Ser levada para uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.
Brazilian young-adult author. Barbara was born and raised in Brasilia and graduated in economics .Her most dashing abilities are passing notes in class, accidentally knocking down random objects and reading as much as one can. She talks about vampires in her podcast Pode Entrar and her first trilogy is Trilogia Anômalos, published by Editora Gutenberg. All three books are out now in portuguese!
---------------- É de Brasília e formada em economia). É uma leitora voraz que adora achar coisa nova -- metade da estante do Goodreads são de livros que chamaram a atenção, mas não necessariamente serão lidos. Adora organizar eventos literário e além de sua vasta experiência em trocar bilhetes em sala de aula, derrubar objetos por acidente e consumir cultura pop, ela fala sobre vampiros no seu podcast, Pode Entrar. Já teve contos publicados em coletâneas, e os trÊs livros da trilogia Anômalos saíram pela Editora Gutenberg.
Ain, me decepcionei um pouco com o livro, tinha expectativas maiores! :(
Até a metade do livro fiquei esperando aparecer "aquilo" a mais. Porém, no fim, o livro - que é super bem escrito, em dúvida - acabou caindo no meu rol de "mais do mesmo", uma mistura de Wild Cards com Jogos Vorazes sem nenhum diferencial realmente empolgante.
De pontos realmente negativos, na minha opinião, está só o fato dos personagens serem todos meio planos, meio genéricos. A protagonista e sua turminha é um pouco mais desenvolvida, mas todos os outros personagens secundários são todos bem similares e, curiosamente, todos inspiraram em mim certa falta de confiança: todos os personagens secundários têm jeito de que poderiam trair a protagonista a qualquer instante. Todos tem um jeitinho meio fake, meio fajuto... Não sei se é proposital e terá alguma influência na trama da série (e eles são mesmo traidores e tal) ou se é algo decorrente do pouco aprofundamento neles mesmo, mas de todo modo a sensação foi ruim.
De resto, tudo é uma questão de opinião. Achei despropositada a ambientação meio vaga através da troca do nome dos países e territórios do nosso mundo real, algo que me incomodou muito na Panem de Jogos Vorazes - teria preferido que a autora usasse os nomes dos territórios "reais". Também achei muito jogada a explicação de porque justamente a protagonista, dentre tantos personagens, foi escolhida para a missão (o poder dela é bem bobinho e ela mal tinha entrado na escola, não acho que o treinamento militar prévio dela seria tão notório). Também achei muito confuso o plot, com várias instituições e países uns contra os outros... No fim do livro não tinha identificado o inimigo real ainda (e os amigos, inclusive), e isso me incomodou. Por fim, achei muito clichê - e muito Jogos Vorazes - o fato da protagonista comprar a segurança dos amigos em troca de ser usada "propaganda" (mesmo porque, ao contrário de Jogos Vorazes, no livro a Sybil não é ninguém especial, não consigo nem entender porque a imagem dela seria tão valiosa).
Como pontos positivos do livro eu citaria a inclusão de algumas mensagens meio subliminares baseada no paralelo com a história mundial - por exemplo, a separação dos anômalos em "guetos" e a repulsão que a população comum tem em relação a eles depois de uma lavagem cerebral do governo, em um paralelo com a campanha anti-semita dos nazistas - e também o ritmo, que é bem acelerado. O ritmo, inclusive, é o que deve conquistar os jovens leitores, especialmente durante o desenrolar da missão. Também achei legal a premissa de se estudar os anômalos em busca de sua cura (se é que esse mesmo o objetivo das pesquisas).
Como é o primeiro livro da Barbara, pretendo ler os outros dois livros da trilogia em breve porque acredito que alguns pontos que me incomodaram possam ter sido corrigidos ou mesmo justificados na continuação da saga. Além disso, embora não tenha adorado a leitura, não foi penoso terminar o livro e nada no livro me repeliu imediatamente. Também indicarei o livro para jovens leitores que curtam distopias, por conta dos pontos positivos que citei.
Eu raramente me importo com cenas de ação, mas aqui a Bárbara executa elas do jeito certo: focando no que está em jogo para cada um, não em quem está batendo em quem.
