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A Causa das Coisas
«Há uma instituição portuguesa que é única no mundo inteiro. É o já agora. Noutras culturas, tratar-se-ia de um pleonasmo. Na nossa, faz parte do pasmo.
O já agora, e a variante popular "Já que estás com a mão na massa...", significam a forma particularmente portuguesa do desejo. Os portugueses não gostam de dizer que querem as coisas. Entre nós, querer é considerado uma violência. Por isso, quando se chega a um café, diz-se que se queria uma bica e nunca que se quer uma bica. Se alguém oferece, também, uma aguardente, diz-se: "Já agora...". Tudo se passa no pretérito, no condicional, na coincidência.»
O já agora, e a variante popular "Já que estás com a mão na massa...", significam a forma particularmente portuguesa do desejo. Os portugueses não gostam de dizer que querem as coisas. Entre nós, querer é considerado uma violência. Por isso, quando se chega a um café, diz-se que se queria uma bica e nunca que se quer uma bica. Se alguém oferece, também, uma aguardente, diz-se: "Já agora...". Tudo se passa no pretérito, no condicional, na coincidência.»
376 pages, Paperback
First published January 1, 1986
About the author
Miguel Esteves Cardoso
42 books497 followersMiguel Esteves Cardoso is a Portuguese writer, translator, critic and journalist. He's a well known monarchist and conservative.
Miguel was born in a middle class family in Lisbon. His father, Joaquim Carlos Esteves Cardoso, was Portuguese and his mother, Hazel Diana Smith, was English. He had a good education and the advantage of a bilingual and bicultural upbringing, helping him to develop an outsider's detachment from the culture of his birth country. In 1979, he graduated from Manchester University in political studies and four years later, in 1983, he received his doctorate in Political Philosophy. While there he made contact with some of the New Wave bands of the Factory records like Joy Division or New Order.
In 1981 Cardoso became the father of twin girls. One year later he returned to Portugal, where he worked as an assisting investigator of the Social Studies Institute on the Lisbon University. He later became a supporting teacher of political sociology in ISCTE and then returned to Manchester University for a postdoctorate in Political Philosophy oriented by Derek Parfit and Joseph Raz.
Miguel was born in a middle class family in Lisbon. His father, Joaquim Carlos Esteves Cardoso, was Portuguese and his mother, Hazel Diana Smith, was English. He had a good education and the advantage of a bilingual and bicultural upbringing, helping him to develop an outsider's detachment from the culture of his birth country. In 1979, he graduated from Manchester University in political studies and four years later, in 1983, he received his doctorate in Political Philosophy. While there he made contact with some of the New Wave bands of the Factory records like Joy Division or New Order.
In 1981 Cardoso became the father of twin girls. One year later he returned to Portugal, where he worked as an assisting investigator of the Social Studies Institute on the Lisbon University. He later became a supporting teacher of political sociology in ISCTE and then returned to Manchester University for a postdoctorate in Political Philosophy oriented by Derek Parfit and Joseph Raz.
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Community Reviews
Displaying 1 - 30 of 37 reviews
June 14, 2016
Uma Vida À Portuguesa Concerteza...
A Portugalite
Entre as afecções de boca dos portugueses que nem a pasta medicinal Couto pode curar, nenhuma há tão generalizada e galopante como a Portugalite. A Portugalite é uma inflamação nervosa que consiste em estar sempre a dizer mal de Portugal. É altamente contagiosa (transmite-se pela saliva) e até hoje não se descobriu cura.
Um retrato crítico do que tem sido viver a vida à portuguesa.
Embora sejam Retalhos do Comportamento Social dos anos 80, os portugueses continuam assim...
Dir-se-ia que MEC captou a essência da Alma Lusitana 😉
A Portugalite
Entre as afecções de boca dos portugueses que nem a pasta medicinal Couto pode curar, nenhuma há tão generalizada e galopante como a Portugalite. A Portugalite é uma inflamação nervosa que consiste em estar sempre a dizer mal de Portugal. É altamente contagiosa (transmite-se pela saliva) e até hoje não se descobriu cura.
Um retrato crítico do que tem sido viver a vida à portuguesa.
Embora sejam Retalhos do Comportamento Social dos anos 80, os portugueses continuam assim...
Dir-se-ia que MEC captou a essência da Alma Lusitana 😉
March 29, 2014
Apenas crónicas...
Portugal e os portugueses!
O Miguel diz mal de quem gosta!
Detalhes deliciosos do quotidiano dos portugueses
Muito interessante!
Com humor...
Podemos extrapolar...
Sempre...
Apenas crónicas?
