Um livro muito bom para aqueles que estão pensando em pesquisar internet e não sabem por onde ou como começar. Seja, como diz o livro, para utilizar a internet como objeto de pesquisa, local de pesquisa ou como instrumento de pesquisa. Gostei muito do capítulo que fala sobre recorte de pesquisa e amostragem na internet, já que, diferente de objetos ou locais de pesquisa físicos, a internet possui uma vastidão de informações e nem todas são de fácil acesso. Assim, o livro define algumas soluções para esse impasse. Da mesma forma, gostei muito dos exemplos, das metologias e das ferramentas estabelecidas para realização de etnografias através da internet e redes sociais, a chamada netnografia. Mas teve uma parte do livro que eu não gostei que foram as esquematizações. Não que as esquematizações fossem ruins, pelo contrário. Mas a forma como foi escolhido para se diagramar esses esquemas em tabelas extensas que possuem muitas quebras de páginas é que tornou bastante complicada a leitura, tornando a esquematização como praticamente parte do corpo de texto, dissolvendo sua intenção. De qualquer forma, o livro é um belo passo de entrada, ainda que, feito em 2010, esteja bastante desatualizado, podendo incluir o Facebook, o LinkedIn, o Instagram, os aplicativos de paquera, e outras interações virtuais como exemplos. Quem sabe em uma "segunda edição ampliada e revisada"? =)
É um feijão com arroz necessário, de forma geral. Acho que não há nenhum outro similar em português. Então, se ele não é uma bibliografia frequente em trabalhos de comunicação digital, eu me arrisco a dizer que deveria ser, pelo menos até que apareça um substituto melhor.
Ainda assim, eu ainda tenho algumas observações críticas:
- Os cases apresentados,ainda que apontem caminhos para coletas de dados, não são os trabalhos escritos da forma mais interessante e estimulante... - As redes sociais usadas como exemplo também não são as mais up-to-date: Se prepare para ver Fotolog e Orkut usados como exemplo. - Não achei muito útil no sentindo de ganhar arcabouço conceitual. - Detestei o prefácio, escrito por um americano.
CUSTAVA QUEM CADASTROU O LIVRO PÔR UMA IMAGEM DE CAPA?