Depois de 2 livros que não consegui acabar, sendo um deles o Pássaros Feridos, foi com alguma apreensão que trouxe este livro comigo, meio querendo muito ultrapassar o obstáculo meio a meio de não gostar de novo.
Não poderia estar mais enganada! A história fluiu como n´O Toque de Midas ou em As senhoras de Missalonghi, para nomear alguns.
Este livro segue 4 irmãs, 2 pares de gémeas, filhas de 2 mães diferentes e cujo pai é um Reverendo da Igreja Protestante, numa cidadezinha do interior da Austrália. Elas vão pertencer á primeira geração de enfermeira registadas e diplomadas, ou seja com uma carreira estruturada e reconhecida. Todas as dificuldades para singrarem, para se encaixare, num mundo que até agora via as enfermeiras apenas como quem faz os trabalhos mais baixos de um hospital, sitio onde se iapara morrer e não para se curar.
Acompanhamos Edda, Grace, Heather e Kitty na sua jornada profissional, misturada com a sua vida pessoal. Há situações que nunca vi descritas num livro antes, ainda para mais começando o enredo em 1926, mas penso que dada a sua natureza, até fazem sentido. Curiosos? Pois vão pegar no livro hahaha
Só posso dizer que este livro me agradou tanto (4* e meia) que me restaurou a fé nesta autora e que irei continuar a ler, certamente. Para quem gosta de uma boa saga familiar com personagens marcantes, passada na Grande Depressão, aconselho. Sem ser lamechas, retrata o declinio da sociedade á medida que a Depressão provocada pelo Crash de 29 se instala até naquele canto recondito da Autrália.