e foca na análise de dois tipos de opostos de colonização e suas possíveis consequências de tal forma que algumas questões permanecem em sua posição de bússula, como a ética Protestante e a mentalidade Católica.
São igualmente exploradas noções como assentamente definitivo, eurocentrismo e liberalismo - logicamente, dentro das medidas do período temporal explorado.
Infelizmente, ainda que seu formato seja de ensaio, o trabalho é por demais técnico para que seja facilmente absorvidos por leigos. Para os estudantes de História e áreas afins, fica a dica.
Recomendo.
January 2, 2015
Um dos livros mais incríveis de história brasileira e americana comparada.
April 16, 2017
Um livro seminal na comparação entre as culturas americana e brasileira. Vale muito a leitura.
August 11, 2017
Livro maravilhoso.
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