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Campo de Sangue

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Quatro mulheres que não se conhecem esperam juntas numa sala. Vão prestar depoimento sobre um homem acusado de assassinato. A ex-mulher o sustentava e comportava-se como sua amante. Para a mãe, ele era um filho estranho. A moça bonita leva no ventre um filho dele, que ela nunca quis ter. E a senhoria acredita ter visto tudo e conta com a presença da televisão para salvá-la da ruína. As diferentes realidades vividas por essas mulheres nunca se encontram - a não ser no homem, um desocupado, à procura de uma maneira de gastar o tempo. 'Campo de Sangue' suga o leitor para essas espirais de realidades, para lugares indefinidos (o bairro, a pensão, a praia, a casa longe de tudo e perto do mar), para relações movidas por necessidades mas vazias de sentimento.

272 pages, Paperback

First published August 1, 2018

13 people are currently reading
438 people want to read

About the author

Dulce Maria Cardoso

24 books592 followers
Dulce Maria Cardoso nasceu em Trás-os-Montes, em 1964, na mesma cama onde haviam nascido a mãe e a avó. Tem pena de não se lembrar da viagem no Vera Cruz para Angola. Da infância guarda a sombra generosa de uma mangueira que existia no quintal, o mar e o espaço que lhe moldou a alma. Regressou a Portugal na ponte aérea de 1975. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, escreveu argumentos para cinema, gastou tempo em inutilidades. Também escreveu contos. Tem fé, uma família, um punhado de amigos, o Blui e o Clude. Continua a escrever e a prezar inutilidades. Vive em Lisboa.

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12 (3%)
1 star
2 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 48 reviews
Profile Image for Carlos Azevedo.
Author 9 books19 followers
October 4, 2016
Primeiro livro de Dulce MC, li todos os outros e este apesar de ser o de estreia não é inferior a nenhum dos outros.

A escrita é muito original, fluida, apaixonante e desesperante. Os personagens são todos gente fraca e embrulhada em si mesma, os detalhes do quotidiano são magistralmente descritos, a irrelevância das pequenas coisas elevada a símbolos de uma qualquer vida.

Não me parece que haja hoje em dia melhor escritor português.
Profile Image for Pedro.
830 reviews333 followers
May 26, 2025
4,5

Cuatro mujeres en una habitación que saben quienes son las otras pero deliberadamente se ignoran. Lo único que las une, es el vínculo, diferente en cada caso, con él, un caso perdido.

Personajes muy bien armados, una buena historia y un desenlace, que ya conocemos, en parte, al comienzo de la narración aunque no entendamos cómo se llegó a eso.

En el medio una narración en la que cada personaje es descripto, habla, se contradice, le ponen palabras en la boca y pensamientos en la cabeza, aunque es evidente que son de ellos; el narrador simplemente describe.

Y una atmósfera en la que todo se ve a través de nubes, de lentes oscuras, y se ve sucio, desagradable, penoso.

Una novela excelente, que no es agradable ni dulce como podría esperarse del nombre de la autora. Ahora iré urgente a gratificarme con algo para compensar.
Profile Image for Daniela Guimarães.
85 reviews30 followers
February 3, 2021
Dulce Maria Cardoso é das vozes contemporâneas da literatura nacional mais celebradas. Consigo perceber porquê. A sua linguagem é crua e detalhada. As personagens são bem construídas, complexas e terrivelmente humanas com os seus defeitos e insucessos. Há uma certa poesia no realismo de Dulce, pelo menos em Campo de Sangue. O que é que não não há? Um clímax.

Numa sala quatro mulheres aguardam notícias de um homem. Filho, ex-marido, amante e inquilino. Este homem assume relativamente a cada uma delas uma dimensão diferente. É desprezado, amado, desejado e tolerado, consoante a mulher com quem se cruza. Está a ser ouvido na qualidade de arguido. Porque matou. Não sabemos quem, nem porquê. Isso também não interessa. Em causa estão relações humanas com todas as suas hipocrisias e escândalos. Estas mulheres julgam-se sem saber que, na verdade, nós é que as julgamos a elas.

