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Cocktails: poemas

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Luís Aranha Pereira (São Paulo SP 1901 - Rio de Janeiro RJ 1987). Poeta e diplomata. Estuda no Colégio dos Irmãos Maristas até 1919, quando sai para trabalhar como balconista na Drogaria Bráulio, emprego que logo deixa. No início da década de 1920, é apresentado pelos irmãos mais velhos ao escritor Mário de Andrade (1893 - 1945), e começa a freqüentar as reuniões de terça-feira à noite na casa do escritor. Nessa época entra em contato com os artistas ligados ao modernismo e participa, em 1922, da Semana de Arte Moderna. Colabora, nesse ano, em três edições da revista Revista Klaxon com os poemas O Aeroplano, Paulicéia Desvairada, Crepúsculo e Projectos. Ingressa no curso de direito da Faculdade do Largo de São Francisco da Universidade São Paulo - USP e deixa de escrever poesia. Forma-se em 1926 e, por concurso, entra para o Ministério das Relações Exteriores em 1929, no qual exerce diversas funções e atua como diplomata em Portugal, Itália, Vaticano, Venezuela, Chile, Alemanha, Japão, entre outros países. Termina sua carreira como embaixador no Ceilão e recebe, por suas atividades de conselheiro e secretário na embaixada do Brasil no Vaticano, condecorações das ordens de São Silvestre e São Gregório. Sua obra começa a ser revista em 1932, quando Mário de Andrade publica o ensaio Luís Aranha ou A Poesia Preparatoriana na Revista Nova, mas é o movimento concreto, na década de 1960, com os ensaios de José Lino Grunewald (1931 - 2000), que põe novamente sua poesia em circulação. Em 1984, o poeta Nelson Ascher (1958) e o arquiteto e crítico de arte Rui Moreira Leite finalmente reúnem sua obra, 26 poemas, a maior parte inédita até então, no volume Cocktails. Morre no Rio de Janeiro, em 1987.

Fonte: itaucultural

143 pages, Paperback

First published January 1, 1984

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About the author

Luis Aranha

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Luis Aranha Pereira (São Paulo SP 1901 - Rio de Janeiro RJ 1987). Poeta e diplomata. Filho de Antonio Veriano Pereira e Maria de Barros Aranha. Estuda no Colégio dos Irmãos Maristas até 1919. Em meados de 1921, com a publicação do artigo "O meu poeta futurista", de Oswald de Andrade (1890 - 1954), conhece a poesia de Mário de Andrade (1893 - 1945) e, logo após, o próprio escritor, com quem sua família tem relações por morarem próximos. Apresenta a ele poemas que mostram inovação em relação ao ambiente literário reinante na época e passa a frequentar a sua casa, tomando contato com outros modernistas de primeira hora. Participa da Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922, e, a partir de junho, com regularidade bimensal, colabora na Revista Klaxon até o último número desta, publicando os poemas "Aeroplano", "Pauliceia desvairada", "Crepúsculo" e "Projetos". Depois disso, abandona a poesia e se torna aluno da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, concluindo o curso em 1926. Aprovado em concurso, ingressa no Ministério das Relações Exteriores, em que exerce diversos cargos. Em 1933, casa-se com Dulce Lajes. A partir de 1934, reside em vários países por causa da carreira diplomática, que encerra como embaixador no Ceilão (atual Sri Lanka), ao se aposentar por idade. Em 1984, é lançado o livro Cocktails, por iniciativa do poeta Nelson Ascher (1958), com base nos poemas publicados em Klaxon e nos que integram um datiloscrito entregue por Luis Aranha a Mário de Andrade na década de 1920.

A produção poética de Luis Aranha, embora reduzida, traduz intensamente o espírito da primeira fase do modernismo brasileiro. Dos seus 26 poemas conhecidos, alguns ainda trazem traços de uma poética tradicional nas rimas e no tratamento dos temas, mas a maioria se serve da subversão sintática, da montagem, da simultaneidade, de recursos da propaganda e do cinema em versos livres e brancos para falar sobre elementos da vida moderna, como a eletricidade, o telegrama e o automóvel.

A crítica dá atenção especial aos seus três poemas longos. Em "Drogaria de éter e de sombra", que evoca sua experiência como balconista de farmácia, o éter na atmosfera leva o eu-lírico a delírios quixotescos, que faz os objetos do local parecerem inicialmente os de uma novela de cavalaria; mostra-se aí um dos recursos mais explorados pelo poeta, a associação de imagens, que aproxima preocupações comerciais, amorosas, informações geográficas e científicas. No "Poema Pitágoras", as associações envolvem a astronomia e a geometria, revelando o desejo pueril de tornar palpáveis os objetos de estudo, como no trecho: "Enrolando-o na fieira da Via Láctea/ Joguei o pião da Terra". Imagem semelhante se encontra no "Poema Giratório", em que a febre provocada por escarlatina (doença que acometeu Aranha na infância) é o fator de rotação dos pensamentos e do globo terrestre, que se eletriza, em estado convulsivo, expressando o desejo do menino acamado de "viajar por todo o mundo". O dinamismo desses poemas revela seu caráter de épica da civilização urbano-industrial, apontado pelo crítico José Lino Grünewald (1931 - 2000) - uma épica que não se prende ao nacionalismo defendido por muitos modernistas.

itaucultural

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