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168 pages, Paperback
First published January 1, 2013
Enfim um bolero, n’est pas madame? Fui eu que subornei a orquestra. Agora podemos dançar juntos, eu sentindo os seus seios contra o meu peito, você sentindo as minhas medalhas.
Dizia que não se pode ficar esperando que a vida nos tire para dançar, nós é que temos que persegui-la, enlaçá-la e sair rodopiando. Ela chegara rodopiando a Paris, onde não conhecera nem Hemingway, nem Sartre nem Picasso mas fora cantada no café Les Deux Magots por Gertrude Stein, que apertara seu joelho com a força de um estivador […]
[…] uma vez testara Camões com o pé e recuara, sem mergulhar.
Os dez anos tinham feito estragos. Ela estava acompanhada de um europeuzinho com uma franja loura colada na testa. Ele não tinha mais do que 12 anos e já olhava ao redor com um nojo de gerações.
Mais estranho do que guerras que não resolvem nada é essa nossa paz promíscua, vencedores e vencidos convivendo sem nunca saber bem quem é o quê.