“(...) Sei que não vinhas a fugir de nada, nem à procura de coisa nenhuma. Mas acho que, quando eras pequeno, te arrancaram uma parte de ti, e desde então ficaste incompleto e perdeste, quem sabe talvez para sempre, a capacidade de adormecer nos braços de alguém sem que penses no perigo de ficar na armadilha do carinho para todo o sempre.” (Bird's Soul)
Margarida Rebelo Pinto licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade Clássica de Lisboa e iniciou a actividade de jornalista em várias publicações como: O Independente, Se7e, Marie Claire e Diário de Notícias. Enquanto escritora, escreveu seis romances, quatro livros de crónicas, um livro para crianças e uma biografia.
O seu primeiro livro, Sei lá, publicado em 1999, foi um dos maiores sucessos de vendas em Portugal, atingindo números de vendas pouco usuais para o país. Mais tarde, com os seus títulos seguintes, rapidamente alcançou um êxito similar. Actualmente, as suas obras encontram-se traduzidas na Espanha, Brasil, Países Baixos, Bélgica, Alemanha e Lituânia.
Paralelamente à escrita, Margarida dedicou-se também ao cinema, sendo a autora do telefilme da SIC Um Passeio no Parque e, mais recentemente, às peças de teatro.
Dizem que quando relemos os livros de que gostamos muito é como se voltássemos a casa, como se nos voltássemos a encontrar! Sim, concordo com os haters que odeiam a escritora e que dizem que ela se repete, é verdade. Sim, concordo que as histórias são superficiais, é verdade. Sim, concordo que nem tudo o que ela escreve é digno de livro, é verdade. Mas este é e vai continuar a ser um dos livros da minha vida. Porque quando o li revi-me tanto naquelas palavras que só me apetecia entrar nas páginas. Já não o lia há uns cinco anos e desta vez pude ter o prazer de ler o meu exemplar!
Que livro tãaaaoooo bom!! ❤ Uma preciosidade. Daqueles que não consegui parar de ler até ao fim. A escrita é irrepreensível, fluída, quase como se estivésse a ver um filme. Os temas são o AMOR a MORTE e a Perda. Inês perdeu a mãe e tem de pensar sobre o que lhe deu força quando a mãe morreu; depois vê o seu amor (Miguel) partir; Ambos os temas levam-nos a pensar sobre a formas como lidamos com a perda daqueles que amamos; Miguel pensa, não sentir a falta dela. A vida ensinou-lhe a não sentir falta de ninguém, a aceitar a perda e a morte com um sorriso cínico e um conformismo quase inato. Teresa à casada com um toxicodependente e Ana não consegue ter filhos. As personagens são todas incríveis, muito diferentes e sofridas. Mas o destino está traçado e a força, a coragem e o amor vão prevalecer.
Li este livro há imenso tempo! E lembro-me de ter gostado muito. Tornou-se um dos meus livros preferidos, na adolescência. Agora, acho que não o iria ler com o mesmo entusiasmo. Talvez nem conseguisse termina-lo. A forma como passei a "ver" a autora ajudou bastante!
EN: I didn't like the way the author described men, through a constant attempt to criticize them in a generalized way and characters who only think about make out with girls and getting drunk. This way, this book presents us superficial and empty characters, a writing full of bad words and a repetitive story, which does not have a concrete ending.
PT: Não gostei da forma como a autora descreveu os homens, através de uma constante tentativa de crítica aos mesmos de forma generalizada e de personagens que só pensam em “comer gajas” (tal como a autora escreveu) e embebedar-se. Assim, este livro apresenta-nos personagens superficiais e vazias, uma escrita banhada de palavrões e uma história repetitiva, que não tem um final concreto.
É o 2º Livro que leio da MRP, e mais uma vez gostei. Achei muito natural e convincente a forma como são expostos os pensamentos e o sentir das personagens. A história em si também cativa, porém tal como no livro anterior (Não há Coincidências)considero que este chega ao fim prematuramente..dá a sensação que ficou incompleto..penso que deveria ter havido um maior desenvolvimento no que toca às personagens principais..Não me refiro a um happy ending, mas um desfecho que o leitor "pudesse assistir" independentemente de ser feliz ou não.
Completamente desiludida. Fio condutor da história demasiado básico e banal. O facto de escrever sob o ponto de vista das várias personagens e estar constantemente a saltitar entre elas torna tudo muito confuso e sem nexo algum.
