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Segredos de Amor e Sangue

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Quando a força da Paixão e das Letras derrota o maior assassino de todos os tempos: Diogo Alves.
Segredos de Amor e Sangue é um regresso do autor à época em que Diogo Alves, o célebre galego que matava no Aqueduto das Águas Livres, era o grande protagonista do crime em Lisboa.
Em 1997 escreveu o argumento para o filme A Morte de Diogo Alves que venceu o Grande Prémio de Ficção da RTP. Agora, traz o célebre criminoso de volta como pretexto para reconstruir a Lisboa popular dos anos trinta do século XIX, um tempo em que a cidade se despia dos antigos trajes pré-liberais e dava os primeiros passos no Liberalismo emergente. Marcado pela violência e pela pobreza, este romance é uma história de ternura e de paixão, num tempo agreste, onde a força do Amor e das Letras se impõe à voracidade da guerra e do crime, num país que tinha uma população com noventa porcento de analfabetos.
É um romance com histórias apaixonadas, de amor e morte, de fascínio pela descoberta das palavras escritas em português.
Manuel Alcanhões, o narrador, eternamente apaixonado por Isabel, taberneiro em Alfama, testemunha a chegada do Portugal Moderno que vai aprendendo com as lições de um padre miguelista.

Perfect Paperback

First published January 1, 2014

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About the author

Francisco Moita Flores

30 books67 followers
Nasceu em Moura onde estudou até aos quinze anos. Continuou os seus estudos em Beja e depois já casado e com dois filhos em Lisboa, fez o Bacharelato em Biologia, em 1975, tendo sido a partir desse ano, professor do Ensino Secundário, dessa área, até 1978.

Nesse ano ingressou na Polícia Judiciária e foi o primeiro classificado no curso de investigação criminal e formação de inspectores.

Até 1990 pertenceu a brigadas de furto qualificado, assalto à mão armada e homicídios.

Várias vezes louvado, deixou aquela instituição para se dedicar à vida académica.

No entanto, regressa dois anos depois para junto da então direcção da PJ com a incumbência de proceder aos estudos e avaliações do movimento criminal. É nestas funções de assessoria que participa nos Casos de Polícia, programa da SIC que marca uma viragem nas relações entre polícia e comunicação social. Os 12 anos como inspector da Polícia Judiciária, proporcionaram-lhe inúmeras experiências e inspiração para as suas obras de ficção, sendo algumas delas adaptadas para televisão, através da sua produtora Antinomia.

Licenciou-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Simultaneamente desenvolveu intensa actividade como escritor. Várias vezes premiado em Portugal. Colabora regularmente em vários jornais e revistas nacionais. Desenvolvendo estudos sobre a violência e morte violenta, dirigiu a equipa que identificou e trasladou os mortos do cemitério da Aldeia da Luz, numa das operações científicas mais impressionantes dos últimos anos.

No que respeita à política é independente. Depois de na juventude ter vivido a euforia decorrente do 25 de Abril, com 21 anos, afastou-se de qualquer actividade política. Já depois de ter abandonado a PJ, aceitou por duas vezes integrar, na qualidade de independente, listas do PS à autarquia de Moura mas com o aviso prévio que não estaria disponível para aceitar lugares de acção política. Residindo em Santarém (S. Bento), o PSD deu-lhe apoio.

A 8 de Junho de 2009 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

É membro da Maçonaria.

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3 (2%)
1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 12 of 12 reviews
Profile Image for Rute.
60 reviews1 follower
September 27, 2016
O primeiro livro que li deste autor. Fica a vontade de continuar.
"Gostava tanto de saber como se escreve a palavra Amo-te. Queria escreve-la e entregar-ta como testemunho. Até porque as palavras escritas parecem ter mais força do que aquelas que sao ditas. Fixam-se no tempo"
Profile Image for Maria.
1,035 reviews112 followers
September 1, 2014
Apesar de a história de Diogo Alves não ser desconhecida para mim, li, inclusive, O Assassino do Aqueduto de Anabela Natário no início deste ano, não consegui ficar indiferente a mais um livro de Francisco Moita Flores.