Campo de Sangue foi o romance de estreia de Dulce Maria Cardoso. Publicado em 2001, o mesmo venceu o Prémio Acontece e foi bem recebido pela crítica. No que a mim me toca, apesar de reconhecer que se trata de uma história muito bem escrita, não posso esconder alguma deceção. Campo de Sangue não me levou a lago algum. Senti que as personagens estavam sempre à volta dos mesmos dilemas, mas com diferentes graus de tensão. Fui antecipando grandes reações que nunca tiveram ligar. As personagens são passivas, a narrativa - em alguns momentos - aborrecida e terminada a leitura, ficamos a pensar: só isto? Muito foram os que me disseram que Dulce Maria Cardoso se realiza plenamente em romances como Eliete e O Retorno. Fiquei com os mesmos em lista e decidi não julgar por esta experiência. Continua a ser uma Autora que quero conhecer.
Profile Image for Carolina Nobre.
107 reviews8 followers
August 5, 2021
Este foi o primeiro livro que li desta autora e fiquei cativada pela sua escrita detalhada, real, com frases que remetem à reflexão. As personagens complexas e a sua relação entre elas torna este livro especial, onde acabamos por nos questionar de que forma nos conhecemos verdadeiramente, a nós próprios e aos outros. Ansiosa por ler mais livros desta autora.
Profile Image for Ana Medeiros.
436 reviews30 followers
August 27, 2025
"...basta um pouco de sol para que todos pareçam felizes, para que a vida seja um sítio agradável."

"...as palavras tinham esse problema, não tinham corpo e por isso não podiam ser destruídas, uma vez ditas nada as apagava."

"...numa viagem perde-se tudo menos a saudade que se tem de voltar."

"...a maldade é um sentimento que não precisa dos outros para existir, que pode morrer em nós."
Profile Image for David Pimenta.
374 reviews19 followers
January 23, 2019
Eis a estreia de Dulce Maria Cardoso reeditada ao fim de tantos anos e é verdade que muitos dos ingredientes que a tornaram tão conhecida e apreciada - visualizados e sentidos em O Retorno e especialmente em Eliete - já estavam presentes neste livro, mas ainda não tinha chegado lá.

Conhece-se o protagonista do livro como um homem que não trabalha, não tem ambições na vida e vive numa velha pensão. É acusado, no início do livro, de assassinar uma mulher e para prestar declarações encontramos outras quatro: a mãe, que já há muito tempo que o rejeitou, a ex-mulher, que é a pessoa que lhe paga as despesas, a senhoria, dona da velha pensão e uma jovem grávida, com o filho deste homem na barriga. Cada uma tem uma visão e vivências, distintas umas das outras, com este homem. E para além de conhecermos a visão do protagonista sobre o mundo, também somos levados aos acontecimentos com estas mulheres.

Com este Campo de Sangue já se antevia que, mais tarde ou mais cedo, o talento da Dulce se ia revelar. Mas, depois de uma obra como a Eliete, esperava mais, como é evidente. Para os que não leram nada da Dulce: comecem por este. Passem depois (e só depois) para a leitura das suas maiores obras.

