Hoje, por piada, o herói é o vilão! Mas quando o vilão é o Joker, a piada pode deixar um gosto amargo na boca… O mais carismático e perigoso dos inimigos de Batman é o protagonista das duas extraordinárias histórias deste volume. Em Piada Mortal, o Joker prova que um dia realmente mau pode ser suficiente para transformar um homem equilibrado num louco furioso. Na segunda história, o Joker é libertado do Asilo Arkham e prepara-se para reconquistar o submundo de Gotham... à sua maneira.
Piada Mortal, de Alan Moore e Brian Bolland, é uma das mais importantes histórias do Universo DC, e conta-nos a origem do vilão, enquanto Brian Azzarello, apoiado no traço forte de Lee Bermejo, assina a história Joker.
Alan Moore is an English writer most famous for his influential work in comics, including the acclaimed graphic novels Watchmen, V for Vendetta and From Hell. He has also written a novel, Voice of the Fire, and performs "workings" (one-off performance art/spoken word pieces) with The Moon and Serpent Grand Egyptian Theatre of Marvels, some of which have been released on CD.
As a comics writer, Moore is notable for being one of the first writers to apply literary and formalist sensibilities to the mainstream of the medium. As well as including challenging subject matter and adult themes, he brings a wide range of influences to his work, from the literary–authors such as William S. Burroughs, Thomas Pynchon, Robert Anton Wilson and Iain Sinclair; New Wave science fiction writers such as Michael Moorcock; horror writers such as Clive Barker; to the cinematic–filmmakers such as Nicolas Roeg. Influences within comics include Will Eisner, Harvey Kurtzman, Jack Kirby and Bryan Talbot.
Caixa contendo duas graphic novels com o Coringa como protagonista, uma roteirizada por Alan Moore (A Piada Mortal) e a outra pelo Brian Azzarello (Coringa), cada qual com bons resultados, especialmente pela maestria de seus respectivos desenhistas.
Estava à procura da edição original da Devir do "The Killing Joke", mas descobri que a Levoir também tinha lançado esta história neste volume. Lá encontrei então a celebérrima narrativa do Joker escrita por Alan Moore. É uma grande história, mas entre o pouco que li deste universo, creio que já li outras ainda mais grandiosas. No entanto, "The Killing Joke" não deixa de ser um clássico. E creio que clássico também será, daqui a uns anos, a história escrita por Azzarello, outro dos grandes escritores da DC (que assinou três excelentes histórias reunidas em "Batman Noir", também da Levoir), que nos dá uma visão mais realista e sempre noiresca do famoso vilão. Duas visões diferentes do Joker, uma que vai ao encontro do espírito lunático-psicótico pelo qual o conhecemos melhor, e a outra que desconstrói a personagem e a torna ainda mais imprevisível e muito menos "charmosa".
Um rol de imagens realisticamente arrepiantes (num brilhante tom negro tão conducente com a própria trama) dispostas numa espiral de loucura, apimentada por doses "q.b." de: sátira/ ironia (quando defronte do Duas-Caras, até o Joker é belo), multiplicidade (não tanto pela aparição de Dent mas aquando da emissão da sentença "as minhas memórias nem sempre são as mesmas... gosto mais de um passado de escolha múltipla"), vulnerabilidade (quando um ambiente familiar é desarmado da sua coluna vertebral de apoio), vingança/ ira (quando a mente de uma pessoa é levada até à exaustão pelo massacre da própria identidade), ... Nesta colectânea, o leitor apercebe-se quão um dia mau pode tornar um homem racional num louco; mas também que, com sagacidade e bravura, a legalidade rege sempre o pensamento, por muito que o queiram deturpar. Acompanha também a luta entre um bem e um mal que não conseguem viver um sem o outro mas não negam a necessidade compartilhada de se matarem mutuamente. Para além disso, existem ideias marcantes, que engrandecem a obra: na vida, não há vínculo com a racionalidade nem claúsula de sanidade, porque, quando apanhados no trilho de pensamentos de uma floresta de memórias insuportáveis, há sempre uma saída de emergência visível - a loucura ou a chamada doença da sociedade! Na cartada final, com o joker à mistura, a piada é a própria morte, não sem antes se cair num abismo da loucura porque "se estás a sofrer e o mal nunca te esquece, não te vingues... enlouquece"!
Com as cores de Bolland, The Killing Joke ficou AINDA melhor.
Já o Joker de Azzarello e Bermejo, é visceralmente tudo quanto a crítica rendida disse e mais alguma coisa. E mesmo sabendo que isto é, em parte, produto da minha condição de «Azzarello fangirl», não posso deixar de o notar: Azzarello tem «síndrome de alquimista», pois tudo aquilo em que toca se transforma em ouro. ^^ [Claro que o brilhantismo de Azzarello é aqui justamente materializado pela impecabilíssima e consonante arte de Bermejo, a qual é base e complemento da ideia de Joker que faz do segmento algo digno de rendição].