Na Poesia completa e Prosa editada pela Nova Aguilar (1ª ed. 1968; 2ª ed. 1974), este livro - o primeiro de Vinicius de Moraes - aparece agrupado com os dois seguintes (Forma e exegese e Ariana, a mulher), sob um título (denominado "epífrafe") único: O sentimento do sublime. O responsável por tal organização foi o professor e crítico Afrânio Coutinho (1911-2000), com a concordância de Vinicius de Moraes. Neste site, o usuário pode acessar os livros pelos seus títulos originais - conforme as edições anteriores à reunião em volume pela Nova Aguilar - ou pela nomeação adotada nesta última.
O caminho para a distância foi publicado em 1933 (Rio de Janeiro: Schmidt), 152 p.
O volume traz o seguinte texto introdutório:
Este livro é o meu primeiro livro. Desnecessário dizer aqui o que ele significa para mim como coisa minha - creio mesmo que um prefácio não o comportaria normalmente. São cerca de quarenta poemas intimamente ligados num só movimento, vivendo e pulsando juntos, isolando-se no ritmo e prolongando-se na continuidade, sem que nada possa contar em separado. Há um todo comum indivisível.
Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes (October 19, 1913 - July 9, 1980), better known as Vinicius de Moraes, nicknamed O Poetinha (the little poet), was born in Rio de Janeiro, Brazil. Son of Lydia Cruz de Moraes and Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, he was a seminal figure in contemporary Brazilian music. As a poet, he wrote lyrics for a great number of songs that became all-time classics. He was also a composer of Bossa nova, a playwright, a diplomat and, as an interpreter of his own songs, he left several important albums.
That's the first book from Vinicius de Moraes that I read and I'm very happy that it was a good reading. His poems express a lot of feelings but you can always feel the passion in his words. Now I want to read more books by him.
Neste primeiro livro de Vinicius encontramos a ingenuidade dos primeiros poemas. O caminho que o poeta escolheu foi o da "poesia do espírito", versejando sobre dilemas metafísicos e místicos, procurando alcançar a sua distância. Desconhece-se o porquê, mas Vinicius anos mais tarde viria a renegar quase todos estes poemas nas futuras antologias da sua poesia:
"O Vinicius mandou-me um grande catatau para ser editado sob as minhas vistas. Toda a poesia até agora dele, excluídos os poemas que ele hoje renega (quase todos os de O Caminho para a Distância e muitos de Forma e Exegese)."
in Carta de Manuel Bandeira a João Cabral de Melo Neto
Meu primeiro contato com Vinícius de Moraes, foi incrível, maravilhoso e mágico. Me emocionei com alguns poemas desse livro, foi uma experiência extraordinária e a inocência nele neste livro, me fascina.
“Em determinado poema, Vinicius indaga: ‘Será que eu cheguei ao fim de todos os caminhos…/Ao fim de todo os caminhos?’ Cronologicamente, estava apenas palmilhando o princípio de seu próprio itinerário, desde logo, porém, marcado pela ambição e pelo desassombro: pega-se um caminho para chegar a algum lugar; Vinicius tomava um caminho para perder-se de todos eles: tendo por alvo ‘a distância’, seu roteiro não era o de chegar, mas o de afastar-se. […]” - Antônio Carlos Secchin
Muito poemas que eu realmente desconhecia, alguns muito ligados à questão da fé, outros mais mundanos, mas todos mostrando a grande sensibilidade de um de nossos maiores poetas. Muito bom.
Um livro simplesmente fantástico! Vinicius expressa-se de forma sublime a dor, a paixão, a solidão, o amor, a dúvida e a fé. Certamente será um dos livros que irei reler muitas vezes.