What an amazing book! This is clearly a great dystopia. Most of the books by Brazilian authors I've read are good, but this is spectacular. While I was reading, I couldn't stop thinking about a mix between Divergent and Shatter Me. Dangerous missions and people with power. Two things that always work well. I loved everything and every detail about the characters. Each one of them bring more life to the story. Sybil is a newcomer who is still learning how things work in her new home. Andrei always know when to make a joke and knows what to do to help others. Leon, despite having limitations, is the most experienced in the group. Ava is a naive girl and not very happy with her powers, but never hesitate to see a friend in need. They know that something is wrong and now with opportunity, they won't stop till find out the truth about the government and the enemy. I will start reading the second book right now!
Li A Ilha dos Dissidentes pouco depois de ser lançado, mas nunca segui com a trilogia, não sei o porquê. Decidi então que vou ler toda a trilogia até o fim do ano, e como não lembrava de muita coisa desse primeiro livro, resolvi pegar hoje pra reler e a sensação que tenho com relação a ele hoje é muito diferente da que tive antes.
Em primeiro lugar, na época em que o li não era assumido nem nada, e era completamente travado com questões sobre diversidade, etc. Hoje, como outra pessoa e com um outro olhar sobre a questão, percebo a importância do livro da Bárbara dentro do mercado editorial Jovem Adulto brasileiro, e fico muito feliz. A representatividade no livro, é a forma como essa miscigenação futurística foi retratada - tendo nomes de várias nacionalidades distribuídos entre os personagens - foi algo muito feliz e algo muito bem pensado.
Os personagens são muito carismáticos! Tinha esquecido do quanto eu gosto do Leon, que homem! A Sybil é muito interessante como protagonista porque ela me traz uma nostalgia legal das protagonistas de livros distópicos YA, e a melhor parte é que ela não precisou sacrificar de ser uma pessoa sensível pra se mostrar "badass", e agradeço muito à Bárbara por isso.
Uma coisa que eu não tinha notado antes era como esse livro é rápido. As coisas acontecem muito rápido, tem muita passagem de tempo, e eu acabei sentindo falta de um momento mais aprofundado nos personagens, mas acredito que essa seja a intenção do livro, ter esse ritmo e não se aprofundar demais nas questões, já que é o início de uma trilogia.
Enfim, seguirei na saga de terminar a trilogia e bastante empolgado, porque tenho a sensação de que o próximo é mais político e eu AMO INTRIGAS POLÍTICAS? SÓ VEM!
Surpresa boa: este livro é muito bem escrito, foi bem preparado e a leitura me deixou querendo mais. Lerei os outros dois volumes com certeza.
A capa aponta para um possível nicho temático da história e isso baixou minhas expectativas. A história realmente tem elementos que a aproximam de X-Men, Divergente e Jogos Vorazes, combinando com a estética da capa. Isso está presente nos acontecimentos insólitos e nas críticas sociais (que a narrativa dilui na caracterização do universo ficcional e seus conflitos). Ou seja, entrei na leitura esperando um texto mais apressado, menos polido e de estrutura frágil, sem críticas estruturais construtivas, como me parecem ser essas três outras histórias. Felizmente fui surpreendida.
O primeiro volume da trilogia termina com ganchos ótimos e isso pode motivar exatamente o oposto da minha atitude no começo da leitura... estou torcendo para que promessas de complexidade se realizem e a história mantenha a qualidade. Mas escrevendo aqui agora penso que isso deva ser difícil, então seguirei na leitura em breve com ansiedade mas já satisfeita pelo ótimo começo da saga.
Estou chocada que ninguém tenha comentado sobre esses livros comigo antes e pretendo recomendá-los bastante daqui pra frente, para todas as idades, mesmo que a pessoa não goste de filmes de ação ou de super heróis mutantes. Literatura brasileira contemporânea assim e com essa qualidade precisa de mais atenção, na minha opinião.
Leitura bem rápida, nada surpreendente. Ainda não sei bem o que achar desses personagens e a trama em geral. Talvez me surpreenda? Não sei, só ler o próximo pra saber!
O livro é maravilhoso. Vale super a pena entrar de cabeça nessa nova série. Espero que não demore muito até o próximo, porque estou ansiosa. Foi um dos poucos que eu fiz questão de comprar logo que saiu e não me arrependo.