Encontrei este livro na FLL este ano, e apaixonei-me pela capa. Adoro tons vivos, puxam sempre o meu interesse. Ao ler a sinopse, apercebi-me que não era tanto o meu género comum, mas dei uma oportunidade, e ainda bem que o fiz. A escrita da Margarida Rebelo Pinto é fácil de ser lida, e transporta-nos pela leitura exatamente por conseguirmos imaginar alguém da nossa vida a falar desse modo. Inês é uma mulher madura, divorciada, com uma filha meiga e os melhores amigos do mundo. Miguel é um miúdo, que ainda não sabe o que é a vida e tem que crescer bastante ainda, ganhar responsabilidades. Duas pessoas que gostam uma da outra, mas que estão em estágios demasiadamente opostos na vida para poderem dar certo. Acho que esta história me tocou tanto pois sei o que é gostar de alguém, mas não ser a pessoa certa para mim. Dói, bastante, quando a pessoa vai embora. Gostar de alguém não é tudo para uma relação dar certo, e este livro retrata bastante bem esse facto. É uma história real, que dá para nos colocarmos na pele de ambos, em que não há ninguém que esteja 100% certo ou errado. São pessoas diferentes, vidas diferentes, desejos diferentes, e estágios de vida diferentes. Apaixonei-me por completo pela história, e confesso que quero mais livros da Margarida, pois a sua escrita é maravilhosa.
Estreia com a autora Margarida Rebelo Pinto. Um livro simples mas cheio de conteúdo. No início achei uma leitura banal, com a história de vida da Inês e seu namorado Miguel, bem como dos seus amigos e familiares. Mas, o livro é mais profundo que toda a vivência de uma jovem adulta, tem essência, tem conteúdo. Faz-nos pensar sobre o amor, amor próprio, dar e receber, até onde vamos pelo pseudo amor, até onde suportamos o sofrimento e o que consideramos mais importante na nossa vida. Fica a questão, nem sempre o amor da vida é para a vida... Ou, devemos seguir o coração ? O que suportamos e até quando suportamos? Faça o favor de ler e responda a si mesmo...
O livro é cheio de estereótipos, como algumas resenhas alertam. Não é possível que os homens, à exceção de Frederico e Felipe, sejam tão vulgares. A protagonista é carismática, mas passamos o livro torcendo para que ela ame mais a si própria. Até a filha de 5 anos parece mais sensata do que ela. É isso que me manteve presa até o final.
De qualquer forma, queria ter lido este livro com as amigas porque ele traz boas discussões. O que é, verdadeiramente, uma alma de passado? É Miguel que não tem responsabilidade afetiva ou Inês que a terceiriza?
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Este livro é bastante repetitivo, mas tem várias tentativas de definição do amor, não há um final, e isso é apenas horrível porque acaba num momento de grande espera pelo esclarecimento/entendimento da situação entre os personagens principais, o que não sabemos se acontece. Os personagens são bastante genéricos e são mal desenvolvidos, além do livro generalizar as mulheres e os homens de uma forma bastante vulnerável ou convencida.
Foi o primeiro livro que li desta autora. A história não é má mas também não é maravilhosa. Muitas vezes não sabia quem estava a narrar, as histórias e os assuntos mudava do nada que não sabia no início de cada capítulo quem era o narrador e não gostei do final.
Depois de tanta letra, página após página, achei que faltou uma conversa e faltou um final diferente....
Apesar de adorar a MRP e a forma como retrata as relações de forma realista, tenho de admitir que esta foi, das obras que li da mesma, a que menos gostei, teve muito pouca ação e por isso não me captou tanto.
parecia que estava a ler a mesma coisa durante 200 páginas não há UMA personagem decente neste livro inteiro, os personagens masculinos são todos uns porcos e a falta de amor próprio da Inês deu-me vontade de socar uma parede. thank god q não gastei dinheiro com este livro #IMFREE
Ela gosta dele, ele gosta dela mas ele tem alma de pássaro, gosta de voar e não se sente preparado para assentar e mesmo sabendo isso ela ama, ela entrega-se, ela dá tudo, ela sabe que um dia ele vai embora mas quer aproveitar cada momento e quando esse dia chega ela sente-se perdida, sem rumo, não importa a distância, não importa o que nos digam, quando se ama acreditamos sempre que é possível e que um dia o mundo vira e as coisas acontecem do jeito que nós sempre sonhamos...