3.5/5
Profile Image for Samuele Petrangeli.
433 reviews80 followers
March 10, 2019
Nel 1992, Jean-Claude Romand uccise la sua famiglia dopo avergli mentito per anni sul fatto che andava a lavoro all'OMS. In realtà, era disoccupato, pieno di debiti e quasi tutto nella sua vita era inventato. Che poi è la storia che racconta Carrere in L'avversario, no? Comunque, Dulce Maria Cardoso ne Il campo di sangue prende la finzione di Romand e la amplifica per quattro, fino a renderla, quasi, una condizione esistenziale umana.
La storia è quella di un uomo, di cui non conosciamo il nome, che ha compiuto un delitto. Nella sala d'attesa di un ospedale psichiatrico si incontrano l'ex-moglie (Eva, l'unica di cui conosciamo il nome, forse), la madre, la padrona di casa e la ragazza incinta. Ognuna si guarda con diffidenza e rancore. Partendo da qui, con tutta una serie di flashback si ricostruisce la storia dell'uomo, fino ad arrivare al delitto. Il campo di sangue è fondamentalmente un romanzo sulla finzione che insceniamo l'uno con l'altro, sul nostro profondo egoismo, così profondo e concentrato in noi stessi, da non volere mai un incontro con l'altro, non realmente, ma soltanto avere a che fare con l'altro che immaginiamo.
Il fatto è che l'uomo, a ognuna di loro, ha raccontato di avere una vita diversa, consona alle aspettative che le donne avevano di lui. Alla padrona di casa ha raccontato di essere un ragioniere, con una fidanzata agente di viaggi, inscena addirittura delle false telefonate e se ne va in giro per delle ore per mantenere la finzione. Alla madre, che è si sta per sposare, che è un buon figlio. Alla ex-moglie di essere incapace di amare, di essere un fallito che dipende da lei e che lei lo ama di un qualche amore disperato. L'unico modo che l'uomo conosce per rapportarsi alle persone accanto a lui è, infatti, quello di plasmare la propria identità in base alle aspettative altrui - come quando da ragazzino aveva aderito all'idea dei suoi compagni che la morte del padre fosse uno scherzo. L'uomo sembra quasi non avere una sua identità, quasi come lo Zelig di Woody Allen, ma essere un vaso che va continuamente riempito dalle istanze altrui. E gli altri, in fondo, stanno al gioco perché così gli conviene. La padrona di casa, in fondo, sa che non è vero, eppure gli paga l'affitto, quindi va bene. La madre finge di essere meno delusa. L'ex-moglie dal confronto con lui ne esce al contempo migliore (lei è quella che ce l'ha fatta) e piena di buoni sentimenti (lei che lo ama così tanto). La finzione è, quindi, la cifra stessa del rapporto umano: le donne chiedono di essere ingannate, e l'uomo di ingannare.
Ma, oh, sia chiaro: non è che un discorso di misoginia. E' proprio un discorso sulla plasmare la realtà fra di noi. Quando l'uomo si innamora fa la stessa cosa. Anzi. Lui cala dall'alto, con la forza, l'identità della donna che ama (donna, bambina, ama, si convince di amare) su una ragazza, che, altrettanto volentieri, si presta al gioco proprio perché le conviene. E' come se non esistesse una vera e propria realtà, un vero e proprio mondo esterno a quello dell'io - degli infiniti io - e ogni rapporto, ogni incontro, sia una specie di lotta, di mediazione fra le aspettative e le identità. Emblematica è la storia della padrona di casa che cerca di imbastire tutto un racconto mediatico attorno al suo edificio. O, ancora, all'identità che si costruisce l'ex-moglie, appassionata di astrologia e dei tre livelli d'acqua. Questa pressione, questo conflitto, ovviamente è devastante per l'individuo, soprattutto quando tutto crolla e non riesce più a mantenere le apparenze, così varie, così differenti. Ne esce psichicamente folle, incapace più di distinguere realtà e finzione. Perché, forse, non esiste una vera e propria linea di demarcazione - soprattutto in un mondo continuamente riraccontato, rimasticato non solo dai media, ma dalle persone stesse, che danno versioni su versioni, realtà su realtà, spettacolo su spettacolo.
L'immagine con cui si chiude il romanzo è quella (un po' ovvia, ma va bene) di una mosca catturata nella ragnatela di un ragno. La metafora, che si riprende anche nella scrittura ipnotica di Cardoso, è quella dell'uomo che è completamente avvinto nella trappola della finzione, incapace di vederla, anzi, proprio che si fionda addosso, desideroso di aderire alle aspettative altrui. Questa ragnatela è così diffusa, così insita nella vita umana, da essere quasi una condizione stessa della vita. Ora, immagino sia un po' stiracchiare, ma anche sticazzi, Cardoso riempe il testo di citazioni bibliche, la stessa madre dell'uomo è una donna profondamente religiosa, ma bigotta. Se, quindi, da una parte la religione fondamentalista, cieca, della donna risulta l'ennesima ragnatela in cui imprigionare l'uomo; dall'altra parte, la follia finale che permette, finalmente all'uomo di distinguere la ragnatela, è il tocco divino, l'estasi mistica, che lo trascina al di fuori della trappola e gli permette, finalmente, di vedere come la realtà sia finzione. E' la grazia che agisce tramite la violenza - la rivelazione, in fondo, è sempre violenta. E' la vera visione - oltre la finzione, oltre la recita della vita quotidiana - che è possibile soltanto nella pazzia, e che soltanto la pazzia rende possibile.
23 reviews1 follower
April 5, 2025
É quase um tratado íntimo sobre o vazio existencial, sobre a fratura entre quem somos por dentro e o que mostramos aos outros. A violência que percorre o livro não é só física, é profundamente emocional, muitas vezes subtil, mas sempre brutal.
A solidão é quase uma personagem no romance.
Profile Image for Filomena Vitorino.
73 reviews
March 31, 2021
No final desta leitura fico com a sensação que é uma história contada ao contrário: logo no início somos apresentados às personagens e sabemos que estão ali porque ele cometeu um crime. Mas que crime e quais as motivações?
Um livro cheio de pequenos pormenores em que cada frase nos faz pensar e refletir. A louca da pensão, o tempo e o relógio, a obsessão pela rapariga bonita, o corte no pé, o sangue.
As personagens femininas que no fundo não são o que parecem: a mãe não assume esse papel, a ex-mulher quer ser amante, a dona da pensão gere um estabelecimento decrépito, a rapariga bonita talvez não seja quem ele julga que ela é.
Profile Image for Filipa Martins.
167 reviews8 followers
January 19, 2022
Agrada-me sempre a escrita de Dulce Maria Cardoso mas, neste livro, demorei a entrar na história. Li com algum custo os primeiros capítulos, depois foi melhorando. No entanto, para mim, Campo de Sangue fica muito aquém de Eliete e O Retorno.