Moita Flores é um mestre a contar a história da História. E fá-lo como ninguém.

Partindo de uma história romanceada de um taberneiro cujo sonho era aprender a ler e a escrever, o autor dá a conhecer ao leitor, de uma forma simples, mas agradável e perceptível, os costumes da época, o nível de iliteracia em meados do século XIX, a época em que viveu Diogo Alves, mais conhecido como O Pancada, aquele que seria o assassino do Aqueduto das Águas Livres, apesar de nunca ter sido condenado pelas mais de 70 mortes que ceifou.

Manuel Alcanhões, português analfabeto como os 90% dos portugueses daquela época, taberneiro, mas com uma visão do mundo muito diferente da dos seus congéneres, é o narrador. Perspicaz, vivido, é na sua taberna que passam os maiores rufiões do reino. Também só eles e pouco mais frequentavam tabernas daquele tipo numa alfama onde despontava o fado e onde fadistas como a Severa eram consideradas escória da sociedade.Apesar de iletrado questionava o método da polícia em fazer os já condenados por todos em reconhecer os crimes que cometeram ou não. Além disso, mostrava-se completamente contra a pena de morte, encarada pela maioria como um espectáculo digno de se ver.


Opinião completa: http://marcadordelivros.blogspot.pt/2...
Profile Image for Marina Deus.
28 reviews4 followers
September 12, 2015
Sabe a pouco... Acontece tudo muito depressa. Teria gostado de ver descrições da cidade de Lisboa, onde a acção decorre em vez da simples nomeação do espaço. Faltaram mais completas descrições das personagens e justificar a presença das figuras históricas. A história está muito bem construída e muito bem escrita. Com mais 300 páginas e seria um livro inesquecível. Recomendo, ainda assim.
Profile Image for Tiago Malaquias.
102 reviews1 follower
August 18, 2020
POR:
Mais um livro deste autor português que mistura factos históricos com ficção! Muito bom!