Estou achando bem legal que o mercado editorial brasileiro está dando mais espaço para novos autores nacionais, então estou começando a me aventurar no mundo dos YAs brasileiros.
O livro da vez foi A Ilha dos Dissidentes da Bárbara Morais, o primeiro da trilogia Anômalos.
A história se passa num futuro onde, depois um bombardeio atômico, algumas pessoas sofrem mutações e desenvolvem habilidades especiais no melhor estilo super-poderes. Isso faz com que o mundo fique um pouco divido: existem as pessoas que procuram um coexistência pacifícia com os anômalos, mas também tem aqueles (no caso, os dissidentes) que querem ver essa raça mutante eliminada.
E Sybil Varuna, protagonista da história, descobre do pior jeito possível que é uma anômola: ela é a única sobrevivente do naufrágio do Titanic III, pois ela possui uma habilidade de respirar dentro d'água.
Ao saber de suas habilidades especiais, o governo designa Sybil a uma cidade anômala e aos cuidados de uma família adotiva. E até então tudo são flores. É a primeira vez que Sybil, que antes vivia numa zona de guerra, tem oportunidade de experimentar uma adolescência normal, fazer amigos e ser parte de uma família.
Mas como A Ilha dos Dissidentes se trata de uma distopia, aos poucos, vamos descobrindo, junto com Sybil, que nem tudo é o que parece nessas cidades "especias". E Sybil, mais um grupo do amigos do colégio, se vê obrigada a colaborar com uma operação de guerra do governo contra os dissidentes.
O que mais gostei no livro foi que parece que a Bárbara realmente se esforçou em criar esse futuro distópico onde a guerra está acontecendo. O livro traz uns discursos políticos, sobre preconceito e crítica social que parecem ser bem embasados. E é sempre bom ler um livro que a gente sente que seu universo não está se expandindo as cegas.
Também gostei que, apesar desse plano do fundo mais sério, a autora tem um ótimo senso de humor e consegue construir diálogos bem divertidos mesmo em situações mais tensas.
O único problema que a escrita não se desenrola tão bem nas partes dramáticas. Não senti muito o choque cultural de Sybil quando chegou a nova cidade, e também achei que o processo dela se enturmando na escola foi um pouco acelarado e isso faz com que alguns personagens sumam durante a trama e que alguns eventos pareçam irrelevantes.
Mas mesmo com esse probleminha, a narrativa em geral é bem fluída. Não é o tipo de livro que parece que você tá lendo o mesmo capítulo há 20 mil anos. E a história dá uma guinada quando chega na parte da ação.
Por sinal, vale dizer que as cenas de ação são bem escritas. Eu sei disso porque se eu, que sou burra feito uma porta para entender essas partes da narrativa, consegui visualizar tudo direitinho, acho que todo mundo também consegue. Portanto A++ pra você livro.
O livro como todo mundo espera, já que é o início de uma trilogia, termina em um cliffhanger que achei meio previsível, mas tanto faz, e pra mim ainda tá valendo porque honestamente, de uns tempos pra cá, não consigo lembrar de nenhum final que me deixou apreensiva (sério, nem A Song of Ice and Fire eu sentia isso).
A única coisa que eu fiquei pensando quando terminei a leitura é porque raios os anômalos e seus SUPER-PODERES não explodem logo o mundo dos humanos e acabam com toda essa palhaçada de serem obrigados a usar roupa amarela (pois é, esqueci de dizer que eles são obrigados a usar amarelo para se distinguir dos humanos).
Mas sei lá, talvez isso seja só o meus jeitinho de ser e é demais pedir dos outros pensar da mesma forma (LOOKING AT YOU XAVIER).
Na verdade, dou uns 4,5. Tem uns pontinhos negativos, mas no geral, eu gostei PRA CARALHO. FÃS DE JOGOS VORAZES, LEIAM ISSO AQUI! ANDA, ADICONEM À LISTA DE LEITURA DE VOCÊS.
