Este livro vem acrescentar novos dados sobre este episódio ainda hoje envolto em polémica, destacando, nomeadamente, a importância fundamental da intervenção de Melo Antunes no seu contexto. Numa altura em que tudo deixava antever que ao 25 de Novembro se seguiria uma “caça às bruxas”, tendo como alvo o PCP e extrema-esquerda, Melo Antunes vem a público para salientar a importância do Partido Comunista na construção da democracia portuguesa. “Esta posição”, explica a autora, “central para a definição de um regime plural e livre, custar-lhe-á inimizades e incompreensões que o acompanharão até ao fim da vida”.
O prefácio da obra é da autoria do escritor António Lobo Antunes, grande amigo de Melo Antunes e seu companheiro nas Comissões em Angola.
MARIA INÁCIA REZOLA nasceu em Leiria, a 23 de Dezembro de 1967. É licenciada em História (1990); Mestre em História dos Séculos XIX e XX [Secção do Século XX] (1995) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea (2004), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde foi docente entre 2004 e 2009. É investigadora do Instituto de História Contemporânea (IHC/FCSH-UNL), Professora Coordenadora na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa, integra o Conselho de Opinião da RTP e é, desde abril de 2022, Presidente da Comissão Executiva das Comemorações dos 50 Anos da Revolução de 25 de Abril de 1974. Foi coordenadora científica do projecto de investigação Os encontros Franco-Salazar. Política externa e relações peninsulares durante as ditaduras (1942-1963), consultora historiográfica da Fundação Mário Soares (1997/98) e consultora do projecto Os Católicos Portugueses na Política do Século XX do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica de Lisboa. Tem uma ampla experiência no domínio da investigação, tendo dirigido e integrado numerosas equipas de trabalho em colaboração com diferentes instituições. A sua área de especialização é a História de Portugal no século XX, com particular incidência nos períodos do Estado Novo e da Revolução de Abril.