“(…) todos têm a sua vez por muitas vidas que tenham, mais tarde ou mais cedo, um amor tão exagerado, quase uma doença, torna-se fatal.”
“As palavras tinham esse problema, não tinham corpo e por isso não podiam ser destruídas, uma vez ditas nada as apagava.”
Profile Image for Inês Gomes.
Author 10 books10 followers
August 13, 2019
O percurso de um homem que vive no limiar da realidade. Sem se ligar verdadeiramente ao mundo. E de como as suas defesas se vão quebrando à medida que deixa de conseguir controlar o que se passa à sua volta o que o leva à loucura
Dulce Maria Cardoso, nunca desilude!
Cada vez dá mais prazer ler autores portugueses!
Profile Image for Inês Antunes.
19 reviews1 follower
November 26, 2022
Três estrelas e meia, só porque demorei muito tempo até conseguir entrar na história. Dulce ❤️

"(...) o branco é a cor das mortes incompletas, adiadas (...)." (p. 48)

"Fazia qualquer coisa para curar o enjoo de tantas sobras, o tempo por gastar é muito perigoso." (p. 102)

"(...) acho que nunca gostei do Outono, é um tempo cheio de morte (...)." (p. 103)
Profile Image for Sofia Pinto.
11 reviews1 follower
November 20, 2021
Um livro brilhante como estamos já habituados pela autora. Diria que o Campo de Sangue disputa o pódio com O Retorno de entre os meus preferidos da DMC.
Profile Image for Sara Ponte.
116 reviews12 followers
March 30, 2022
A genialidade na escrita e na construção das personagens elevam o livro a outra dimensão.
Profile Image for Sara.
589 reviews
August 27, 2025
Uma leitura demasiado descritiva, o que não teria sido um obstáculo se a história e o protagonista me tivessem conquistado. Pelo contrário, a certa altura senti-me desligada, já a antecipar o desfecho muito antes de lá chegar.

Apesar de reconhecer a relevância da obra, não posso dizer que tenha sido uma boa experiência deste lado.

Gostei imenso de “Eliete” e talvez por isso viesse com outras expectativas.

Agora sigo para “O Retorno”, sobre o qual já ouvi excelentes opiniões, e onde espero reencontrar a intensidade que tanto me agradou na autora.

“a felicidade nunca é o que se imagina, fomos felizes só que a felicidade não se descreve, não se toca, não se vê, claro que se esquece dos pequenos gestos em que a felicidade tem por hábito denunciar-se”