Li uma resenha aqui que identificou dois problemas: personagens planos e aquele lance de futuro em que mudam o nome de tudo (tipo jogos Vorazes com Panem). Sobre o primeiro dos problemas, não sei exatamente o que quis dizer com personagens planos, mas pelo menos posso dizer que não é algo ruim nível Tolkien (ok, você pode se impressionar com a Terra Média, mas nenhum personagem tem profundidade ali). O que me incomodou é que pareciam todos adolescentes estadunidenses.
Ok, essa história é um futuro distópico beeem distante. Não existe Brasil ou Estados Unidos da América ali. Então pode parecer: "Ícaro, você tá cobrando personagens brasileiros sendo que não tem Brasil?". Não exatamente. É que o público-alvo são adolescentes brasileiros e, quando há a interação entre eles na escola e etc, pra mim faria mais sentido ser uma dinâmica mais parecida com o que esses adolescentes têm com os amigos do que a dinâmica que eles assistem em um filme da Netflix. Aqui parece mais a dinâmica "Filme da Netflix".
E existir União vs Império do Sol não me causou tanto estranhamento de início. Mas quando fui associando a geografia, surgiram algumas perguntas. Prometeu e Pandora ficam na Grã-Bretanha e o Titanic III era um transatlântico, então Kali é a América? Arkai é a Grã-Bretanha ou é a Europa? Na verdade, acho que é só o Oeste da Europa, o Leste Europeu já parece ser território do Império do Sol (os dissidentes). O teatro de operações é Kali, e Arkai é o "Continente Pacífico". Império do Sol parece algo Japonês. Mas... O pessoal da União tem liberdade religiosa e a maioroa é ateu, e os dissidentes são cristãos.
Fora que aparentemente a União assinou um tratado ecológico e os dissidentes são quem não quiseram. Não faz muito sentido a visão "ecossustentável" vir do OCidente. Mas ok, to me precipitando demais.
Acho que a Bárbara já deve ter evoluído a escrita para saber que descrições como "pele morena" ou "pele cor de chocolate" são ruins kkkkkkk e se Kali for a América, é estranho a etnia de lá serem pessoas brancas e ruivas. Não combina muito.
Agora ao que eu gostei. O mistério foi tão bem construído que eu não conseguia parar de ler. Apesar dos personagens serem muito Netflix, consegui me conectar bastante com a Sybil. A situação sociopolítica (essencial para uma distopia..mas já aviso aos cansados do bolsonarismo, não é uma distopia com elementos conservadores... é mais uma coisa de preconceito, medo e poder com o diferente, no caso, os anômalos). A narrativa é bem dinâmica, com um ritmo acelerado desde a primeira frase, mas não me deixou perdido. Na verdade eu comecei a ler na quinta feira a noite e terminei hoje demanhã (sábado), então kkkk ME PRENDEU MUITO! Infelizmente não tenho como comprar os outros dois agora (peguei esse numa promoção grátis) e vai demorar para eu ter o cash, mas já tô ansioso pra saber como isso vai continuar.
esse foi um dos e-books que amazon disponibilizou de graça e eu acabei pegando sem nem ler a sinopse, eu literalmente julguei o livro pela capa quando olhei pra ele e pensei "ok, parece legal, vou pegar" porque eu sou dessas, e olha... não me arrependo nem um pouco. esse ano eu tenho tentado muitas coisas diferentes das minhas leituras anteriores, tanto por eu estar aproveitando demais as promoções loucas da amazon quanto por eu querer tentar algo novo mesmo, e ler um ya de uma autora brasileira foi algo que eu realmente precisava.
eu acho que consigo contar nos dedos a quantidade de livros nacionais que eu li, sério mesmo, não por falta de interesse ou curiosidade, e sim porque eu nunca tinha encontrado um livro que se encaixasse nos meus gostos, mas esse livro foi tipo... "O" livro, sabe? eu sempre gostei mais de literatura ya, sempre com um toque de fantasia ou enfim, e eu achava que não ia ficar muito satisfeita com esse livro, mas ele foi além das expectativas pra mim.
a autora teve um cuidado apresentando o universo da história que é muuuito difícil eu notar em livros de norte-americanos. eu não sei se vocês também tem essa sensação, mas eu sinto que os gringos gostam muito de só criar um prólogo pra explicar beeeem por cima e depois de larga ali pra você entender no decorrer das coisas, mas aqui foi bem diferente. eu me senti confortável desde o início, consegui ver tudo muito claramente e achei tudo muito bem explicadinho pra um universo que a gente tá começando a conhecer.
