Os mangás, como são conhecidas no Japão as histórias em quadrinhos, constituem um dos maiores fenômenos de comunicação de massa japoneses. Este livro decifra o mundo dos quadrinhos japoneses, desde a produção até sua difusão, segmentada e amplamente divulgada no Japão.
Lido por crianças, adolescentes, executivos, donas-de-casa, estudantes, operários e idosos, os mangás estão mais enraizados nessa cultura do que nos países ocidentais, mesmo considerando personagens como Super homem, Mickey e Batman, que integram a cultura popular do século XX. Isso porque a arte dos quadrinhos desdobrou-se de modo extraordinário, tornando-se requintada e complexa, e transformou-se em uma indústria bilionária, de revistas, mas também filmes, adesivos para carros, vestuário, jogos eletrônicos etc. Como esse fenômeno se deu é uma história pouco conhecida, mas longa e muito rica. Se seguirmos seu fio podemos trazer à tona um universo que explica o fenômeno atual dos mangás.
Um livro para entender, sobretudo, a cultura japonesa. É uma dissertação completa, clara e abrangente do país que fomenta a maior indústria de quadrinhos do mundo e o porquê, como e quando isso aconteceu. Eu esperava um livro que tratasse tecnicamente de mangá, porém vai além: a primeira parte sobre o histórico cultural do Japão é sensacional, porque sintetiza todo um país em poucas dezenas de páginas. Também é super interessante acompanhar o percurso do nascimento e do crescimento de toda uma indústria gráfica. Curioso notar que todos falam "ai a indústria de impressos está falindo e morrendo socorrrooooooooooo" e no Japão os mangás se mantêm firmes e fortes. FICA SÓ A INDIRETA DIRETA AQUI
Destaque para a escrita crítica da autora sobretudo na análise do papel da mulher no Japão e das protagonistas de mangá. Se fosse homem, não teria sido esse tiro, como diriam os jovens <3
Não tenho elogios suficientes para este livro. Uma obra pioneira no estudo dos quadrinhos japoneses que deve ser lida por todo amante da nona arte. Neste livro, Sonia contextualizou e esclareceu muitas inquietações que eu tinha e, além disso, me deixou empolgada a cada página virada e em cada descoberta e conexão feita ao longo da leitura. AMEI!
Este livro da pesquisadora Sonia Bibe Luyten é pioneiro nos estudos dos mangás no Brasil e esta já é a sua terceira edição. Ela contém prefácio de Mauricio de Souza que fala sobre o sucesso de sua Turma da Jovem em versão mangá. Mas esse não é o mérito do livro de Sonia, e sim da mescla funcional que ela faz ao analisar ao mesmo tempo a composição da sociedade japonesa e o poder e a influência que os mangás possuem na mesma. Além disso, ela também analisa as influências que os mangás acabaram acarretando nas sociedades ocidentais. O livro de Luyten é tão influente que já me peguei lendo passagens copiadas ipsis literis em outros livros que tratam da cultura dos quadrinhos japoneses. É leitura obrigatória para quem estuda mangás no Brasil. Contudo, esta edição de 2012 da hedra que li possuiu erros de revisão técnica, com muitos nomes de artistas e empresas escrito errado, mostrando que o responsável pela revisão não era alguém da área, e sim, um leigo. A revisão técnica também é essencial para a correção de um livro, não importa se ele é pioneiro ou qual o seu nível de importância na produção da pesquisa. De qualquer forma, é um belíssimo livro, leitura ótima.
Estou gostando bastante do livro até agora (p.108). A autora mostra como muitas das características típicas de mangás (desde enredos até personalidade dos personagens) são reflexos da sociedade japonesa, trazendo uma boa contextualização histórica sobre o país e sua cultura. O livro também possui muitas imagens, mas infelizmente as legendas raramente apontam de onde as ilustrações foram tiradas. Creio que seria interessante se os títulos dos mangás fossem mencionados.