O descanso não é sono, nem imobilidade, nem uma solução para a fadiga - mas um momento em que o ser humano se reconstrói, caminha, esquece, encontra um lugar apenas seu.
Durante muito tempo o repouso foi relegado para a «vida eterna», depois da morte e de um destino obediente e conformado. Mas tudo mudou com o século XIX, tornando-se também uma necessidade terapêutica - e um convite ao lazer, com a sua indústria organizada e lucrativa.
Nos dias de hoje, o tempo de lazer ocupa o tempo livre, invade o espaço humano, cria novas formas de dependência e de cumprimento de horários. Erradamente, não falamos mais de descanso, mas de momentos de relaxamento, diversão e evasão, o que equivale a substituir a fadiga por mais tensão, mais tarefas, mais disciplina e mais consumo.
Alain Corbin, um dos investigadores mais originais de hoje (publicou livros sobre a história do silêncio, da erva fresca, da sombra, da ignorância, dos sinos ou da relação com o mar e o céu), convida-nos a refletir sobre a nossa relação com o trabalho, com a fadiga e com o tempo que temos disponível para viver.
Alain Corbin is a French historian, specialist of the 19th century in France.
Trained in the Annales School, Corbin's work has moved away from the large-scale collective structures studied by Fernand Braudel towards a history of sensibilities which is closer to Lucien Febvre's history of mentalités. His books have explored the histories of such subjects as male desire and prostitution, sensory experience of smell and sound, and the 1870 burning of a young nobleman in a Dordogne village.
Faz alguns anos li um livro deste autor: "O território do vazio - a praia e o imaginário ocidental". Esta foi uma experiência de leitura e aprendizagem que gostei bastante. Pelo contrário este "História do repouso" foi um processo algo desinteressante e por vezes aborrecido.
Este livro poderia ser reduzido a 4 páginas: a conclusão. O resto é de um vazio abismal, com as ideias a nunca serem verdadeiramente exploradas. Uma desilusão profunda.