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A Última Dama do Estado Novo

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Orlando Raimundo é jornalista do Expresso e tem-se dedicado ao Jornalismo de Investigação, à Grande Reportagem e ao Jornalismo Político. Neste livro retrata os anos finais do Estado Novo, a chamada primavera marcelista, penetrando nos seus bastidores, na história familiar de Caetano, vista do ângulo da filha, Ana Maria Caetano, passando depois para a guerra colonial e para a cena internacional, com Portugal cada vez mais "orgulhosamente só". Foi Orlando Raimundo que conseguiu identificar nos arquivos um documento de grande interesse, de início atribuído a Franco Nogueira (mas que veio a saber-se ser de André Gonçalves Pereira), propondo a Salazar a cedência das colónias de menos importância, isto é, mais pobres, para resistir nas determinantes: Angola e Moçambique. Este foi talvez o maior drama dos anos finais da ditadura e é pretexto no livro para uma digressão sobre o papel do império no imaginário e na política portuguesa no século XX.

128 pages, Paperback

First published January 1, 2003

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About the author

Orlando Raimundo

9 books14 followers
ORLANDO RAIUMUNDO, licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais, estudou jornalismo em Paris e Tóquio, pós-graduou-se no ISCTE e foi assessor editorial do Instituto Politécnico de Lisboa. Enquanto profissional da Comunicação Social, ajudou a lançar o primeiro jornal da Guiné-Bissau e a fundar o Cenjor, foi redactor de O Século, Diário Popular e Expresso, tendo integrado o quadro redactorial deste semanário durante quase vinte anos, e escreveu os seguintes livros A Linguagem dos Jornalistas, A Entrevista no Jornalismo Contemporâneo, A Última Dama do Estado Novo, António Ferro: o inventor do salazarismo e O último salazarista: a outra face de Américo Thomaz.

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Profile Image for Álvaro Athayde.
80 reviews10 followers
November 11, 2014
Marcello Caetano na intimidade…

A petite histoire por vezes derrama imensa luz sobre a Grande Histoire!

¡¡¡ A LER !!!

Post-Scriptum: A obra é muito interessante e muito informativa, só é pena que o esquerdismo sectário do autor lhe não tenha permitido ir mais fundo.

O Capítulo 3 da Parte I, intitulado De como a República capitulou, nas páginas 31-35, abre com a frase
O republicano João de Barros nunca se mostrou hostil ao futuro genro, parecendo até simpatizar bastante com ele, apesar de politicamente se situarem em polos antagónicos e inconciliáveis.
frase que, conjuntamente com todo o capítulo, demonstra à saciedade que o autor não sabe que uma das regras do código de honra pelo qual se rege o grupo social a que o João de Barros pertencia era, e é: Proteger e promover os jovens com elevado potencial .

Nos quatro primeiros capítulos da Parte IV, intitulada E DEPOIS DO ADEUS, nas páginas 175-204, o autor descreve o 25 de Abril do ponto de vista do Marcello Caetano e da filha, a Ana Maria Caetano, sendo a meu ver evidente que não se apercebeu de que de na fase final do Marcelismo ninguém queria nem o Marcello Caetano nem o Kaulza de Arriaga, nem à esquerda nem à direita, e que o António de Spínola só ultrapassou o Francisco Costa Gomes devido ao apoio do Marcello e ao dos oficiais da sua corte de fiéis.
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