Portugal e os portugueses!
O Miguel diz mal de quem gosta!
Detalhes deliciosos do quotidiano dos portugueses
Muito interessante!
Com humor...
Podemos extrapolar...
Sempre...
Apenas crónicas?
March 23, 2012
Mestre Miguel Esteves Cardoso à solta e a dizer mal do país e dos seus habitantes. Mal é como quem diz, porque MEC apenas retrata a realidade de um povo adormecido e com muitos defeitos. Quem se sentir atingido pelos textos de MEC é porque achou o livro uma autêntica obra prima. Sem MEC, o país não podia viver!
Francisco Castelo Branco, 2011
http://aminhalivraria.blogspot.pt/201...
Francisco Castelo Branco, 2011
http://aminhalivraria.blogspot.pt/201...
March 10, 2024
A Causa das Coisas é uma compilação de crónicas sobre os portugueses, principalmente as coisas mais ridículas, estúpidas e retrógradas que nos caracterizam. Foram escritas há quase 40 anos e é assustador ver como quase nada mudou e retira-me a esperança de ver grandes e rápidas alterações (para melhor) na sociedade portuguesa. Fico muito admirada com a forma como o MEC escreve: primeiro é preciso ser muitíssimo perspicaz para “apanhar” a nossa essência assim tão bem. Em segundo é preciso ser muito talentoso para expressar essas observações usando a língua portuguesa da forma como ele a usa, brinca com as palavras e tira da nossa língua o maior proveito possível para transmitir as considerações tecidas. Terceiro: muito humor. Não concordo com tudo o que o MEC diz mas concordo com muita coisa e queria saber escrever assim, dando o máximo uso a uma palavra em prol da expressão perfeita de um pensamento. Demorei muitos meses para ler porque o livro é extenso e cansava-me ler tantas crónicas seguidas mas foi o meu segundo livro enquanto lia outras coisas e funcionou muito bem assim.
August 14, 2014
Só um português se pode rir de Portugal e este é o livro ideal para isso. Se há alguém que é capaz de fazer um estudo sociológico, escatológico e hilariante dessa coisa que é ser português é Miguel Esteves Cardoso.
March 8, 2018
Estava à espera de mais. Não é mau, é só ok.
August 9, 2010
As crónicas do Miguel Esteves Cardoso são quase sempre muito interesantes e por vezes bem humoradas. A sua capacidade para pegar em pequenos detalhes do nosso quotidiano e deles fazer extrapolações sócio culturais é fabulosa.
Contudo o autor parece oscilar entre uma admiração, porventura excessiva, dos hábitos dos portugueses e o seu contrário, sem se perceber muito bem qual é sua verdadeira posição. Mas isso talvez fosse esperar demasiado dum livro que afinal é uma simples coleção de crónicas de jornal...
Contudo o autor parece oscilar entre uma admiração, porventura excessiva, dos hábitos dos portugueses e o seu contrário, sem se perceber muito bem qual é sua verdadeira posição. Mas isso talvez fosse esperar demasiado dum livro que afinal é uma simples coleção de crónicas de jornal...
June 29, 2013
A sociedade portuguesa. Ninguém a descreve melhor.
February 25, 2026
gostei bastante destas crónicas. muito resumidamente são assim um belo roast a portugal e aos portugueses, com muito sentido de humor e acredito que também muito amor por eles. eu comecei este livro já no ano passado e, apesar de estar a gostar, deixei-o a meio, o que pode ter contribuído para agora não estar conectada a 100%, assim como o facto de serem muito falados algumas notícias, pessoas e produtos que não cheguei a conhecer por serem anteriores à minha existência ahahahah e dessa forma, não me conectei da mesma maneira com essas crónicas em particular. mas quero ler mais livros do miguel esteves cardoso.
March 3, 2021
Adorei este livro.
August 29, 2018
Este é o retrato mais belo e exímio que alguma vez vi espelhar o que é ser português. Soube que era 'amor' à primeira página.
June 28, 2022
Fantásticas crónicas semanais, que nos fazem pensar, rir e refletir sobre coisas que nunca pensámos. Aconselho
May 1, 2026
delícias da portugalidade, causas das minhas coisas
August 29, 2013
Um livro completamente intemporal.
Muitas das crónicas são, ainda hoje em dia, representativas do que é ser português.
O humor e o sentido crítico combinados numa leitura de aquilo que ainda é Portugal (apesar das crónicas serem dos anos 80).
Há crónicas e expressões que deveriam ser de leitura obrigatória no plano escolar.
Muitas das crónicas são, ainda hoje em dia, representativas do que é ser português.