os personagens... no início rola aquela desconfiança né, principalmente quando a protagonista vem de um ponto de vista diferente dos outros personagens que são apresentados, mas eu achei todos eles INCRÍVEIS. eu gosto de ver a evolução dos personagens e de notar a profundidade deles, e esses não me decepcionaram nem um pouco, e claro que alguns são rasos porque né... é o primeiro livro de uma série, não tem como querer que eles sejam completos ali logo de cara, mas eles não são pouca coisa não, viu? são muito bem apresentados, eles tem uma linha de raciocínio muito boa sem aquela coisa meio bipolar de parecer pessoas e diferentes e, namoral, eu sou MUITO apaixonada pela protagonista E pelo amigo dela que tem uma habilidade parecida com a dela (perdoem a ausência de nomes, eu sou PÉSSIMA em decorar nomes).
eu amei o plot, amei todo o mistério, e, nossinhora, eu ADOREI a alavanca para o próximo livro, de verdade mesmo, eu >AMEI<. tudo muuuuito bem feito, muito bem escrito, eu tava precisando de um livro desses depois de ler tanta coisa que me desanimou, de verdade mesmo, foi como acender a chama da shoreline leitora que parecia ter se apagado depois dos meus 16 anos dçalskdj eu fiquei feliz demais lendo esse livro, principalmente porque eu sempre leio antes de dormir, então se o livro me deixa animada e atenta antes de cair no sono é porque ele realmente valeu a pena ser lido.
eu tinha dado 4 estrelas antes porque já fui bem criticada pela minha "facilidade" de dar 5 estrelas, mas agora eu percebi que olha... não tem nota que possa ser diferente de 5 estrelas, eu amei de verdade mesmo e tô MUITO tentada a comprar a continuação pra continuar a acompanhar essa história incrível!
Eu gostei da proposta da história, mas tive dificuldade de embarcar na trama que demora muuuuito para acontecer e quando acontece é tão ????? e anti climax. O cliffhanger para o próximo livro é basicamente descobrir TUDO que você leu no primeiro e, sabe, não. Não é assim que funciona. Eu queria que autora tivesse me dado alguma coisa concreta e não só "migalhas". Um exemplo fornecido na trama: Ela podia ter lido informações do documento que pegou por exemplo em vez de ter conseguido informações de figuras não-confiáveis. Já era alguma coisa. A protagonista tinha uma informação dela e algo externo para lidar. Agora ela tem vários nadas e coisas externas para se responsabilizar e descobrir. A protagonista não sabe de nada, MAS a narração já entregou para a gente algumas coisas e sabe... perdi o interesse. Queria descobrir essas coisas com ela e não por ela.
Esse foi outro problema para mim: rolava uma situação, alguma coisa dita por um personagem, para logo em seguida, rolar uma insinuação no texto da veracidade daquilo. Até parece legal em um momento, mas por exemplo, no final do livro rola uma revelação por parte de um personagem não confiável e logo em seguida, rola uma situação que COMPROVA O QUE A PESSOA CONTOU e SYBIL NÃO LIGA AQUILO COM O QUE ACABOU DE OUVIR!!! TIPO, ELA OUVIU AQUILO NA PÁGINA ANTERIOR NÃO HÁ UMA SEMANA. Para mim foi super anti climax. - A cena do Hassam e impressões da personagem quanto a ele também entra aqui.
Não consegui me conectar com os personagens - tirando a Sybil e o Leon, achei os outros personagens descartáveis com poucas camadas de personalidade. A própria protagonista me incomoda em alguns momentos por estar sempre em um nível emocional. Eu queria ter tido mais de quem ela é como pessoa, do que de quem ela é como anômala.
não vou priorizar a continuação da leitura por agora, mas vejo um potencial.
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Advinha quem tava morrendo de medo de ler esse livro e pensar que será " só mais uma trilogia distópica inspirada em Fahrenheit 451 que eu sempre pego pra ler." ? Euzinha. Mas também, quebrei minha cara de uma forma que olha, ainda bem que peguei para ler esse livro.
