Em Um lugar na janela, a cronista Martha Medeiros abre espaço para a viajante. Aqui não há nada inventado, tudo aconteceu de as melhores lembranças, as grandes furadas ainda em tempos pré-internet, as paisagens de tirar o fôlego. A autora de Feliz por nada compartilha com seus leitores as mais afetuosas memórias de viagens feitas em várias épocas da vida, aos vinte e poucos anos e sem grana, depois, já mais estruturada, mas com o mesmo espírito aventureiro, e com diversos as amigas, o marido, as filhas, o namorado, não importa a companhia, vale até mesmo viajar sozinha. Com o mesmo estilo pessoal das crônicas, Martha Medeiros transmite aquilo que de melhor se leva de uma as recordações. É como deixar-se perder num lugar novo – pode ser uma mochilagem pela Europa, uma aventura em Machu Picchu, uma temporada no Chile, poucos dias no Japão – para depois se reencontrar consigo mesma. Um lugar na janela é um convite para deixar de lado a comodidade do sofá, as defesas e embarcar junto com Martha. O bom viajante é aquele que está aberto a imprevistos, ou seja, a viver.
Martha Medeiros nasceu em Porto Alegre em 20 de agosto de 1961 e é formada em Comunicação Social. Como poeta, publicou os seguintes livros: Strip Tease (Brasiliense, 1985), Meia-Noite e Um Quarto (L&PM, 1987) Persona Non Grata (L&PM, 1991), De Cara Lavada (L&PM, 1995), Poesia Reunida (L&PM, 1999) e Cartas Extraviadas e Outros Poemas (L&PM, 2001). Em maio de 1995 lançou seu primeiro livro de crônicas, Geração Bivolt (Artes & Ofícios), onde reuniu artigos publicados em Zero Hora e textos inéditos. Em 1996 lançou o guia Santiago do Chile, Crônicas e Dicas de Viagem, fruto dos oito meses em que viveu na capital chilena. Seu segundo livro de crônicas, Topless (L&PM, 1997), ganhou o Prêmio Açorianos de Literatura.
É autora dos best-sellers Trem-Bala, Doidas e santas e Feliz por nada. Seu romance Divã, lançado pela editora Objetiva, já vendeu mais de 50.000 exemplares e também virou peça de teatro, com Lilia Cabral no papel principal. Martha ainda escreveu um livro infantil chamado Esquisita Como Eu, pela editora Projeto, e o livro de ficção Selma e Sinatra. É colunista dos jornais Zero Hora e O Globo, além de colaborar para outras publicações.
Este livro estava há 8 anos na minha estante aguardando o momento de ser lido - agora não mais. Gostaria de afirmar que é o livro mais antigo que tenho na estante, mas certamente não é verdade.
Martha Medeiros foi muito presente na minha adolescência. Na escola, fui apresentada a cronistas brasileiros e me apaixonei. Achava que apenas romances tinham graça, mas estava enganada. Em casa, meus pais assinavam O Globo (porque gostavam do jornal, porque a escola recomendava para os vestibulandos - minha irmã e depois eu) 3 domingo vinha a Revista O Globo com os textos da Martha Medeiros, que eu achava divertidíssimos e super adultos.
Foi por causa dessas leituras que acreditei, por um breve momento, que ser escritora me cairia bem e tentei escrever alguma coisa aqui e acolá. Mas esse momento passou.
Um lugar na janela , como Martha Medeiros deixa claro no início do livro, não é um guia de viagens. São relatos das viagens que ela fez, sem ordem cronológica alguma, para o leitor.
Li uma resenha reclamando que o livro parecia uma obra pro ego dela. Isso porque em alguns relatos ela falava sobre as amizades e contatos importantes que tinha. Realmente tem isso, mas não chegou a me incomodar e nem achei soberbo da parte dela (era desnecessário sim, principalmente quando ela expandia sobre os louros das amigas).
Martha Medeiros sempre me deu a impressão de que poderia compor o núcleo rico das novelas de Manoel Carlos. Apesar de falar em perrengue e grana curta no livro, é claro que ela é classe média e tem uma visão das coisas compatível com pessoas da classe média.
Digo isso também por causa de uns comentários ""cômicos"" que achei, por vezes, tão retrato da classe média brasileira, ora tão branco , pra tão ocidental...