O humor e o sentido crítico combinados numa leitura de aquilo que ainda é Portugal (apesar das crónicas serem dos anos 80).
Há crónicas e expressões que deveriam ser de leitura obrigatória no plano escolar.
January 11, 2014
Comprei este livro há alguns anos, lia-o basicamente por assuntos de interesse, mas desta vez resolvi lê-lo por completo e foi uma divertida e instrutiva leitura. Já ouvi portugueses falarem de Miguel com certo rancor pela forma como ele expõe tão bem a fraqueza e as virtudes do seu povo. Um livro que precisa ser lido por quem vive em Portugal.
June 29, 2013
Já li há muitos anos, gosto de tudo o que o MEC escreve, ele pura e simplesmente diz por palavras, aquilo que eu penso, mas que não consigo pôr por palavras. muito obrigada MEC. recomendo vivamente, principalmente a estrangeiros que lêm português
August 29, 2014
Era um adolescente, haveria de descobrir a revista K e não existia mais ninguém a escrever crónicas assim. A análise da portugalidade através dos maneirismos de linguagem era deliciosa e imensamente pertinente. Sinto saudades do MEC dessa altura. Ou serão saudades de ser adolescente?
June 16, 2023
“Dizem que só de devem ler livros bons, e não podia ser mais tamanha a estupidez. Ler é uma necessidade como comer - não é só luxo, arte, e aprender. Quando não há Rosbife, come-se rissol. E quando não há um bom livro, lê-se outra merda qualquer.”
May 8, 2012
Tem crónicas muito boas boas mas algumas envelheceram um bocado mal.
August 19, 2015
Puta que pariu, isto é tão bom.
May 30, 2019
"É o facto cultural mais assustador de todos - os portugueses não lêem livros. Em nenhum outro país da Europa é tão raro ver alguém a ler um livro em público. Causa genuína aflição vê-los a não ler. Na praia, nas salas de espera, nos comboios, enquanto almoçam sozinhos, nos cafés... em toda a parte se vê uma população atarefadamente dedicada à actividade de não-ler. Porque é que não aproveitam estes tempos mortos?
Não se sabe. Uma das causas será o facto do português ter horror à solidão. Esteja onde estiver, e por muito entediada que seja a sua condição, o português prefere estar a olhar para os outros - os tais que, por sua vez (e em vez de estar a ler), estão a olhar para ele. O português tem medo de se mergulhar num livro, porque isso significa que deixa de estar à coca. Não pode estar em lado nenhum sem sentir que está de serviço , a controlar a situação. Olha os que entram, os que saem; os que ficam, os que voam e fazem «Bzzz...». Nem é só por bisbilhotice - é por desconfiança. Não pegam num livro porque têm medo de apanhar com uma paulada nas costas enquanto estão distraídos. Para um português, ler é estar desprevenido."
Não se sabe. Uma das causas será o facto do português ter horror à solidão. Esteja onde estiver, e por muito entediada que seja a sua condição, o português prefere estar a olhar para os outros - os tais que, por sua vez (e em vez de estar a ler), estão a olhar para ele. O português tem medo de se mergulhar num livro, porque isso significa que deixa de estar à coca. Não pode estar em lado nenhum sem sentir que está de serviço , a controlar a situação. Olha os que entram, os que saem; os que ficam, os que voam e fazem «Bzzz...». Nem é só por bisbilhotice - é por desconfiança. Não pegam num livro porque têm medo de apanhar com uma paulada nas costas enquanto estão distraídos. Para um português, ler é estar desprevenido."
April 23, 2025
Falo conjuntamente dos 4 livros de crónicas de Miguel Esteves Cardoso: As Minhas Aventuras na República Portuguesa, A Causa das Coisas, Os Meus Problemas e Ultimo Volume.
Quando se junta um escritor hábil e talentoso com uma visão do mundo lúcida e actualizada e uma cultura considerável, obtemos crónicas notáveis, como as do Miguel Esteves Cardoso.
Lembro-me de haver partes destes livros a que voltava vezes sem conta, tanto era o sentido de oportunidade e a graça. Algumas crónicas geravam sempre gargalhadas. Outras, reflexões pertinentes.
Actualmente, o autor já não tem paciência para este estilo (e faz bem, tudo tem o seu tempo), mas nas suas mais recentes incursões no Público, continua oportuno.
A estes livros de crónicas, ninguém tira o seu lugar na história. Ao mesmo tempo marcam uma dada época e fazem parte da história pessoal de muitos leitores.