A história é maravilhosa, e mesmo que tenha alguns clichês que todo mundo conhece, a Bárbara soube trabalhá-los com tamanha maestria que eu fiquei muito feliz com o que estava lendo. O tempo todo eu achava incrível a forma como ela foi desenvolvendo todos os acontecimentos e como esse livro terminou.
Tem muitos pontos que a Bárbara conseguiu discutir muito bem, sem ter que falar para o leitor " olha, nesse momento a gente vai discutir sobre a sociedade homofóbica; olha, agora discutiremos aceitação..." Tudo acontece naturalmente, e também de uma forma como se essas discussões fossem comuns.
Sem contar que nesse livro a gente encontra algo que não consegue encontrar na grande maioria das distopias, que é a noção de equipe, onde todo mundo REALMENTE é importante, e não é só importante porque em determinado momento da história o poder dele será necessário para ultrapassar um desafio ( Sim, eu to falando de toda e qualquer obra do R.R.)
Enfim, ele é o primeiro de uma trilogia que nos apresenta os personagens principais para a trama, ainda explicando um pouco sobre o que raios está acontecendo naquele lugar. Pra quem curte distopia, essa trilogia TEM QUE entrar na sua lista obrigatória de leitura.
A Ilha dos Dissidentes é o primeiro livro que realmente me prendeu dentro do YA brasileiro... Esse é o tipo de história que espero encontrar mais na nossa literatura.
Sybil é uma ótima protagonista, o que já ajuda muito para fazer você se interessar na história. Naoki e Leon foram meus outros dois personagens preferidos. Infelizmente, não consegui me importar muito com o Andrei já que ele cai muito num estereótipo de personagens masculinos de romance YA.
Alguns problemas de narrativa começaram a me incomodar lá pelo meio, mas a ação é bem utilizada e me fez continuar até o fim interessada no que iria acontecer. Até cheguei a me esquecer desses detalhes de tão empolgada que estava. Espero encontrar respostas para algumas das várias questões que tive ao ler sobre que mundo é esse que eles vivem agora no futuro e maior exploração do poder da Sybil.
Um livro que recomendo pra todo mundo que gosta de distopias em YA, principalmente fãs de Jogos Vorazes e Legend, já que a história me lembrou bastante dessas duas trilogias.
Achei A Ilha dos Dissidentes uma leitura gostosa, divertida e, decididamente, refrescante. A construção do mundo que a Bárbara faz é complexa mas faz sentido justamente porque é incrivelmente verossímil - gostei bastante de ver o tema de refúgio sendo tratado num livro YA, ainda mais num YA nacional. O enredo é instigante, já que você fica querendo saber mais detalhes sobre o trabalho de Sybil e a organização que o coordena, mas, para mim, o maior destaque de A Ilha dos Dissidentes tem que ser os personagens. Todos eles são tão reais que eu sinto que poderia encontrá-los andando por aí, nas ruas da minha cidade. E os relacionamentos que eles mantêm entre si são tridimensionais e com as nuances que enxergamos nas nossas vidas. Além disso, o livro tem um ritmo muito bom, conseguindo equilibrar os momentos de 'exposição', em que entendemos mais sobre o mundo em que Sybil vive, e a ação propriamente dita. Recomendo muito!
4.5* Veja bem, não estou com muito ânimo pra fazer uma resenha das mais elaboradas. Contentem-se com isto. Pra começar, o livro obviamente já ganha pontos comigo pela temática. Essa vibe meio X-Men (a história me lembrou, em especial, da animação evolution) costuma me agradar muito. E a Bárbara fez um trabalho excelente na construção de mundo. A escrita também é bastante dinâmica e envolvente. Tive pouquíssimos problemas com o livro. Achei o final um pouco abrupto e o enredo um pouco previsível. Mas, mesmo assim, fiquei muito surpreso em notar a alta qualidade do livro de estréia da autora. Principalmente os personagens, que são sem sombra de dúvidas o ponto de destaque da obra, muito bem construídos e super carismáticos. Espero poder comprar e ler logo as continuações.