Não costumo ler não ficção, mas gostei de como ela encara viagens e turistar. Foi um refresco principalmente agora que estou isolada socialmente. Não pretendo ler Um Relato de Viagem 2 , acho que este já está de bom tamanho. Mas é uma leitura inofensiva, tranquila, bacana.
Not as good as other books from Martha Medeiros, could be deeper or describe better her travel experiences. But is a good reading and can relax you if you are not expecting too much.
Melhores trechos: "...Sair de casa é a oportunidade de sermos estrangeiros não só aos olhos dos nativos de outro país, mas estrangeiros num sentido mais amplo... A liberdade é uma ilusão, eu sei. Ninguém é inteiramente livre, a não ser que não possua vínculos. A nacionalidade de uma pessoa não deveria ser estabelecida por sua cidade de nascimento, e sim pelos locais pelos quais a pessoa se sentia atraída... Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar... Todai-Ji, templo que abriga o maior buda do país, uma estátua imponente de 16 metros de altura. É um lugar bastante atrativo, localizado no parque de Nara... Se você é do tipo que não consegue se maravilhar com o que está vendo porque está mais preocupado com os mosquitos, os remédios, as gorjetas, o fuso horário e em checar os e-mails do trabalho, não viaje. Se você não faz ideia em que ponto do mapa fica o local para onde está indo, não tem a mínima curiosidade sobre a cultura do lugar, até desconhece o idioma falado, não viaje... Viajar minimiza preconceitos. Viajantes não têm partido político, classe social, time de futebol, firma reconhecida em cartório, senhas decoradas na cabeça. Reciclam-se a cada manhã, quando acordam – e acordam, que benção, sem a tirania do despertador... A liberdade é uma ilusão, eu sei. Ninguém é inteiramente livre, a não ser que não possua vínculos. Como qualquer pessoa saudável, não abro mão de laços afetivos, a vida seria muito árida sem amor... Inúmeros motivos justificam essa minha gamação por estar na estrada. Um deles é que viajar nos faz reagir conforme a demanda do momento, que é sempre imprevisível. Comer aranhas fritas, fazer confidências a um homeless, assistir às luzes de uma aurora boreal, colocar uma cobra em torno do pescoço, percorrer vilarejos de bicicleta, dormir sobre a grama de um parque, ir a uma festa promovida por hare krishnas, casar de sarongue numa ilha da Polinésia. Sair de casa é a oportunidade de sermos estrangeiros não só aos olhos dos nativos de outro país, mas estrangeiros num sentido mais amplo... Viajar é uma maneira de nos espalharmos, de rompermos com nossas divisórias internas e aniquilarmos medos e tabus..."
Sabe aquele livro em que você se teletransporta pro mesmo lugares como se você estivesse viajando junto com a pessoa? Pois é 'Um lugar na janela" nos permite essa sensação.
Em Um lugar na janela, a cronista Martha Medeiros abre espaço para a viajante. Aqui não há nada inventado, tudo aconteceu de verdade: as melhores lembranças, as grandes furadas ainda em tempos pré-internet, as paisagens de tirar o fôlego.
A autora compartilha com seus leitores as mais afetuosas memórias de viagens feitas em várias épocas da vida, aos vinte e poucos anos e sem grana, depois, já mais estruturada, mas com o mesmo espírito aventureiro, e com diversos acompanhantes: as amigas, o marido, as filhas, o namorado, não importa a companhia, vale até mesmo viajar sozinha.
Com o mesmo estilo pessoal das crônicas, Martha Medeiros transmite aquilo que de melhor se leva de uma viagem: as recordações. É como deixar-se perder num lugar novo – pode ser uma mochilagem pela Europa, uma aventura em Machu Picchu, uma temporada no Chile, poucos dias no Japão – para depois se reencontrar consigo mesma.
Um lugar na janela é um convite para deixar de lado a comodidade do sofá, as defesas e embarcar junto com Martha. O bom viajante é aquele que está aberto a imprevistos, ou seja, a viver.
O livro é perfeito, você viaja sem sair do lugar. Amei conhecer junto com a Martha cada lugar que ela passou.
