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Viagem a Andara o livro invisível

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Este livro de Vicente Cecim propõe a aparição, em pleno mistério das palavras, de um acontecimento literário inesperado: o não-livro.

Vampiro de outros textos, o livro invisível criou-se sem seu próprio texto à medida que os livros do autor iam sendo escritos.

E é só em imaginação que poderá ser lido.

E no entanto tem nas mãos sete livros. Os livros visíveis que compõem esta viagem: "A Asa e a Serpente", "Os Animais da Terra", "Os Jardins e a Noite", Terra da Sombra e do Não", "Diante de ti só verás o Atlântico", "O Sereno" e "As Armas Submersas". São os livros de Andara, que reivindicam a condição de serem livros-miragens e, com sua lógica de sonho, suas histórias de bichos, homens e visões - a condição humana posta diante de um cediço horizonte de esperança - vêm nos dizer, lá da Amazônia, que a vida escrita não é mais a vida. Neles, a ficção se assume simulacro, e abre mão, audaciosamente, do álibi realista.

Existe uma literatura brasileira?

- Prefiro interrogar os limites e a existência da própria literatura. E insinuar, para além da literatura fantástica, o advento de uma literatura fantasma.

386 pages, Paperback

First published January 1, 1988

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About the author

Vicente Franz Cecim

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Seus avós paternos foram libaneses e italianos que imigraram para a Amazônia no início do século XX. Da mãe brasileira, paraense nascida em Santarém, a escritora Yara Cecim, herdou o gosto pelo mundo natural. É jornalista. Vive em sua cidade natal.

A literatura de Vicente Franz Cecim é multifacetada como a sua origem. Marcada pela presença da natureza, nela vemos a Amazônia transfigurada na região metafísica de Andara. Sempre unindo extremos, o autor chama de livros visíveis os livros que escreve, mas os reúne na obra imaginária Viagem a Andara oO livro invisível, que não escreve e só existe na alusão de um título. Segundo Cecim, Andara é literatura fantasma. E à medida que sua obra se faz e desfaz, ela contamina a própria noção de realidade, interrogando o que se oculta sob a aparência do mundo. O escritor fez um apelo à insurreição da Amazônia em seu Manifesto Curau, lançado durante o Congresso da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, de 1983, realizado em Belém.

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