É difícil avaliar um livro que cai nos seus critérios pessoais. Eu não gosto de livros escritos em primeira pessoa (quando fui ler o Red Rising e vi que era em primeira pessoa passei longe na hora, por exemplo), também não sou fã de distopias, mas resolvi ler este aqui por ser de uma escritora brasileira. Então, que fique claro que a maior parte deste review é puramente gosto pessoal.
O livro conta a história de Sybil Varuna (um baita de um nome, diga-se de passagem. A autora conseguiu escolher nomes bem impactantes para sua história), e como vocês já devem saber ela foi levada para uma cidade.....
[insert sinopse here]
Pronto, vamos direto ao que eu penso do livro, começando pelos pontos negativos.
- Eu não gostei do estilo de narrativa. A autora fala do que devemos gostar e de quem devemos odiar, e meio que não deixa o leitor ter seu próprio julgamento do que é certo e do que é errado. Por conta disto, o livro acaba tendo demasiados longos parágrafos da protagonista nos contando, e não mostrando. Por exemplo a parte do grupo das "nojentinhas" no colégio, apenas nos é jogado que elas são "nojentinhas" e pronto, mas quando teve a única cena envolvendo elas para mim a Sybil era muito mais "nojentinha" do que a tal. Aquele cara com o rosto de tubarão também cai neste estilo. Até então ele era uma pessoa normal na minha concepção, mas a narrativa começa a falar coisa dele aqui, acolá, tentando me envolver e odiar o personagem. Não rolou.
- Ficou tudo muito vago. A Sibyl age muito normalmente para uma adolescente que teve um passado conturbado. Nem de longe eu diria que ela teve treinamento militar, que já passou por catástrofes, etc. Sem falar que todo mundo é muito sociável. Talvez um ou outro personagem mais quietão pra galera se identificar...
- A tal missão me pareceu má desenvolvida. [SPOILER!!!!!] Esperei até metade do livro para ver o que teriam que fazer e o grupo deles foi simplesmente jogado lá para buscar um arquivo qualquer e foda-se. Não teve absolutamente nenhum aprofundamento. Talvez mexer um pouco a missão e botar alguma coisa que a protagonista queria fazer e tinha algumas raízes de vontade nela de participar, teria ficado infinitamente melhor. [/SPOILER]
- Eu já previ o que aconteceria no final lá pela página 130, então a única surpresa foi Sofia mesmo.
- Muitos nomes de cidade que me fizeram esquecer de onde vieram e quem era quem
Vamos aos pontos positivos.
- A autora sabe utilizar as próprias emoções muito bem.
- Graças a Deus Andrei
- Bem escrito.
- A autora conseguiu colocar todas as suas críticas perante a sociedade de maneira sutil. Parabéns Bárbara.
- Teve uma hora que a protagonista narrou o seguinte: "Leon a vê como irmã". Não sei se foi proposital ou não, mas eu ri bagarai.
O livro vale as três estrelas porque dá pra ver de longe que foi escrito com o coração e com vontade. Os aspectos que não me agradaram caíram tudo na questão pessoal.
Bárbara, se você chegar a ler o meu comentário, traduza logo esse livro que nos EUA vai bombar.
Mais uma distopia na área, não é meu gênero favorito, mas sempre tento dar uma chance, já descobri algumas que valeram a leitura.
Em ‘A Ilha’ seguiu o esquema das distopias que já falei para vocês em outras séries (clique aqui para conhecer a ideia geral) e de modo geral até curti a ideia da autora e algumas referências, o único problema é que a história demora muito a engrenar, até praticamente a metade do livro, tem muita divagação e blábláblá que não é tão explicado assim e depois da metade a coisa anda e as explicações vêm atropeladas, mas pelo menos a gente fica sabendo de muitas coisas a respeito do que aconteceu com o ‘planeta’ e com determinados personagens.
Sybil é uma personagem meio termo, teve horas que foi muito intrigante e outras que ficou a desejar, mas o que me chamou atenção foi o comportamento da menina que vem de uma zona de guerra, onde lutava para sobreviver e se adapta bem demais, sem pânico ou crises por estar em um novo lugar.
Eu curti a ideia da autora de pegar coisas da mitologia e do nosso mundo, como o navio que traz Sybil do canto refugiado se chamar Titanic III e que afundou (como seus antecessores), são pequenas deixas que aqui e ali chamaram atenção e tem um toque especial. São pequenas ‘graças’ ao longo da história, acho que foi o modo da autora dizer que nada se cria e algumas coisas se repetem, porque é assim desde que o mundo é mundo.