ENG:
Another book by this Portuguese author that mixes historical facts with fiction! Very good!
Profile Image for Alda  Delicado.
737 reviews7 followers
November 16, 2020
A história do assassino e ladrão Diogo Alves contada pela perspetiva de um taberneiro de Alfama cujo grande sonho era saber ler e escrever. O que mais gostei foi mesmo a descrição recheada de pormenores pitorescos da cidade de Lisboa num período política e socialmente conturbado.
Profile Image for Susana Filipe.
307 reviews5 followers
May 21, 2019
Talvez porque gosto mesmo de ler este autor...talvez, mas a historia de Diogo Alves, não sendo novidade para mim, foi maravilhosamente bem contada.
Profile Image for Carlo RUIVO.
3 reviews
December 19, 2019
Romance histórico sobre a vida em Lisboa no século XIX, paixão pelas letras nos tempos em que foi
o ultimo criminoso executado em Portugal - Diogo Alves
Profile Image for Magda Pais.
Author 4 books81 followers
August 27, 2014
Este foi o terceiro livro que li de Francisco Moita Flores e que vem confirmar a minha opinião – FMF é um comunicador nato, um contador de histórias fabuloso.
Mais que a história do Pancada (alcunha pela qual Diogo Alves respondia), Segredos de Amor e Sangue é a história de amor de Manuel Alcanhões pela sua Isabel e pelas letras. Estamos em meados de 1840 e Manuel é um taberneiro de Alfama, entre as prisões do Limoeiro e a de Aljube, onde o seu amigo, padre Salles, é confessor.
Manuel desde sempre que tem um sonho – ler. E é o padre Salles, um padre miguelista, que, enquanto bebe licor de poejo, o vai ensinando ler e a escrever – de notar que, em meados de 1840, 90% da população era analfabeta, e que só os padres ou quem tinha dinheiro aprendia a ler.
A fome, a falta de trabalho, as más condições de vida levam a que haja cada vez mais ladrões na cidade de Lisboa e muitos deles frequentam a taberna de Manuel Alcanhões que acaba por tomar conhecimento dos crimes que executaram ou que estão a planear. Pancada/Diogo Alves, é um dos meliantes que costuma parar por ali e Manuel acaba por saber que é ele o autor das mortes no Aqueduto. No entanto é quase impossível provar que assim é. De lembrar que, na altura em que o livro se passa, as provas aceites em tribunal se baseavam quase que só nas confissões dos autores – muitas delas arrancadas pela tortura dos suspeitos.
Manuel Alcanhões é um homem com ideias avançadas para a época em que vive. Não só sonha ler como trata Isabel, a sua mulher, como igual, ao contrário dos outros homens que, nessa altura, tratavam as mulheres como suas propriedades.
Pelo livro e pela taberna de Manuel passam várias personagens da época – João de Deus, Joaquim António de Aguiar, Almeida Garrett, etc.
Venha então o próximo romance histórico de FMP, que eu o lerei também com o mesmo interesse.
Profile Image for Inês Montenegro.
Author 49 books147 followers
Read
November 8, 2021
Peguei neste livro julgando que teria um mistério histórico em torno do famoso assassino em série do Aqueduto de Lisboa. Logo no início, contudo, apercebi-me do meu erro: tanto o narrador quanto o leitor sabe desde cedo a identidade do assassino, bem como o seu método de agir. Assim, o romance é mais um registar de memórias e considerações do narrador, um taberneiro de pensamentos bastante avançados para a época. O leitor acaba por se embrenhar nas suas considerações sobre a condição da mulher, o amor e respeito que tem pela esposa, a realização que sente – e o esforço que despende – com a aprendizagem das letras já em adulto, as descrições sobre o dia-a-dia na sua taberna e no bairro da Alfama, onde vive, e a culpa e receio que sente em relação ao famoso assassino, cujas acções não se atreve a denunciar. Uma vez que é escrito como sendo um registar de memórias, a linha temporal não é propriamente fixa, saltando o taberneiro de acontecimentos que vão desde o tempo de Maria I, até ao tempo de Maria II, a época em que decorre a acção principal, e mencionando ainda a Guerra Civil – no entanto, adopta a óptica de um português que, conquanto tenha conhecimento dos acontecimentos políticos, raramente se interessa pelos seus detalhes. Dá o suficiente para que um leitor que já o saiba compreenda ao que se refere, mas não para que um leitor que não o saiba o fique a saber.

Opinião completa em: https://booktalesblog.wordpress.com/2...
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Profile Image for Margarida.
461 reviews43 followers
May 13, 2015
Foi a primeira obra literária que li de Francisco Moita Flores, apesar de já conhecer as séries das quais foi autor. A escrita surpreendeu-me pela positiva, sem artifícios e pseudo-intelectualismos, com uma linguagem directa e simples, bem própria das personagens que descrevia, pessoas comuns do povo.
Conta-nos a história de Diogo Alves, o famigerado bandido galego que aterrorizou Lisboa na primeira metade do século XIX, com uma série de crimes, sendo o mais falado o dos roubos/assassinatos no Aqueduto das Águas Livres mas o que o vai conduzir à condenação é o assassinato de 4 pessoas num assalto a casa de um médico lisboeta famoso.
É interessante conhecer a história do bandido em paralelo com a do protagonista, o taberneiro Manuel, e a sua mulher Isabel, o seu grande amor, o humanismo que transmitem, o amor pelas letras que o leva a querer aprender a ler já adulto. A obra que lemos é fruto da escrita deste personagem, que conviveu com Diogo Alves e o seu gang, que frequentavam a taberna.
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