Olhava para todos os lados sem parar, procurando um ponto cardeal ou uma estrela polar, uma seta no chão, um aceno no horizonte, uma simples cruz a marcar o lugar, uma premonição, um verso codificado ou um trilho de migalhas no chão; precisava de uma direcção. Fiquei por ali, gritando o mais alto que podia, em aflição, que precisava de um caminho, de um rumo e de uma direcção, mas como não havia paredes onde o som pudesse ressoar as palavras iam e nunca voltavam. Era incapaz de me ouvir, e só sabia que estava a gritar pela trepidação dos meus ossos que sentia do esforço sobre-humano que fazia. E fiquei naquilo milhares de vezes repetindo, ou milhões ou biliões, pois nunca as contei, até que me calei por meu próprio convencimento. Tal era a soberba ou a surdez do dono daquele lugar.
Não sei que posso dizer sobre este conto… Foi uma coisa difícil de interpretar. A história passa-se numa divisão a que se chama “O Quarto Branco”. Quem entra nunca mais sai e de fora não se vê nada a não ser as pessoas a desaparecerem lá dentro. Penso que na maior parte do tempo é-nos transmitida uma sensação de pânico inexplicável numa confusão de palavras sem sentido. O conto está dividido em três partes com nomes igualmente estranhos. A Parte 1, que tem 5 capítulos, chama-se “Entrar sem sair”. Confesso a minha enorme confusão, numa deambulação entre passado, presente e futuro e naquela sensação de que a história fica por aí para sempre. Na Parte 2, com 4 capítulos, que se chama “Viajar sem andar”, experimentamos a sensação de que afinal não há nada contra o que lutar pois tudo se parece estar a resolver sozinho. Começa a mais curta história de amor que já li. Na Parte 3, “Sair sem o querer” com apenas 1 capítulo, tudo acaba tão abruptamente quanto começou. Uma confusão! Tudo o que posso dizer deste conto tão confuso é que me pareceu ser uma interpretação do que seria morrer. Talvez porque a morte é algo abrupto a que ninguém consegue escapar.
Livro #9 de 2021: Este livro pode ser uma alegoria da morte, da Alma, do purgatória, da mente, ou seja, de tudo o que a pessoa que o ler quiser que seja, e tem um final surpreendente, apesar de ser uma história super curta que se lê em apenas 39 páginas. Recomendo para quem queira pensar sobre o que leu, ou para algum desafio em que interesse ler um livro muito rápido ou que dê para aumentar o número de livros lidos para o desafio do Goodreads.
Diferente de tudo que li e a leitura a fluir, um quarto branco onde muitos vieram fugir e outros perseguir... Com narrativa poética e bem rimada conta uma história singular e incomum... Vale a leitura!!!
Um conto, de tão confuso que é, você tenta atribuir algum significado àquilo que lê, e daquilo que pensa ser... já não sei se é o que entendi ou o que imaginei significar. De qualquer forma, a reflexão não é de toda ruim, mas de fato, nada entendi não com clareza.
Sonho ou realidade? Loucura ou lucidez? Um conto confuso, no qual os opostos se confundem, e a clareza do branco se confunde com a escuridão. Interessante.
como romance esse livro é uma grande interrogação. são 10h da manhã e eu não estou disposta a reler esse livro pra entender, perdão e vamos de 1 estrela.