Todo mundo fez uma grande comparação com X-Men, claro que vi alguns detalhes (aquela fase antiga do desenho, que passava nas manhãs na extinta TV Globinho, o traço antigo, americano, não o ‘mangá’), mas não me veio logo à cabeça isso de cara não, apesar da explicação para este fato [a questão dos poderes] ser clean, entendi o conceito de evolução genética (alô Darwin) e aceitei de boa essa coisa de superpoder, dentro do contexto funcionou normal para mim.
O que não funcionou muito foi a parte onde o livro ganha o nome, existe uma Ilha dos Dissidentes, ali foi um pouco mirabolante, pessoas que nunca foram em missões se saem super bem e ainda trazem todos os detalhes das expedições, além de algumas surpresas, esse é outro ponto corrido e é onde tem o gancho para o segundo livro, que por ser trilogia e distopia, foi mais do que esperado, diria até que foi bem previsível, algumas deixas aparecem ao longo do livro. Então, vamos torcer para o segundo livro fugir da ideia geral e nos surpreender.
Esse livro é maravilhoso. Eu confesso que no começo eu tive medo, achei que seria mais uma das distopias brasileiras horríveis que eu estava acostumado a ler, porém, tive um choque muito grande quando me vi adorando a leitura a cada página. Me senti preso do início ao fim, não conseguia largar o livro, queria mais e mais, cada vez mais. Todos os personagens me cativaram, e isso é estranho, já que geralmente eu odeio quase todo mundo dos livros para enaltecer meu único favorito.
O livro tem uma pegada meio x-men que me deixava "omg e ual", é claro que eu queria mais disso, queria que os poderes tivessem sido mais explorados, porém é o primeiro livro da trilogia, é uma introdução ao novo mundo dos anômolos e a autora fez isso muito bem. Adorei.
Esse livro merece mais destaque, precisa ser lido. Nós temos uma fantasia brasileira espetacular. E sim, eu elegi como o melhor livro fantasia/distopia brasileira que eu li. Eu adorei e espero que mais pessoas possam ler e se divertir com essa história ótima. Estou super ansioso pelo próximo.
Queria ter gostado bem mais de A ilha dos dissidentes. Por ser uma distopia nacional, por ter sido escrito por uma mulher, por fazer um sucesso legal entre os leitores do gênero... por vários motivos, na verdade, mas não foi dessa vez. A história demorou para pegar no tranco, na minha opinião, e eu só fui me ver preso de verdade depois de quase 30% do livro, quase um mês depois de tê-lo deixado de lado, sem vontade alguma de voltar a ler. Não que houvesse algum problema em si — o começo é completamente okay —, mas nada me interessava. Até eu descobrir o rumo da história, até eu me sentir cativado pelos personagens, até eu me envolver com o que estava acontecendo...
Eu não DESGOSTEI de Dissidentes; o mundo criado pela Bárbara Morais é interessante, os personagens — depois de devidamente apresentados/estabelecidos — são bastantes gostáveis, confesso que fiquei curioso para saber o que vai acontecer na sequência, também estou apaixonado pelo Andrei etc... acho que só... só não é tudo o que eu esperava. A culpa é minha por criar expectativas infundadas? Mas com certeza.
A ideia do livro é muito boa, todos personagens são bons e bem desenvolvidos, estou lendo tantos livros desse tipo que esse não me surpreendeu tanto, galera com poder que acaba descobrindo coisas sobre seu passado e que vai ter um grande plot, o começo do livro é muito bom e li rapidinho mas a parte da missão em si foi muito prolongada e perdi o ânimo que estava lendo o livro. Mas é genial e ainda por ser brasileiro então eu deito um pouco, a escrita é muito boa e os personagens muito bons eu ri com o livro e isso me ganha
Por que esse livro não recebe o mínimo de atenção que deveria? É uma saga sobre uma distopia no estilo de divergente, com personagens que tem poderes, parecido com X-men. af sinceramente, o brasileiro tem q dar mais atenção à própria cultura.