Quando se junta um escritor hábil e talentoso com uma visão do mundo lúcida e actualizada e uma cultura considerável, obtemos crónicas notáveis, como as do Miguel Esteves Cardoso.
Lembro-me de haver partes destes livros a que voltava vezes sem conta, tanto era o sentido de oportunidade e a graça. Algumas crónicas geravam sempre gargalhadas. Outras, reflexões pertinentes.
Actualmente, o autor já não tem paciência para este estilo (e faz bem, tudo tem o seu tempo), mas nas suas mais recentes incursões no Público, continua oportuno.
A estes livros de crónicas, ninguém tira o seu lugar na história. Ao mesmo tempo marcam uma dada época e fazem parte da história pessoal de muitos leitores.
August 29, 2020
Interessantíssimo e divertido livro de crónicas sobre a cultura portuguesa. Para ler, de vez quando como quem não quer a coisa.
Melhor crónica - Piropo:
“Os rapazes de hoje já não perguntam as raparigas se os anjos desceram à terra, ou que bem fizeram a Deus para lhes dar uns olhos tão bonitos. Dizem laconicamente, com o ar indiferente que marca o cool da contemporaneidade: “Vamos aí?”(...) “Bute?”. Bute significa qualquer coisa como: “Acho te muito bonita e desejável e adoraria poder levar-te imediatamente para um local distante e deserto onde eu pudesse totalmente desfazer te em sorvete de framboesas”.
Melhor crónica - Piropo:
“Os rapazes de hoje já não perguntam as raparigas se os anjos desceram à terra, ou que bem fizeram a Deus para lhes dar uns olhos tão bonitos. Dizem laconicamente, com o ar indiferente que marca o cool da contemporaneidade: “Vamos aí?”(...) “Bute?”. Bute significa qualquer coisa como: “Acho te muito bonita e desejável e adoraria poder levar-te imediatamente para um local distante e deserto onde eu pudesse totalmente desfazer te em sorvete de framboesas”.
This entire review has been hidden because of spoilers.
October 15, 2023
“Em Portugal, ter amor às nossas coisas implica dizer mal delas”
Um conjunto de crónicas escritas nos anos 80 sobre Portugal, o portuga e a essência de ser português, entre outras coisas, que se mantêm estranha e curiosamente actuais. Apesar de o salto geracional por vezes ser grande, a maior parte dos temas continua a fazer sentido e a escrita a preservar o seu humor. Bom para ir lendo.
Um conjunto de crónicas escritas nos anos 80 sobre Portugal, o portuga e a essência de ser português, entre outras coisas, que se mantêm estranha e curiosamente actuais. Apesar de o salto geracional por vezes ser grande, a maior parte dos temas continua a fazer sentido e a escrita a preservar o seu humor. Bom para ir lendo.
April 25, 2024
A minha avaliação deste livro deve-se a: primeiro, eu aparentemente nao ser fã de crónicas; segundo, algumas referências já serem um tanto quanto desatualizadas. Deu na mesma para rir, para me identificar com muitas das coisas e para passar um bom bocado! Não é o meu estilo de leitura preferido, mas um bom livro de toda a forma!
May 27, 2019
Alguns textos geniais, outros nem por isso. Mas em qualquer caso um excelente retrato de época dos portugueses e de Portugal. Dá para fazer um “descubra as diferenças” com mais de 30 anos de distância. Spoiler: é difícil encontrá-las.
December 13, 2019
No seu estilo inconfundível, MEC retrata o nosso Portugalzinho, que tem tanto de pequeno como de grande.
Um livro intemporal e muito divertido.
Um livro intemporal e muito divertido.
March 26, 2020
Um falar dos Portugueses e das coisas portuguesas, com humor e com todas as suas particularidades.
Publicadas em 1986, estas crónicas continuam bem actuais!
Publicadas em 1986, estas crónicas continuam bem actuais!
February 23, 2021
Almoço
Assim
Amor
Corrupção
Fadas
Haver
Já Agora
Londres
Luto
Mimo
Optimismo
Paixão
Palitos
Papel
Portugalite
Povo Rico
Razão
Tempo
Zero
Assim
Amor
Corrupção
Fadas
Haver
Já Agora
Londres
Luto
Mimo
Optimismo
Paixão
Palitos
Papel
Portugalite
Povo Rico
Razão
Tempo
Zero
September 9, 2021
Opinião no Canal:
https://www.youtube.com/watch?v=hh-PP...
Opinião no blog:
https://abrirolivro.com/a-causa-das-c...
https://www.youtube.com/watch?v=hh-PP...
Opinião no blog:
https://abrirolivro.com/a-causa-das-c...
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