Desde que comecei a fazer mochilão, ler Um Lugar na Janela da Martha Medeiros se tornou quase uma missão pessoal. Tinha expectativas altas e, felizmente, fui surpreendida.
Já conhecia a escrita da autora por um livro de crônicas anterior, então esperava uma narrativa fluida e foi exatamente isso que encontrei.
Como a própria Martha menciona, são relatos que nasceram em seu blog, e a leitura realmente transmite essa sensação íntima e espontânea, como se eu estivesse acompanhando postagens pessoais. Isso tornou a experiência leve e envolvente. Tão bom que acabei lendo devagar pra aproveitar melhor.
Que leitura agradável, divertida e inspiradora. Nos faz pensar nas viagens como experiências de vida, fugindo das tendências e dando valor ao simples, real e verdadeiro. Ótimas dicas para a gente nos permitir.
Um 3.5 puxado pra 4 estrelas porque esperava mais, no entanto identifiquei-me com alguns pensamenros da autora e gostei da forma como foram escritos. No entanto a nível de conteúdo do livro, esperava mais.
Apesar de não ligar para relatos de viagens, agora entendo o apelo da escrita da Martha Medeiros. Li o livro em 1 dia. Fluído, rápido, meio fútil e bobinho, mas uma escrita gostosa de ler.
Quem vive para viajar adorará ler esses relatos de viagens de Martha Medeiros. Na verdade, senti que estava lendo uma conversa entre mim e uma amiga, as duas contando histórias de lugares visitados, curtidos e explorados. Identifiquei-me com os momentos que ela descreve, por exemplo, quando ficava sentada num aeroporto ou numa mesa na calçada, observando as pessoas fazendo os deveres mais cotidianos. O livro é simples…relatos de viagens pelo mundo inteiro, mas a autora tem um jeito de contar os relatos que você realmente sente que a acompanhou durante os mesmos. Dá para ler num dia ou passar de uma aventura para outra com mais calma. E no final, você sentirá uma vontade de planejar a próxima viagem e deixar para trás toda a correria da vida diária.
É incrível como a Martha nunca decepciona. Acabei de chegar de um intercâmbio e ganhei esse livro. No começo tive receio de começar a ler, porque ainda estava com muita saudades da cidade que deixei pra trás. Mas logo que comecei a ler, não pude resistir aos encantos da Martha. Esse livro me fez perceber o quanto eu ainda preciso viajar e conhecer novos lugares. Serviu de inspiração para não ficar triste por ter deixado o Canadá pra trás, pois existe um mundo de opções e a forma como ela descreve cada situação com seus tons humorísticos me faz querer visitar cada pedacinho de lugar por onde ela passou. Recomendadíssimo!
Leitura leve, divertida, inteligente, marca registrada de Martha Medeiros. Esses relatos instigam a gente a viajar, é ler pensando "qual meu próximo destino?".
Os textos dão dicas dos lugares que ela visitou, mas o livro vai além disso. O foco de "Um Lugar na Janela" é a pessoa que viaja, suas experiências e impressões, como estava se sentindo naquele momento.
Uma das mensagens que mais gostei foi: não é preciso gastar fortunas para viajar. Qualquer um pode ser um viajante sem sair de sua própria cidade. Viajar é também um estado de espírito, segundo o livro. O que muda não é o local, é o olhar da pessoa.
Livro despretensioso e repleto de aventuras! A Martha tem a deliciosa capacidade de me fazer revisitar todas as "Andreas" que já fui nesta vida. Aos 43 anos, é inevitável e bem vinda a mudança. Assim, como a Martha jovem que fez um tour pela Europa dormindo em sofás e hotéis baratos, até a Martha madura, independente financeiramente, namorando de novo e curtindo destinos exóticos, com direito à acampamento de luxo no deserto. Ela prometeu a versão 2. Aguardando ansiosa, queridíssima!
Quem nunca viveu uma situação de aperto em uma viagem, daquela que, depois, até achamos engraçada? Com leveza e muito humor, Martha Medeiros descreve suas experiências e sensações em algumas de suas viagens. É impossível não se identificar. Quero ser BFF da autora.
Leve e inspirador. Não tem como não ler e se ver em algumas situações que ela descreve, e como não colocar alguns dos lugares pelos quais ela passou na Bucket List de viagem. Recomendo a leitura.