“Tens razão, numa viagem perde-se tudo menos a saudade que se tem de voltar.”
Profile Image for Andreia Carmo.
22 reviews5 followers
September 13, 2024
Um romance brilhante, escrito de forma exímia.
Poucos têm o dom de captar tão bem a realidade, bem como as nuances da natureza humana.
Profile Image for Vanessa.
68 reviews14 followers
December 28, 2017
Samuel Beckett já afirmara em uma de suas mais famosas peças: quanto mais pleno o homem, mais vazio. O personagem central de “Campo de Sangue" parece representar muito bem a frase do dramaturgo irlandês. Um indivíduo sem nome, que não sabe como gastar seu tempo, e que se preocupa apenas em manter as aparências. Um homem “pleno” na sua interioridade, incapaz de pensar sobre a finitude ou de se incomodar com qualquer coisa que seja. Que passa os dias a inventar uma vida, fingir um destino, apenas para impressionar quem o cerca. Sustentado pela ex-mulher, com a qual mantém uma estranha e curiosa relação, é um autêntico parasita social. Um homem que nada almeja, que não se quer em lugar algum, que se relaciona com o mundo como um simulacro de alguma coisa que não sabe o que é. O verdadeiro “estrangeiro” de Camus. Assim como o personagem do escritor argelino, está à mercê das circunstâncias e deixa-se levar por elas sem a mínima reação de raiva ou contentamento. As demais personagens da narrativa não são muito diferentes, tão vazias quanto. Eva, a ex-mulher, a única personagem a ser nomeada; a dona da pensão; a rapariga e a mãe do homem parecem gravitar pateticamente pela vida. As quatro mulheres que, embora tenham um elo em comum, se toleram apenas por necessidade: estão em uma sala de espera, chamadas à testemunhar sobre um crime que este mesmo homem cometeu. Partindo desta premissa, Maria Dulce Cardoso constrói uma ficção labiríntica, e fala da superficialidade das relações; dos afetos inconsistentes que habitam o nosso tempo; do fracasso e do tédio. E da insanidade, sobretudo.
Profile Image for Miguel Martinho.
34 reviews5 followers
September 25, 2021
A minha primeira leitura de um livro de Dulce Maria Cardoso (por sinal o seu primeiro romance).
Gostei muito do estilo de escrita (descrições de locais /pensamentos das personagens) e da forma com estam encadeadas as história e a criação de personagens.
Ainda assim algo na narrativa global do livro não me satisfaz ao ponto das 5 estrelas.. não sei se o facto de por causa da pandemia covid 19 tambem eu tenho muito tempo livre.. e não me revejo na personagem principal masculina que é imoral lunática psicopata.
Conto continuar a ler os romances de DMC nomeadamente "O Retorno" que já está na prateleira.
Profile Image for Felipe Vieira.
787 reviews17 followers
July 24, 2022
Eu sinceramente não sei o que pensar dessa história. Talvez eu não tenha captado nem metade do que a autora quisera entregar. Há uma complexidade na narrativa lenta e que foca na construção de um personagem por diferentes perspectivas. É interessante, mas não é tão agradável e meio entediante. É complexo. Enfim, foi uma experiência. Mas recomendo quem já leu ir atrás da resenha do Nicolas Neves no canal las hojas muertas y otras hojas no youtube.
Profile Image for Nara.
709 reviews7 followers
June 9, 2020
"... os sentidos são tão insensatos que deve ser por isso que os homens aprenderam a fé..."

Maravilhoso!
Profile Image for Débora Abranches.
3 reviews
February 12, 2022
Brilliant book. Interesting writing style and spot-on description of Portugal and typical Portuguese people. Absolutely recommended!
41 reviews
September 17, 2022
Ainda bem que já não tenho apresentações orais de português porque eu ia ser muito irritante a falar deste livro
Profile Image for Patricia Caetano.
198 reviews1 follower
December 29, 2022
“Ninguém pode dar o que não tem.”

“A verdade é sempre muito difícil de compreender. A mentira é sempre mais compreensível, mais lógica, mais correcta como tudo o que é construído.”
Profile Image for Teresa Cameira.
43 reviews1 follower
August 19, 2024
O Tempo sem limites é perigoso, mas no caso do homem protagonista, é a sua constante. Este livro fala de um homem e de quatro mulheres que cruzam a sua vida - a ex-mulher, a mãe, a senhoria e a rapariga muito nova - e as diferentes versões deste homem para cada uma delas.
É o romance de estreia da Dulce Maria Cardoso, e já tendo lido outros livros dela, consegui claramente ler isso - a escrita da Dulce é crua, e aprimorou-se, definitivamente. Ainda assim, é um bom livro.
2 reviews
September 9, 2024
Fascinado com os saltos entre passado e presente. A forma como o crime vai sendo desvendado é deliciosa e viciante. A escrita apresenta-se de uma forma extremamente cinematográfica. A personagem dele nunca ganha nome, só densidade. Apesar do crime hediondo cometido, cuja descrição é visceral, só se sente pena dele, encarando-o de certa forma também ele uma vítima.
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Profile Image for Suzi Costa.
30 reviews
February 21, 2025
Um homem doente que mente a si próprio , que inventa mentiras em que ele próprio acredita. Um parasita que enlouquece sem que ninguém se aperceba. Uma mãe que não é mãe, uma ex /amante que só o sustenta, uma miragem que o enlouqueceu de vez.
Profile Image for Bárbara Dias.
19 reviews2 followers
August 10, 2025
Campo de Sangue é um livro em que pouco acontece, ou, melhor, tudo acontece, a vida acontece mas muito devagar. Com duas linhas temporais, Maria Dulce Cardoso constrói um retrato preciso da vida mundana e de um momento que se adivinha desde o início. Bem escrito e com um estilo já muito próprio, obriga-nos a abrandar e a seguir o ritmo das palavras.
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